domingo, 24 de junho de 2012

#42

Mundano: um ‘pimp’ nos catadores do RJ

Um dia após o encerramento da Rio+20, o "ativista e grafiteiro" paulistano trouxe seu projeto Pimp My Carroça para dar visibilidade ao trabalho dos catadores da cidade; maravilhosa a ação pimp!

Um dia após o encerramento das atividades da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável e afirmando que “os coletores de materiais recicláveis fazem mais pelo meio ambiento do que toda Rio+20”, o projeto independente Pimp My Carroça, que há 20 dias também foi realizado em São Paulo, ocupou a Praça Tiradentes no último sábado para dar uma repaginada nas carroças e um pouco de atenção aos catadores do centro do Rio de Janeiro. Organizado pelo “ativista e grafiteiro” Thiago “Mundano” – nome de seu personagem, um cacto bem consciente e politizado -, o evento reuniu inúmeros artistas e voluntários com o objetivo de tirar esses trabalhadores da invisibilidade. “A maioria dos trabalhadores que estão aqui estavam na Rio+20 e sem receber nenhum tipo de atenção ou ajuda. Mas, são esses catadores marginalizados pela sociedade são os mesmos que fazem 90% do trabalho de reciclagem em cidades como Rio e São Paulo”, defende Mundano, que desde 2006 já pintou suas frases de efeito em mais de 200 carroças.



Com uma espécie de circuito montado em frente ao imponente monumento a D. Pedro I, o Pimp My Carroça RJ, além de reformar as carroças nos espaços “Limpa Rápido, “Funilaria”, “Borracharia” e “Pintura”, ainda prestava um atendimento médico (no “Check-Up”) aos catadores, que também recebiam camisetas com faixa luminosa, luvas, capa de chuva, itens de segurança para a carroça (buzina, retrovisor) e refeição. No final, os trabalhadores, que não conseguiam esconder o lado banguela de seus sorrisos, ainda posavam ao lado de suas novas e estilizadas companheiras de trabalho. “Pedi para pintarem a minha com as cores do reggae. Está ficando show. Já tive muitas carroças, mas essa é especial”, afirmou o coletor Paulo César dos Santos, que teve seu carrinho de supermercado estendido. “Eu não sou catador, sou morador de rua. Tenho que falar: bato palmas para essas atitudes. A prefeitura recolhe o pessoal e joga em Campo Grande. Mas, ninguém ajuda essas pessoas que estão doentes. Eles não são somente viciados e cracudos”, afirmou Bezenário de Andrade Dias, que passava por lá e aproveitou para fazer uma consulta médica.

Em meio a correria para não deixar nada dar errado e com os catadores chegando, Thiago Mundano ainda encontrava tempo para explicar como resolveu criar esse projeto, apoiado pelo
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e financiado via crowdfunding – a segunda maior arrecadação no Brasil com R$ 38.200. “Quando comecei a grafitar, eu comecei a conhecer mais a cidade. Mas, sempre fui meio locão neste aspecto. Às vezes, estava no meio do Treme-Treme (o residencial São Vito, de 27 andares, demolido na gestão Kassab) e, poucos minutos depois, estava almoçando na casa da minha avó. O contato com a rua me fez pensar em ajudar essas pessoas de alguma forma e isso mudou minha vida. Agora, eu quero compartilhar essa experiência com mais pessoas”. Criado em condições opostas aos dos catadores, o grafiteiro paulistano, de 26 anos, conseguiu usar essa experiência de contraste para iniciar uma ação capaz de trabalhar dois supostos problemas sociais, a coleta e os catadores, que, por sinal, são tratados como lixo. “O que é visto como um problema ambiental aparece como solução para um problema social, uma forma de gerar emprego e  tirar essas pessoas da marginalidade. Assim, toda a sociedade se beneficiará”, defende Mundano.


Assim como os “catadores de materiais recicláveis”, os grafiteiros envolvidos com o projeto também já sentiram na pele o estigma da marginalidade, tendo em vista que ambos vivenciam diretamente a rua como ponto em comum. Com a aceitação da chamada arte urbana, esses arteiros conseguiram reconhecimento de sua arte e, por isso, são capazes de fazer o mesmo por esses trabalhadores. “Particularmente, acho o estigma ‘grafiteiro’ um rótulo desnecessário. O importante é ver as pessoas usarem a criatividade para se expressarem e fazer o bem, seja com fotos, desenhos e ações. Esta é um exemplo, ainda mais por buscar dar visibilidade ao trabalho dos catadores”, aponta Rodrigo “Villas” Bôas, que usou seu conhecido pássaro para decorar uma das carroças. Além de Villas, que costuma lançar seu personagem nas paredes e nos fios da cidade, a ação também contou com o trabalho de Afa, Kajaman, Life, Ronaldo Occy, das meninas do coletivo Sou "nóS" (Bruna Britto, Gabriela Godoi e Mariana Holman), que veio de Pelotas (RS) para participar do Pimp RJ, e muitos outros. Se a frase usada no início apontava que os catadores faziam mais pelo meio ambiente do que toda Rio+20, o resultado do Pimp My Carroça também pareceu ser mais significativo que os que foram apresentados no final da conferência da ONU. O esforço coletivo, e a alegria em comum.


Confira nossa galeria de fotos no Facebook 


sexta-feira, 22 de junho de 2012

news

Festival desbrava cultura digital no Circo

Começou ontem, quinta-feira, a terceira edição do festival Circo Digital (FCD), que até o domingo apresentará uma “explosão de pixels em cores e criatividade” com atividades que envolvem arte, tecnologia, sustentabilidade e, é claro, música - como manda a tradição do místico Circo. Nesta edição de 2012, além das novidades em tecnologia e games, o festival ainda contará com uma especifica programação musical, destacando três equipes de sistema de som, bandas e DJs, todos tendo a cultura digital na essência de seus trabalhos.

Depois do coletivo Nuvem e o grupo multimídia Chelpa Ferro, na quinta, o festival dá sequência a sua programação nesta sexta com Digitaldubs, Mateus Pinguim e Dubatak e o dançante dubstep do Tomadub. O coletivo Apavoramento Soundsystem e a DJ Vivi Seixas, filha do eterno Raul Seixas (toca Raul!) e dona de set que nem mesmo as paredes ficam paradas, se apresentam no sábado e, no domingo, o som fica por conta da banda Biltre (Laranja Dub); Mahmundi (foto), primeiro projeto de Marcela Vale; Super Mário Bloco, que embalou os foliões em Santa Teresa nesse último carnaval, e DJ Lencinho.

Além das atrações musicais, essa terceira edição do FCD também aposta em exposições interativas. Ao todo, oito entre as que serão apresentadas traz a proposta de buscar a reação e o envolvimento direto do público. Já a questão da sustentabilidade, principal tema da questionada Rio+20, aparece através de uma parceria com a Futura Soluções Ambientais, uma campanha permanente de coleta seletiva de lixo eletrônico (uma ameaça para aqueles que se julgam DJs e apenas figuram com CDJ “sem fio”). Para estimular o descarte consciente, a entrada para o festival ficará restrita a uma peça eletrônica sem uso, como teclados, monitores Jesus Luz e outras parafernálias. É só chegar.

Festival Circo Digital_ Arte e Tecnologia
Circo Voador (R: dos Arcos, s/n – Lapa. 2533-0354)
Sexta e sábado: 22h, Domingo: 19h
(atrações musicais uma hora após a abertura da casa)
Ingresso: Uma peça eletrônica ‘velha’
Classificação: 18 anos (de 12 a 17 acompanhado dos pais)

Siga nossa página no Facebook e curta nosso Twitter

quarta-feira, 20 de junho de 2012

news


O Estendal revela outra imagem ao Alemão

Enquanto a imprensa se concentra em noticiar os gols do atacante Mario Gomez na Eurocopa e na atuação da chanceler Angela Merkel, que não veio ao Brasil para a Rio+20, na Cúpula do G20, no México, o nosso Alemão se mostra muito mais complexo. Marcado pela violência, pelo tráfico e pela ausência do Estado, o chamado Complexo do Alemão, região da zona norte formada por 13 comunidades, passa por um positivo e mais que necessário processo de transformação: teleférico, unidades de polícia pacificadora e ações culturais. O coletivo O Estendal, por exemplo, ocupará a Praça do Terço (Centro de Cultura Digital Praça do Conhecimento) nesta quinta-feira (21) para alterar o cotidiano dos moradores e visitantes “com suas imagens pensantes ou pensamentos imagéticos.

A partir das 10h, a ação cultural promovida pelo grupo de “fazedores de imagem” e convidados agregados estenderá 30 fotografias “palpáveis” no varal que será elaborado sob o tema “As Paredes Têm Ouvidos”. Com curadoria assinada pelo artista e professor paranaense Roberto Pitella, o projeto chega ao Complexo do Alemão como se estivesse brincando de fazer arte, partindo de uma expressão popular para fotografar, ou rebuscar em arquivos, imagens que traduzam o tema de maneira própria e individual. As ideias são literalmente penduradas em varais esticados em espaços de convivência e expostos aos olhares curiosos.

Além do varal, a ação do O Estendal no Complexo do Alemão também contará com um “Jardim Fotográfico”, ideia que já passou pelo Parque Lage, no Jardim Botânico, além de Curitiba, Salvador, Montevideo e Havana. O projeto, que conta com apoio da Lomography, apresenta imagens entre flores e plantas e ainda abre oportunidade para o visitante colher uma delas. No fim do dia, a proposta de interação seguirá com projeções de fotografias de Fábio Seixo, Daniela Dacorso, Ana Rodrigues & Daniel Chiacos e Calé, além da exibição do documentário (Vi)vendo um Outro Olhar, de Guilhermo Planel. E qual é a sua imagem do Complexo do Alemão?

Centro de Cultura Digital Praça do Conhecimento
R: Nova Brasília, s/n. Praça do Terço.
Das 10h às 20h. Mais informações: oestendal.wordpress.com

Acompanhe nossa página no Facebook e no Twitter 

terça-feira, 19 de junho de 2012

#41

Maga Bo: num “Quilombo do Futuro”

Levando uma inusitada mistura de ritmos afro-brasileiros aos grandes sistemas de som, o musico e produtor radicado no Rio de Janeiro surpreende ao apresentar seu terceiro álbum. Tá nas caixas!!!

Se a música não possui fronteira, e as misturas são fundamentais para a composição de um som cada vez mais global (plural) e de difícil definição, as delimitações territoriais, políticas e rítmicas poderiam ser consideradas espécies de barreiras em relação ao intercâmbio de sonoridades dos “world´s citizens” (cidadãos do mundo). Inserido neste contexto e na contra-mão do pré-estabelecido, o produtor Maga Bo, um  "Wozen" da música, trabalha em seu “Quilombo do Futuro”, o terceiro e recém-lançado disco solo. Anteriormente, Maga Bo lançou a mixtape “Confusion of Tongues” e “Archipelagoes”, um álbum gravado em Senegal, Marrocos, Zanzibar e África do Sul. Ao longo desta trajetória e, principalmente, em sua pesquisa mais recente, o produtor norte-americano, que adotou o calor do Rio de Janeiro como sua morada oficial, reforça o ideal de que as tradições e as raízes são capazes de se redescobrir na resistência contemporânea – a base de informação e troca de comunicação entre as pessoas, como defende o próprio artista.


“Encontrei no Rio de Janeiro uma cidade grande com sol, calor, floresta, montanhas, praia, pessoas simpáticas, uma cultura, música, povo, língua, comida, arte e etc. sincrética, que nem a minha (somos americanos, do mundo novo - me identifico), uma cidade bonita, com prédios interessantes e que revelam e carregam a história do lugar”, aponta o musico, que, apesar de ter escolhido facilmente o Rio de Janeiro após ter rodado o mundo, não conseguiu se fixar na cidade maravilhosa com facilidade. Segundo Maga Bo, a facilitação desta "livre-troca" é fundamental para a “saúde da música e, acima de tudo, para circular idéias, abrir a cabeça das pessoas, sustentar tradições e preservar sabedorias”. Diante deste cenário de contrastes - onde a experimentação é sufocada pelos sucessos do momento, e as produções eletrônicas redescobrem os regionalismos -, o disco “Quilombo do Futuro” busca respostas para perguntas que ainda estão por vir. Afinal, o que vai acontecer com o coco e com o jongo, entre outros?


“Quilombo do Futuro”, na verdade, resgata sons do verdadeiro quilombo do passado, como o coco, o maculelê, o jongo, a capoeira e o samba, e estabelece conexões com ragga, dub, hip hop, kuduro, grime e dubstep. Apesar de ser voltada para os sistemas de som (sound system), a sonoridade do álbum não deixa de trabalhar as sutilezas dos ritmos. E o que parece inusitado, Maga Bo fala com se fosse algo simples de entender. “Não acho que tenha muitas sonoridades ‘regionais do mundo’ no disco... são ritmos já globalizados (embora haja diferenças regionais dentro desses sons: o dub de Londres é diferente do dub da Jamaica, por exemplo). Esses sons globalizados, que vem da produção eletrônica, o dub e o hip hop são as bases e sempre fizeram parte das minhas raízes. Os ritmos afro-brasileiros me interessam há muito tempo. Sou capoeirista, toco repique em escola de samba, frequento rodas de jongo, samba e etc. Sou muito inspirado nos sons regionais brasileiros, e essa mistura é natural, mas sempre achei que a produção não valorizava certos elementos. Assim, eu comecei a ‘re-criar’ esses sons especificamente para os sistemas de som grandes e valorizando os graves”, detalha o produtor.






Trabalhado em mais de 40 países – de Nova Delhi a Sydney, de Berlim a Addis Ababa -, Maga Bo reuniu uma boa bagagem musical antes de iniciar esse trabalho, tendo em vista seus trabalhos anteriores e o fato do produtor já ter trabalhado com Mulatu Astatke, Dr. Das (Asian Dub Fundation) e outros feras do mesmo quilate. Na formação do Quilombo propriamente dita, aparecem B.Negão, Gaspar, Lucas Santtana e Marcelo Yuka, além de novos talentos, caso de Funkero, Biguli e dos integrantes do BaianaSystem. O Mestre Camaleão, seu mestre de capoeira, trouxe o berimbau, e Rosângela Macedo as vozes que evocam o terreiro. De Guyana, via Nova Iorque, aparece o Mc Jahdan Blakkamoore, e do Panamá, via Chicago, o Mc Zulu, dois nomes consagrados no dancehall. Já a percussão, assinada pelo amigo João Hermeto, foi gravada e produzida pelo próprio Maga Bo. Antes de elaborar o show do disco, que deverá ser apresentado em novembro, o musico andarilho realizará uma grande turnê internacional, priorizando seu DJ set (Europa, em Julho; Estados unidos, Canadá e México, em agosto; Índia e África do Sul, em outubro)Além da mistura marcante do disco, Maga Bo ainda queria mais e, pouco depois do lançamento do “Quilombo do Futuro”, ainda lançou um álbum somente com remixes, ou seja, reinterpretações feitas por nomes como Buguinha Dub, Digital Dubs, os argentinos El Remolon e Frikstailers, o americano Subatomic Sound System e o canadense Poirier. Detalhe: está tudo disponível na internet. É para arrastar as cadeiras da sala e fazer a festa, que o som embala



Confirma mais sobre o trabalho do Maga Bo no Soundcloud e no Facebook.


Siga nossa página no Facebook e Twitter

quinta-feira, 14 de junho de 2012

news

Moraes revive “Acabou Chorare” no Circo


Em 1972, morando em uma casa de quatro cômodos no Rio de Janeiro, os Novos Baianos - grupo então formado por  Dadi, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby “Consuelo” do Brasil (a única “não baiana” do grupo) -, compartilhavam o nascimento de “Acabou Chorare”, o melhor álbum da história da música brasileira segundo a revista Rolling Stone. Celebrando 40 anos deste precioso lançamento, Moraes Moreira, ao lado do filho Davi, sobe ao palco do Circo Voador nesta sexta-feira (15) para resgatar as memoráveis faixas deste marco. O show, que já passou pelo Instituto Moreira Salles, Studio RJ e outras cidades, será antecedido pela exibição do filme “Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas.

De “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, até a faixa bônus de “Preta Pretinha”, o disco traz nove músicas que exaltam toda originalidade sonora do grupo, um misto único de rock psicodélico e gêneros genuinamente brasileiros – uma sugestão dada por ninguém menos que João Gilberto. Com “Tinindo Trincando”, “Swing de Campo Grande”, “Mistério do Planeta”, “Besta é Tu”, “A Menina Dança”, “Um Bilhete Pra Didi” e “Acabou Chorare”, faixa que intitula o álbum, o show promete ser inesquecível para aqueles que já se acabaram ao som desses clássicos.

Além das faixas do segundo e mais consistente álbum dos Novos Baianos, a homenagem aos 40 anos de “Acabou Chorare” no Circo ainda será marcada por possíveis participações especiais (Pepeu, por exemplo) e pelas histórias que Moraes deverá contar ao público, como detalhes sobre a elaboração do álbum, a convivência com os demais integrantes no sítio em Jacarepaguá e muitos outros causos. Como se não bastasse, a noite ainda contará com a apresentação do grupo Fino Coletivo e a festa Tupiniquim.





Circo Voador – Rua dos Arcos, s/n. Lapa.  (21) 2233 0354
A partir das 22h. (filme começa a ser exibido 22h15).
Preços:  R$ 30 (meia/1 kilo de alimento). R$ 60 inteira.

news

Drive-In Rio leva arte em carros de sucata

Performances que misturam efeitos audiovisuais e artes cênicas, design, video mapping, 20 projetores, 16 carros e inúmeros artistas, o que poderia parecer uma pirotécnica blitz da Lei Seca, na verdade, são os elementos que moldam o Drive-In Rio, evento que segue em cartaz até o dia 22 de junho no Armazém da Utopia, no Cais do Porto. As atividades começam logo após as sessões da “Havana Café”, das 21h30 à meia-noite, e possui entrada gratuita (assim com a peça, que começa às 19h, outra ótima sugestão).

Um dos destaques do programa Cultura e Sustentabilidade, do Ministério da Cultura, durante a Rio+20, o Drive-In Rio é uma iniciativa do Wunderkammer Latin America, um coletivo formado por Lucas Margutti (BR), Luke Cooper (UK) e Samuel Moore (AU). O trio é reconhecido por criar performances fora dos espaços tradicionais, aliando, sempre que possível, a revitalização de algum local abandonado ou pouco explorado pela cidade. A primeira edição do Drive-in, por exemplo, aconteceu num galpão da cervejaria Carlsberg, em 2010, em Copenhage.

Reunindo 16 carros, sendo 14 no interior do armazém e dois do lado de fora, as instalações e performances do Drive-In Rio são realizadas dentro, em cima e ao lado das sucatas dos automóveis, as mesmas que ganharam nova vida ao serem adaptadas como plataforma para diversas manifestações artísticas, como projeções, performances de teatro, poesia e música. Como o Drive-in Rio integra o calendário de eventos da Rio+20, todos os artistas envolvidos no evento partem do principio de provocar o público com temas ligados à sustentabilidade. No geral, a ideia é usar esses “transformers” como elemento de conscientização através da arte.

Entre os artistas convidados para as intervenções estão Bayard Tonelli (ex-Dzi Croquettes) com seu menu de poesias; o quarteto Luca de Castro, Cláudia Borioni, Carol Castro e Bel Sangiardi numa inusitada esquete teatral; Maria Carolina Telles e Jorge Espírito Santo, que abordam a opressão masculina, e a atriz Kátia Moraes, por sua vez, recebe convidados em seu Comedy Car, caso da amiga Cláudia Rodrigues, que se apresentará nos dias 20 e 21. Confira a programação completa do Drive-In Rio.

ARMAZÉM DA UTOPIA
Armazém 6: Av. Rodrigues Alves, s/n – Centro. 2516-4893
Até 22 de junho, às 21h30. Entrada gratuita.

sábado, 9 de junho de 2012

news

Festival na segunda traz jazz de primeira
  
De acordo com a previsão do tempo, a mesma que desanimou os cariocas ao apontar que o final de semana prolongado (para alguns) seria de muita chuva e frio, o sol já deverá aparecer novamente nesta segunda-feira. No entanto, o melhor mesmo será começar a semana com um animado festival de jazz. O BMW Jazz Festival começa nesta segunda, mas a sua programação, que se estenderá até a quarta-feira no Oi Casa Grande, destaca uma metaleira de primeira linha. Só fera escalados, vale conferir as atrações.   

O saxofonista Maceo Parker, integrante-chave da banda que acompanhou James Brown durante os anos 60, 70 e 80, é um dos nomes de destaque anunciados pelo festival. Em pleno dia (noite) dos namorados, o instrumentista sobe ao palco na companhia de Fred Wesley (trombone) e Alfred “Pee Wee” Eliis (sax), dois excelentes músicos que também acompanharam o rei do funk. Após um hiato de 20 anos, o trio voltou a se reunir em Nova York no ano passado e com apenas um desejo: tocar para se divertir (fica a dica!).

Diferente de sua primeira edição em 2011, que reunia quatro atrações em duas noites, o BMW Jazz Festival volta ao Rio neste ano com uma programação de três dias e, por consequência, seis shows. Além da sonoridade funkeada de Maceo Parker e convidados, o festival, que começou na última sexta em São Paulo, também apresentará Chick Corea, Clarke & White, Nintey Miles, Trombone Shorty & Orleans Avenue, Charles Lloyd Quartet e Darcy James Argue’s Secret Society.

Oi Casa Grande
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon. (21) 2511-0800
Ingressos: De R$ 120 (platéia inteira) a R$ 30 (balcão meia)
Confirma a programação completa aqui


Siga nos no Facebook e Twitter

terça-feira, 5 de junho de 2012

news

Orquestra Imperial celebra 10 anos no Circo


Se ainda estivesse entre nós, como de certa forma sempre estará, ele marcaria presença neste show com certeza (e marcará). Era no palco que o compositor de “Maracatu Atômico” e “Lágrimas Negras” se sentia vivo. No entanto, menos de uma semana atrás, Nelson Jacobina, aos 58 anos de música, faleceu em decorrência de um câncer, diagnosticado inicialmente há 15 anos. Apesar desta “ausência” mais que significativa, a Orquestra Imperial reunirá suas energias para uma apresentação única, dividida entre as lembranças de seu eterno integrante e a celebração de seus dez anos de história. O baile dos namorados, como os shows da bigband são carinhosamente chamados, ocorre nesta quarta-feira, no Circo Voador.  

Como se não bastasse seus 20 integrantes, do nível de, entre outros, Thalma de Freitas, Nina Becker, Rodrigo Amarante, Duani Martins, Kassin, Wilson das Neves e Rubinho Jacobina – uma das melhores composições do mestre Nelson (que Deus o tenha) -, a Orquestra ainda contará uma “arretada” convidada, a cantora Dona Onete. Importada diretamente do Pará, a rainha do “carimbóchamegado” ainda aparecerá com toda sua banda, liderada pelo guitarrista Pio Lobato. Para justificar o nome do baile deste seleto clube da música, a noite “dos namorados” ainda terá os tradicionais brindes aos apaixonados.

No repertório do show, que faz parte da série Datas Queridas, a Orquestra Imperial faz uma viagem pelos clássicos da banda, mas com uma atenção especial aos boleros e baladas. Algumas músicas inéditas do novo álbum do grupo, que possui o lançamento previsto para o próximo mês, também deverão estar presentes no setlist deste show. Antes de chegar ao público, esse álbum, assim como todos destinados a serem bons, já nasce especial. Trata-se do último trabalho com a assinatura de Nelson Jacobina, que participou da gravação do disco. Atrás do arranha tem um céu e, depois, tem outro céu, onde uma estrela sempre brilhará. Viva Nelson Jacobina!


Circo Voador – R: dos Arcos, S/N – Lapa. 2533 0354
Abertura: 22h Horário do baile: 23h30m
Ingressos: De R$ 30 a R$ 60 (meia)



Curtiu esse post? Curta nossa página no Facebook ou siga-nos no Twitter

segunda-feira, 4 de junho de 2012

#40

“Rio+20 e Você”: fará parte?
Com objetivo de convocar "cidadãos do mundo" e entidades para um abrangente debate sobre o futuro do planeta, o evento do Instituto Humanitare ocorre até o dia 23/06 no apropriado Planetário. Vamos!
Em paralelo às atividades da Conferência das Nações para o Desenvolvimento Sustentável Rio+20, da Humanidade 2012 e da Cúpula dos Povos, que serão sediadas neste mês no Rio de Janeiro - no Rio Centro,  no Forte de Copacabana e no Aterro do Flamengo, respectivamente -, a agenda Rio+20 e Você apresentará uma série de eventos para buscar um maior envolvimento da sociedade nas discussões relacionadas à preservação do meio-ambiente e ao futuro do planeta. Através de cúpulas, exposições, simpósios, filmes, espetáculos, shows e oficinas, o evento, que foi inaugurado nesta segunda-feira, apresentará suas atividades até o dia 23/06 no Planetário da Gávea. A entrada é franca, e sua presença fundamental para a construção de uma nova sociedade. E você, está por dentro?



Vinte anos depois da pioneira conferência Rio 92, que, apesar de ter sido emblemática, não apresentou tantos resultados na prática, a Rio+20 volta a reunir os Chefes de Estados para buscar novas soluções e avanços em diversos temas ainda controversos, como emissão de gases poluentes, redução da fome e da pobreza e consumo consciente, entre outros. Diferente do encontro principal, que acaba ficando restrito às burocráticas decisões dos governantes e aos apelos dos ativistas (do lado de fora), a Rio+20 e Você, como o nome já adianta, chega com a proposta de conscientizar e aproximar os cidadãos e instituições de inúmeros tópicos que estão em debate. Enquanto os acordos e os possíveis tratados se mostram distantes e incertos, as atrações do evento se encarregam de trazer novas reflexões aos interessados em uma mudança.  



“Falar de Nações Unidas é falar paixão e de compaixão. O preâmbulo da carta fala que a ONU nasceu para fazer a paz, melhorias das condições de vida e preservar o planeta. Inspirados nesse preâmbulo, incentivado pelas Nações Unidas, criamos a Humanitare com o espírito de servir à ONU, não mais do que isso. E o fazemos por meio de programas, projetos, eventos integrados à agenda e ao calendário geral do Centro de Informação da ONU”, afirma Sheila Pimentel, a incansável presidente do instituto responsável pelo evento inaugurado nesta segunda. Aliás, a cerimônia de abertura, que contou com a presença do astronauta Marcos Pontes, do representante indígena Marcos Terena (Pantanal MS) e da ministra do Meio Ambiente, Elizabella Teixeira, já pôde sintetizar um pouco da diversidade dos assuntos que estão sendo propostos. Um dos mais respeitados biólogo e ambientalista a nível mundial, o Dr. Paulo Nogueira Neto, de 90 anos, também fez questão de marcar presença para receber uma homenagem especial.  



Entre as atividades do Rio+20 e Você, evento correalizado pela Fundação Planetário do Rio de Janeiro, presidida por Celso Cunha -, algumas atrações se mostram imperdíveis e outras também, como a Arena Pensando Carreiras Verdes (um encontro de blogueiros), a Cúpula Mundial de Green Jobs, a Cúpula Mundial de Economia Criativa e Turismo Verde e a Cúpula Mundial de Cidadania e Voluntariado, além da parceria com o Festival Fora do Eixo, que trará atrações musicais e cênicas. A programação do evento se mostra bem completa e abrangente, mas o que se destaca mesmo é o sentimento em comum dos envolvidos em construir um mundo melhor. “Um mundo do amanhã. Não só esse mundo que agente enxerga hoje que tem resultados e conseqüências daqui a duas horas, mas o mundo dos nossos filhos, o mundo que vai continuar caminhando e levando adiante o que estamos plantando (...) O mundo está em nossas mãos”, como ressalta Sheila.

Confira a programação completa aqui e visite o site para se inscrever nos eventos! 

Serviço:
Fundação Planetário-R. V-gov. Rubens Berardo, 100 - Gávea
http://www.facebook.com/Rio20eVoce

Curta nossa página no Facebook ou siga-nos no Twitter

sexta-feira, 1 de junho de 2012

news

Santa Musica Faz! festa na comunidade

Dando continuidade ao seu ideal de pacificação musical, o projeto Santa Musica Faz!, que se destaca ao apresentar festas em diversas comunidades pacificadas, ocupará o Morro dos Prazeres em Santa Teresa neste sábado (02 de junho) com uma diversificada tropa de musicos e DJs. O trio BossaCucaNova, a Orquestra do Casarão, a banda Feijão Coletivo, a festa Vinil é Arte (dos DJs Tuta e MBgroove) e a fusão do DJ Nando Leal com o violoncelo de Lui Coimbra são algumas das atrações esperadas, mas terá muito mais. Divido em três espaços – Casarão, Doce Mel e Campão/Colina -, o evento começará a partir das 15h com um cortejo do grupo Candombe na entrada (gratuita) do morro.

Após levar um piano de cauda para a Mineira em fevereiro, cordas no Chapéu Mangueira em março e sopros para a Providência em abril, os DJs e suas picapes envolvidos com o projeto chegam aos Prazeres com o objetivo de apresentar novas propostas musicas aos moradores da região e também às pessoas que aparecem para prestigiar o projeto. “Artistas como Marcelinho Da lua e Nado Leal tocam máquinas contemporâneas que mesclam pick up, mixer, cdj, scratch e computadores, fluindo com grande musicalidade junto aos instrumentos tradicionais”, explica Roberto de Freitas, da Roda de Produção, a produtora que realiza o evento, patrocinado pelo Governo do Estado, ao lado do Coletivo Santa Música.

Antes de seguir em direção à Mangueira, Macacos, Cidade de Deus, Salgueiro, Batan, Tabajaras, Turano, Complexo do Alemão, Borel e Rocinha, o Santa Música Faz!, que também abre caminho para a formação de produtores culturais, fixará seus ideais nos Prazeres para que os próprios moradores possam recriar eventos que fomentem a diversidade artística no lugar, além da questão do emprego e da renda. Através de uma parceria com o Sebrae, o projeto deverá formar 300 jovens empreendedores nessas comunidades pacificadas até o final do ano, formando a chamada “Rede de Agentes Santa Música”. De fato, a música é santa...  

Serviço
Santa Música Faz!
Entrada da comunidade na Almirante Alexandrino: Cortejo da banda Candombe (15h)
Quadra da Barreira, na Rua Gomes Lopes, 12 (Próximo ao Casarão dos Prazeres/Base da UPP): Palco Livre (15h30), Orquestra do Casarão (18h), Bossacucanova (19h), Lui Coimbra e Nado Leal (20) e Feijão Coletivo (21h)
Espaço Doce Mel, na Praça Doce Mel s/nº, com acesso pela Rua Gomes Lopes: Dj Loa (18h), Zé do Rock (19), Festa Vinil é Arte (20h) e Dj Corello (21h)
Campo da Colina, na quadra de grama sintética localizada no alto da comunidade, com acesso pela Praça Doce Mel: Os Cocos (15h), Samba Zé Samba (16h) e Marlon e Helô (17h) 

Curtiu esse post? Curta nossa página no Facebook ou siga-nos no Twitter

quinta-feira, 31 de maio de 2012

news

“Cena Brasil” traz teatro gringo ao Rio

Desta sexta-feira (01) até o dia 11 de junho, a cidade do Rio de Janeiro vira palco do “Cena Brasil Internacional”, festival teatral que apresentará 23 espetáculos ao público carioca, sendo 14 nacionais e mais nove de companhias estrangeiras. Com 16 peças inéditas em sua programação, o evento será apresentado em quatro espaços: CCBB, Praça dos Correios, Casa França-Brasil e no restaurante Cais do Oriente. Os ingressos terão preços populares, de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), e algumas atrações ainda terão entrada franca. É para aplaudir de pé, sem dúvida!

Entre as companhias estrangeiras, aparecem a belga Point Zero, com “Três Velhas” e “A Escola de Ventriloquos”; a espanhola La Varanda, com “Ninguém quer Acreditar”, e a portuguesa Teatro Marionetas do Porto, que, com mais de 35 espetáculos no currículo, apresenta a peça “Frágil”. A National Theatre of Scotland, com suas montagens em locais incomuns, também marca presença no festival com “A Estranha Ruína de Prudencia Hart”, enquanto a programação ainda inclui mais duas companhias colombianas e uma chilena. Entre as nacionais, os destaques são os grupos Armazém Companhia de Teatro e o Amok Teatro, que fazem as estréias nacionais de “A Marca da Água” e “Histórias de Família”, respectivamente.

Além dos espetáculos, todas as companhias que participam do Cena Brasil Internacional também apresentarão uma série de workshops, residências artísticas, palestras e oficinas – todas abertas ao público. No desfecho do festival organizado pelo (ex)advogado e produtor teatral Sérgio Saboya, dia 11 de junho, o CCBB ainda sediará um grande fórum para selecionar as quatro companhias nacionais que serão premiadas com exibições em festivais internacionais, mais especificamente o de Avignon (França) e o de Edimburgo (Escócia). Mas, neste verdadeiro intercâmbio teatral, quem ganha mesmo é o povo, que, para incentivar eventos como esse, tem a obrigação de conferir... a programação completa em:  www.cenabrasilinternacional.com.br.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

news

Mural Itália-Brasil pinta Gil e Vidigal

Quem passou pela Cinelândia neste início de semana certamente pôde reparar a nova cara do respirador da estação do metrô, na Praça Mahatma Gandhi. É que o painel de dez metros com a imagem de Gilberto Gil, que completa 70 anos agora em junho, não passa despercebida nem mesmo aos olhos de quem está habituado a andar apressado pelo local. Entre Ayrton Senna, Oscar Niemeyer, Carmem Miranda e Pelé, o artista baiano e ex-ministro da Cultura acabou sendo o escolhido para ilustrar o trabalho de Walter “Wally” Contipeli e da mulher, Alessandra “Alita” Montanari, do coletivo Orticanoodles, de Milão - ambos especialistas em estêncil com ícones pop, como comprova o presente dado ao cantor e ao centro do Rio.

A ação do casal italiano integra o projeto “Mural Itália-Brasil”, que explora a mistura de conceitos de arte urbana entre artistas de ambos os países e possui curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Depois de passar por Brasília e Salvador, a parceria chegou ao Rio e ainda trouxe o paulista Ozi Duarte, que homenageou os cariocas com uma versão contemporânea de São Sebastião, o santo padroeiro da cidade. Inspirado na imagem de Pietro Perugino, um pintor renascentista do séc XV, o artista grafou o seu “Menino do Rio” no outro lado do (agora) famoso respirador do metrô Cinelândia. Além da intervenção no centro, o projeto também levou suas cores à comunidade do Vidigal, local que até pouco tempo atrás, assim como o tal do respirador, parecia passar despercebido pela cidade, ou era abordado somente em enquadros.

Surpresos com a segurança e a tranqüilidade da comunidade, o casal de artistas italianos, que ganhou notoriedade com retratos hiper-realistas de Frida Kahlo, Andy Warhol e Margaret Thatcher, subiram o morro como se estivessem em Milão para darem “toques especiais” nas paredes do Vidigal. Entre as ruas, becos e vielas, locais onde a arte habitualmente não costuma passar, aparecem a imagem do pintor espanhol Pablo Picasso, do artista e ativista social Keith Haring e da italiana Rita Levi-Montalsini, de 103 anos, Prêmio Nobel de Medicina. Já Ozi, que também marcou presença no Vidigal, apresentou um Lênin tirando truques da cartola, como se fosse um mágico nada simpático. Após percorrer as três cidades, o projeto será concluído com uma exposição contendo uma seleção de imagens dos trabalhos  realizados por todos os artistas envolvidos. Essa mostra deverá ser aberta ao público a partir do dia 25 de junho. Fiquem ligados, nas paredes!

Saibam mais sobre o “Mural Itália-Brasil”: http://muralitaliabrasil.com/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

news

Show! Fim de semana destaca boas opções

Além das esperadas apresentações dos Los Hermanos na Fundição Progresso, que estão com todos seus ingressos esgotados, o final de semana reserva pelo menos mais quatro curiosas opções de shows aos cariocas: o pernambucano Siba, no Oi Futuro; o casal Agridoce, no Teatro Rival; o eterno titã Arnaldo Antunes, no Circo Voador, e o novo trabalho de Isabela Taviani, no Citibank Hall. As dicas são boas, mas vale saber um pouco mais sobre os shows.

Dentro do projeto Levada Oi Futuro, que explora a diversidade da musica brasileira ao selecionar talentos com diferentes sutaques e vertentes, o pernambucano Siba, ex-Mestre Ambrósio e Fuloresta do Samba e um dos expoentes do manguebeat, chega ao Rio para lançar seu mais recente trabalho, o álbum “Avante”. Acompanhado de Antônio Loureiro (teclado), Leo Gervázio (tuba) e Serginho Machado (bateria), Siba (voz e guitarra) sobe ao palco do Oi Futuro Ipanema nesta sexta e sábado para apresentar suas novas músicas, "Ariana", "Preparando o Salto", "Brisa" e "Cantando Ciranda na Beira do Mar".    

Ao lado do guitarrista Martin Mendonça, a cantora baiana Pitty desembarca no Rio com dois shows de seu projeto “Agridoce”, que se afasta do rock acelerado para se aprofundar em uma sonoridade mais intimista e orgânica. Nesta sexta (25), o duo canta no Teatro Rival e, no sábado (26), atravessa a ponte para fazer um som no Bar do Meio, em Niterói. O repertório, marcado por uma marcante variação entre piano e violão, destaca letras em português, caso de "Dançando" e "20 passos", e em inglês, como "Say".

Já a cantora Isabella Taviani, que faz um único show nesta sexta no Citabank Hall, estreia a apresentação de seu novo álbum - “Eu Raio X”, produzido por André Vasconcellos. Com cenografia assinada por Sérgio Marimba, o espetáculo leva ao palco mais de 1500 radiografias enviadas por fãs, além das inéditas “A palavra errada”, “Deixa estar”, “Foto Polaroid”, “Digitais”, entre outras. No sábado, quem lançará um novo trabalho é o eterno titã Arnaldo Antunes, que volta ao Circo Voador com um show amparado nas músicas do “Acústico MTV” (CD e DVD). Agora, basta escolher o(s) preferido(s) e garantir seus ingressos.

Isabella Taviani - Citibank Hall
Av. Ayrton Senna, 3000. Barra.
Sexta, às 22h. Ingressos: de R$ 25 a R$ 180.

Siba - Oi Futuro Ipanema
Rua Visconde de Pirajá, 54 3º andar.
Sexta e sábado, às 21h. Ingressos: R$ 20.

Agridoce - Teatro Rival
R: Álvaro Alvim, 33, Cinelândia.
Sexta, às 19h30. Ingressos: R$ 50.

Bar do Meio
Av. Almirante Tamandaré, 810, Piratininga.
Sábado, às 22h. Ingressos: de R$ 30 a R$ 40.

Arnaldo Antunes - Circo Voador
R: dos Arcos, s/nº. Lapa.
Sabado, às 23h. Ingresssos: R$ 80.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

news

Los Hermanos: na Fundição e nas vitrolas

Prevista para chegar às lojas nesta semana, a caixa especial com a discografia completa do Los Hermanos em LP teve sua primeira tiragem inteiramente esgotada ainda na pré-venda. Mas, por conta da imensa procura, a Polysom prensará mais 500 unidades. Antes da nova remessa chegar ao mercado, o quarteto de barbudos, que iniciou uma turnê nacional para celebrar seus 15 anos de história no final de abril, faz seis apresentações em casa, todas na Fundição Progresso. Os shows começam a partir desta quinta-feira (24) e se estendem até domingo (25, 26 e 27/05). Na próxima semana, o grupo retorna para mais dois extras (02 e 03/06).   

Supervisionada pela própria banda, a caixa “de luxe” Los Hermanos/Polysom reúne os quatro álbuns de estúdio da banda e mais um item exclusivo - justamente o álbum “Los Hermanos na Fundição Progresso”. Ou seja, além da linda caixa, são cinco álbuns em LPs de 180 gramas, sendo três duplos, “Bloco do Eu Sozinho” (2001), “Ventura” (2003) e “Los Hermanos na Fundição Progresso” (2007), e dois simples, “Los Hermanos” (1999) e “4”(2005). 

Com exceção do “Los Hermanos na Fundição Progresso”, que é exclusivo da caixa, os quatros LP’s da banda também podem ser encontrados separadamente nas lojas, como a da Polysom (www.lojapolysom.com.br). Para quem foi vítima do esgotamento recorde da caixa e, principalmente, das entradas para as apresentações na Fundição, o jeito é ir preparando as vitrolas, já que arrumar um espaço nesse show está difícil. Os ingressos estão esgotados, mas vale a luta.

Fundição Progresso
R: Arcos da Lapa, 24. (21)2220 5070
http://www.fundicaoprogresso.com.br

terça-feira, 22 de maio de 2012

news

Videoinstalações em foco no Oi, Bang!


Pioneira na arte da investigação da fotografia e no uso associado à videoinstalação, a artista Ana Vitória Mussi, que desde o final da década de 70 já trabalhava com a diversidade e a superposição de técnicas, assina a autoria da exposição “Bang”, que entrou na grade de programação do Oi Futuro Flamengo nesta terça-feira (22/05). Fruto de uma investigação sobre modos de exposição e visibilidade da guerra, do homem em situações limites, “Bang” (como um tiro nos quadrinhos) fica aberta ao público até o dia 15 de junho.


Nesta exposição, Ana Vitória Mussi - que conviveu com artistas que iniciaram a videoarte no país, caso de Anna Bella Geiger, Letícia Parente, Sonia Andrade, Ivens Machado, Paulo Herkenhoff, Fernando Cocchiarale e Miriam Danowsky -,  trabalha dois elementos que sempre pautaram sua obra: a condição da imagem no mundo contemporâneo e nossa submissão aos seus encantos. Nas paredes da galeria, simultaneamente, a artista exibe um vídeo com cenas de filmes de guerras ficcionais e fotos de situações reais de guerrilha urbana em favelas do Rio.

Paralelamente à exposição, que possui curadoria de Marisa Flórido, será lançado um livro inédito sobre a obra da artista. Além de esmiuçar o universo criativo de Ana Vitória Mussi, este livro aparece como uma ótima dica de leitura para quem deseja compreender um pouco mais sobre as artes visuais contemporâneas produzidas nas últimas quatro décadas no Brasil.

No mesmo Oi Futuro Flamengo, mas no nível 2, ocorre a exposição do americano Bill Lundberg, outro pioneiro no campo das instalações de filme/vídeo. Com curadoria assinada por Alberto Saraiva e Ivair Renaldim, esta mostra, assim como a “Bang”, também é marcada pelo lançamento de um livro. Neste caso, o lançamento bilíngue exalta a vida e obra de Lundberg, reconhecido por abordar questões da condição humana em suas criações.

Oi Futuro Flamengo
R: Dois de Dezembro, 63. 3131 3060
De terça a domingo, das 11h às 20h. Livre.

Siga-nos no Facebook e Twitter

segunda-feira, 14 de maio de 2012

#39

Queremos: o circo entre lord e dragões

Segunda da série de três do "Queremos Sónar", a noite do domingo reservou Little Dragon e James Blake aos cariocas empolgados, dois memoráveis shows. Terça (15), teve Mogwai!

Em um atípico final de semana, que contou com apresentações de The Kooks, Seth Troxler e Chromeo, além da decidida decisão do Campeonato Carioca, os shows da banda Little Dragon e de James Blake poderiam muito bem passar despercebidos, ainda mais depois de um domingo (das mamis) de muita chuva. No entanto, para os “cariocas empolgados” que fizeram questão de presenciar as duas atrações, essa noite certamente ficará lembrada por uma positiva indagação: que som é esse? Foda, responderia aqueles que não se atrevem a definir a surpreendente mistura sonora desses artistas. Já quem achou todos esses nomes um tanto quanto estranhos, vale conhecer um pouco mais a respeito, já que esses artistas ainda deverão dar muito o que falar. Encerrando a série de três shows do Queremos (de arrecadação coletiva), que trouxe algumas atrações do Sónar SP para o Rio, a banda Mogwai também fez o Circo voar na terça-feira (15).


Mesmo com o Circo ainda vazio, com cerca de 200 pessoas, a banda Little Dragon entrou em cena a mil e já soltando a música “Looking Glass” - sucesso do segundo álbum, o elogiado “Machine Dreams” (2009). Liderada pela irreparável vocalista Yukimi Nagano – uma sueca de olhos puxados que chama atenção por sua voz e não pelos acessórios -, o quarteto parece deslizar em palco esbanjando entrosamento. Afinal, Yukimi, Erik Bodin (bateria), Fredrick Källgren (baixo) e Håkan Wirenstrand (teclados) são amigos desde os tempos de colégio. Após a música inicial e a excessão “Test”, do primeiro disco “Little Dragon” (2007), o show, que teve pouco mais de uma hora, se concentrou nas faixas do terceiro e último disco, “Ritual Union”(2011). “Brush The Heat”, “Shuffle a Dream”, “Little Man” e “Precious” - música que fechou a apresentação - foram algumas das escolhidas.


Para quem já conhecia a sonoridade da banda, o primeiro show no Rio foi rápido, faltou o “bis” e os hits (“Never Nerver”, “Runabout”, “Feather”, entre outras), porém, fez valer a espera e agradou o público. O forte do quarteto sueco é reproduzir no palco um som muito similar aos apresentados na gravação dos álbuns e uma sincronia precisa de sons e instrumentos. Às vezes, a banda mais parece um DJ comandando a pista; e o show uma verdadeira rave. “Um som que poderia ser trilha sonora de alguma exótica cidade alienígena”, como dizia no site do Circo. Além da parceria em duas faixas do “Plastic Beach”, último disco dos Gorillaz (que chamou a banda para uma longa turnê), o Little Dragon marca presença no recente disco do DJ Shadow e também em “Wildfire”, uma parceria com o inglês SBTRKT. Isso sem falar na memória dos que estiveram no show.


Após a montagem do palco e 15 minutos de espera, James Blake aparece para acabar com a ansiedade do público carioca. Discreto e sem perder a pose de “lord”, o jovem produtor inglês, atração mais esperada da noite, chegou ao Rio como uma das principais referências do que veio a se chamar pós-dubstep - um gênero influenciado pelos graves pesados e o clima sombrio do dubstep, mas que abraça outras influências da dance music e outros estilos, como jazz, soul e R&B. Com apenas um álbum lançado em 2011, James Blake, que se declarou fã de Little Dragon, se firmou na cena musical com o sucesso de duas faixas especiais, “Limit To Your Love” e “The Wilhelm Scream” – os pontos altos de sua apresentação. Em São Paulo, no Sónar, o artista de apenas 23 anos também atuou como DJ e  pôde mostrar um pouco de sua versatilidade. Comum show marcado por programações, distorções e sobreposições vocais, Blake, ao lado de mais dois musicos (baixo e bateria), "monta" suas canções com uma facilidade absurda. Apesar de ter sido curto - uma consequência do próprio repertório -, o show  durou o tempo suficiente para mostrar porquê James Blake é tido como um dos principais nomes da nova cena da música britânica.    


Circo Voador

Arcos da Lapa, S/N.  tel: 2533-0354

www.circovoador.com.br

Veja mais fotos em nosso 
Fakelook 

domingo, 13 de maio de 2012

#38

PXE: uma galeria a céu aberto

Com uma série de mais de 40 pinturas em quadros de luz, o designer carioca Márcio “PXE” espalha sua arte pelas ruas para dar forma a uma curiosa "galeria a céu aberto".
   
O formato e o tamanho até se aproximam das medidas de uma verdadeira tela, mas os quadros pintados pelo designer carioca Márcio “PXE” exploram um suporte mais inusitado e, principalmente, mais urbano: os quadros de luz que estão espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro. Mesmo não sendo o único a aproveitar e dar uma nova cara a esse espaço cinza, PXE se destaca por ter já pintado uma série com mais de 40 “quadros” (de luz) - a maioria na zona sul, entre Copacabana, Ipanema e Leblon -, o que dá forma a uma verdadeira "galeria" a céu aberto. Apesar de ter menos de dois anos atuando como grafiteiro, Márcio usa uma mistura entre intimidade com a parede e traços experimentais para formar suas pinturas, que, por sinal, não ficam somente restritas às telas, ficam expostas na cidade.


“O primeiro contato com o spray foi nos anos 80, pixando pela zona norte. Mas essa onda durou apenas uns seis meses. Em dezembro de 2010, eu participei da Invasão Cultural no Complexo do Alemão e lá fiz meu primeiro grafite com a Odaraya “AV Ponto” e Bryan “Nata”. Logo depois, rolou um paredão para um grande festival de MPB na Marina da Glória. Em fevereiro de 2011, com as latas que sobraram desse trabalho, finalmente fui pra rua e sozinho. A partir dai não parei mais”, conta Márcio, que também explica o porquê das caixas. “Vi as caixas limpas no meu bairro e fui pintando... e assim fui montando a galeria PXE ao ar livre. De fevereiro de 2011 até hoje, já foram mais de 40 e, pelo menos, 20 delas ainda estão pintadas”, completa. O fato é que não é nada difícil encontrar um exemplar e, tampouco, seguir o exemplo.


Com formação em desenho industrial pela UFRJ e com um “escritório montado na praia”, Márcio PXE ainda não adotou o grafite como profissão, mas anda investindo alto nisso tendo intenção ou não. No entanto, como a maioria dos ativistas da arte urbana, ele não possui patrocínio, possui vontade e inspiração. “Quando tenho tempo, pego as latas que pago do meu próprio bolso e vou para rua pintar. A ideia é passar uma visão otimista da vida, fazer com que as pessoas dêem um tempo na correria para apreciar a arte, dar uma risada ou simplesmente pensar”, afirma o artista que difere seu trabalho com desenhos de seu imaginário e mais três letras: P X E. A originalidade também se sobressai no universo criativo de Márcio, que ilustra elefante ouvindo música, astronautas, mergulhadores, mulheres e, é claro, peixes – todos com algo em comum: o diferente.


Usando a cidade para expor seus trabalhos e, por conseqüência, divulgar o seu trabalho, PXE continua trabalhando em sua galeria e, segundo ele, também sendo correspondido. Para quem está pintando nas ruas e pagando do próprio bolso os custos desta aventura - que não são poucos -, a motivação é algo fundamental, o reconhecimento então nem se fala (mas se sente). “Sinto que as pessoas curtem e respeitam o grafite cada vez mais, independente da idade. A arte urbana cria uma relação mais íntima e mais próxima entre artista e público, além de acabar com a exclusividade e os privilégios. A arte simplesmente está aí, livre, pra quem parar e olhar”, conclui. Antes destinados ao despercebido, os quadros (de luz) se redescobrem na cidade e, de fato, viram quadros, assim como os dos museus – mas de verdade e nas ruas.


Veja mais imagens dos trabalhos de Márcio PXE.

Acompanhe nossa página no Facebook e Twitter.