sexta-feira, 21 de setembro de 2012

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Festas diferentes num funk só: Uh! Baile é ...

Fruto de uma união entre o Apavoramento Sound System, de John Woo, e o núcleo Eu Amo Baile Funk, de Matheus Aragão, a festa “Uh! Baile é Nosso IV” chega a sua quarta edição ainda mais ousada dentro de sua proposta: reunir diferentes festas e vertentes musicais em uma bagunça só... funk nas caixas! Depois de levantar o Circo em outras ocasiões, esse verdadeiro “festival de festas”, que ocorre nesta sexta-feira (21/09), ocupará todas as dependências do Clube Boqueirão, situado no Aterro do Flamengo. É festa na pista, no salão e, inclusive, na varanda, enquanto os sets dos djs vão do Hip Hop, House e Breakbeat americano ao Reggae e Dancehall jamaicano, passando pelo Calipso do Caribe e pelo Kuduro africano – tudo isso com a identidade do verdadeiro baile funk carioca. É Nosso!!!

Na maior pista do clube, a festa fica por conta da Shake Your Quadra, também fruto da parceria entre Apavoramento e Eu Amo Baile Funk, que convida o lendário paredão da equipe Pipos, O Encontro das Massas para apresentar Dadu & Lulinha (Eletrobase DJs), Mc Sabrina, Wobble DJs (Dubstep), Apavoramento A/V & Mc´s e Brazilian Wax + Ber Mc (Cartel). Como convidada, a conhecida festa Bootie Rio, produzida por Fabiano Moreira, toma o salão de festas com seus mashups e seus animados crew de Djs e Vjs, destacando a presença de Fernando Schlaepfer, Billy the Kid, André Pipipi, Luiz G-Vô e Folkatrua VJs. Já na varanda, de cara para lua e na pista Caramba, o som fica entre o moombathon e o calipso (não o do Chimbinha), com Nuvem DJs, Rádio Legalize, Bluntzilla e Matias Maxx (Fiesta Cucaracha!). É som que não acaba mais.

Reunindo inúmeras atrações e vertentes, como comprova esse mais que completo line-up da vez, a festa Uh! Baile é Nosso, verdadeiro sinônimo de “bagunça de responsa”, faz a cabeça dos cariocas com uma receita simples, mas de sucesso garantido – como explica o DJ John Woo, do Apavoramento: "Nossa intenção é resgatar as festas em clubes e tocar um som com a cara do Rio, como é o funk. Queremos mostrar a repercussão do ritmo mundo afora e como ele pode ser potencializado por influências estrangeiras, adventos tecnológicos e pelas mídias digitais". A boa? Na boa, dessa ninguém vai querer ficar de fora. 

Clube de Regatas Boqueirão (21) 2220-8480
Rua Jardel Jércolis, 50 - Aterro do Flamengo

Ingressos:R$ 40 (Na Porta)
R$ 25 (Antecipado)
BooM - Voluntários da Pátria, 45 - Botafogo)
Zona Sul: 7450-2502 e Centro: 7887-0801

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

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Festa anuncia “volta” dos Dzi Croquettes 

Há 40 anos, no auge da ditadura militar, um grupo, no mínimo, irreverente e alinhado à contracultura desafiava a tudo e a todos com seu conceito de criação coletiva e teatralização da subjetividade de seus integrantes (influência direta para o grupo Teatro Vivencial), os quais faziam da homossexualidade uma verdadeira bandeira de afirmação de direitos. Com o espetáculo “Gente Computada Igual a Você” (1972), originado de um show de cabaré, o chamado Dzi Croquettes, coletivo inspirado no conjunto norte-americano The Coquettes e no movimento gay da off-Broadway, fez uma revolução ao apresentar 13 exímios bailarinos homens, de barba e com cabelo no peito, vestidos extravagantemente de mulher e exaltando a feminilidade em suas performances. Pouco tempo mais tarde, nos palcos do Le Palace, na França, esse mesmo grupo passaria a impressionar também o mundo com seus ousados figurinos e suas inteligentes provocações.

Lá, essa família, liderada pelo coreógrafo americano Lenny Dale, ganhou inúmeros fãs e chegou a ser considerada “avant garde” (à frente de seu tempo) por ninguém menos que Liza Minneli, espécie de madrinha desses talentosos rapazes: Wagner Ribeiro, Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo e Rogério di Poly, Bayard Tonelli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões. Esse foi o momento ápice dos Dzi, que tiveram sua história resgatada há três anos com um documentário homônimo dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez e que, agora, voltam à tona com uma inusitada volta - a dos que não foram pelos que desejam ser. Para legitimar essa “retomada”, nesta quarta-feira (19/09) ocorre a festa 40 anos Dzi Croquettes, que, além de apresentar uma exibição exclusiva dessa nova formação e uma exposição com fotos e figurinos originais, ainda contará com os DJs Tatah Toscano (Boho), João Fernando (Fosfobox) e Leonardo Gattuso.

Apesar de toda euforia em torno da festa, esta noite não passaria de uma singela homenagem perto de toda relevância dos Dzi de outrora, enquanto essa nova formação surgiria apenas para matar a saudade, mas não suprir a falta de um “movimento” tão rico, inteligente e inovador como foi o das “internacionais”. Sob direção de Ciro Barcelos, um dos poucos integrantes que resistiu ao tempo e passou imune ao vírus da Aids – doença então reconhecida como “câncer gay” -, essa nova formação chega para estrelar um novo espetáculo, o “Dzi Croquettes em Bandália – Um Musical Eletrônico”, que estréia no dia 26 de outubro, na Sala Marília Pêra, no Leblon. Aliás, assim como Nelson Motta, Cláudia Raia, Pedro Cardoso, Gilberto Gil, Betty Faria e Liza Minneli, essa atriz que dá nome à sala também aparece no documentário sobre o grupo comprovando todo o seu feito. Segundo o ator Pedro Valério, um dos integrantes da nova formação, esse novo espetáculo é mais que uma homenagem ao grupo, é o retorno do mesmo. Pretensão? Talvez. Mas, além de marcar presença na festa, só nos resta aguardar e, posteriormente, conferir se essa volta do “movimento não dzista” consegue mesmo justificar todo o peso de uma história que jamais se perderá.




Teatro Odisséia – Av. Mem de Sá, 66. Lapa.
Ingressos: R$ 60 (inteira) R$ 30 (meia)
* Melhor figurino Dzi ganha prêmio.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

#53

The Gift: mais de Portugal no Brasil

Dentro da programação do ano de Portugal no Brasil, a banda The Gift volta ao Rio neste sábado (15/09) para um show no Studio RJ e, de quebra, nos conta mais sobre a carreira. Bué da Fixe!!!

Estreitando os laços entre as culturas coirmãs e legitimando de vez este novo ciclo de imigração lusitana no Rio de Janeiro, o ano de Portugal no Brasil, que começou no último dia sete e se estenderá até junho de 2013, chega para quebrar aquele velho estereótipo do “vira-vira” e apresentar mais de 20 “eventos portugueses” aos cariocas, como exposições de artes plásticas (‘Exposição Vieira da Silva’ e ‘Exposição Rui Chafes’) e de fotografias, festival de cinema, shows, ballet, encontros literários (‘Vozes da Literatura Portuguesa’), oficinas de teatro e intervenções urbana - como as de Alexandre Farto a.k.a Vhils, que virá para presentear a cidade com suas famosas esculturas em grafite e também promover algumas palestras. Após o show de abertura de Milton Nascimento com a fadista Mariza, realizado na última quarta (12), no Theatro Municipal, o intercâmbio segue à tona com a banda The Gift, que volta ao Rio para realizar uma única apresentação neste sábado no Studio RJ. “Ô Maria...” é, vai nessa para (re)ver. É mistura no mais puro azeite!!!


Após uma memorável participação na última edição do Rock In Rio e “em seu melhor momento” – como aponta o tecladista e baixista John Gonçalves -, o quarteto de Alcobaça, formado em 1997 a partir da busca por novas experimentações e sonoridades, chega ao Rio com a mesma energia do início da carreira, mas sem esconder a maturidade de seus 18 anos de estrada. “As influências de hoje são diferentes do que eram quando começamos. Hoje há muitas músicas, muitos grupos, muitas sonoridades e tudo acessível de vários pontos do globo para Alcobaça - nossa pequena terra natal. Ao fim de todos estes anos temos uma sonoridade própria e tentamos sempre encontrar a nossa voz em cada disco ou espetáculo que fazemos. A Sónia, como vocalista, tem uma grande versatilidade e isso é uma característica que é nossa. Além disso, as composições e a maneira como utilizamos vários instrumentos e várias estéticas também é algo que consideramos parte essencial da nossa música”, descreve John, exaltando que a busca pelo novo, inclusive, se sobrepõe ao forte regionalismo lusitano, tanto que os The Gift cantam em inglês e, é claro, em português pá!


Formada pelos irmãos John e Nuno Gonçalves (tecladista e compositor), Miguel Ribeiro (guitarrista) e Sónia Tavares, a família The Gift, que mantém sua formação desde 1998 e já foi premiada com um Globo de Ouro e um MTV Europe Award, chega ao Brasil pela quarta vez em um momento de muita produtividade, incluindo a maternidade de sua carismática vocalista. Em menos de dois anos, foram dois álbuns lançados, uma turnê internacional e muitas apresentações memoráveis. “O disco ‘Primavera’ (2012) foi gravado em 10 dias e partiu de composições ao piano que Nuno tinha escrito. A estética foi definida antes e teria piano, voz íntima, guitarras acústicas, algumas eletrônicas subtis... Mas, não era claro que fossem editados esses temas num disco e ainda estávamos – como estamos – em plena turnê de ‘Explode’ (2011). A verdade é que gostamos muito do resultado e resolvemos editá-lo”, revela o baixista, que ainda explica a diferença entre os dois últimos trabalhos: “O disco ‘Explode’, gravado uns meses antes, é a antítese de ‘Primavera’, pois é uma grande produção, gravada em vários meses e produzida por Ken Nelson, que já trabalhou com Coldplay e Kings of Convenience. No entanto, ambos os discos tem em comum a ambição e a satisfação artística que muito nos preenchem neste momento”.


Morando no Rio de Janeiro há alguns meses, assim como muitos outros jovens portugueses, John Gonçalves não esconde a alegria de vivenciar outras culturas e também poder levar a sonoridade de sua banda para outros cantos. “Eu vivo no Rio desde Março e adoro a cidade. Aliás, todos nós adoramos. Achamos que é uma cidade que está em constante mudança e evolução cultural, com vários público, com musica e concertos muito atuais. Antigamente, pensava se que tudo era meio restrito a São Paulo e, neste momento, penso que o Rio está no mesmo nível. Ambas as cidades começam a ficar no nível de grandes cidades europeias e americanas. O ‘Queremos’, por exemplo, tem feito um trabalho notável em trazer projetos alternativos de qualidade” afirma John, que também faz questão de exaltar a importância do Ano de Portugal no Brasil: “O evento tem como objetivo mostrar o novo lado de Portugal, o lado mais moderno e o lado menos conhecido ao publico brasileiro, que, hoje, também é diferente do que era há uns anos atrás. É mais atento, mais informado e ambos os lados do atlântico tem noção que há preconceitos que não correspondem à realidade. Penso que num futuro próximo, Portugal e Brasil tem que olhar de frente e de braços abertos”.


“Ao fim de 18 anos, poder conquistar uma nova cidade e um novo país é a maior motivação que existe para um musico. Nós vamos dar o nosso melhor, a melhor energia e proporcionar a quem nos vê uma noite ‘histórica’”, garante John.

Saiba mais sobre o trabalho no site oficial dos The Gift

Studio RJ (21) 2523 1204 
Av. Vieira Souto, 110. Arpoador.
Ingresso: R$ 40 (inteira) R$20 (lista amiga)
http://studiorj.org/index.php

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

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Skatalites chegam para tocar fogo no Circo

Em 1962, quando a antiga colônia britânica e província da Federação das Índias Ocidentais se tornou Jamaica, um grupo de jovens da chamada “primeira geração” se reunia para dar início a um estilo musical que mudaria o mundo a partir dessa pequena ilha caribenha, então reconhecida somente por seu açúcar mascavo. O ritmo criado foi o ska, vindo do Jamaican Boogie (um R&B local), e a banda Skatalites, uma verdadeira fundação que abrigou inúmeros gênios de diferentes gerações ao longo de sua trajetória. Quase meio século depois, em sua quinta visita ao Brasil, a lendária banda volta ao Rio de Janeiro para matar a saudade do público carioca com mais uma memorável apresentação. Ao menos, para quem aparecer neste sábado (08/09) no Circo Voador, que ainda receberá a Abayomy Afrobeat Orquestra.

A importância do ritmo criado pelo Skatalites foi tanta que, além ajudar a fixar a identidade cultural e colocar a Jamaica no mapa ("Man in the Street" no top ten britânico em 1964), ainda serviu como base para todos os outros gêneros posteriores, caso do famoso roots reggae, do rocksteady, do dub, do ragga e todos os demais. Com o saxofonista Lester Sterling e a cantora Doreen Schaffer representando os tempos de Alpha Boys, instituição católica onde a banda começou, os Skatalites chegam para fazer o Circo pegar fogo com suas clássicas pedradas, caso de “Latin Goes Ska”, “Eastern Standart Time” e “Phoenix City”, entre outras.  

Já a banda Abayomy Afrobeat Orquestra, criada especialmente para a primeira edição do Fela Day – evento internacional que celebra o nascimento do músico nigeriano Fela Kuti, criador do Afrobeat -, reúne 13 integrantes para apresentar um repertório cheio de clássicos do gênero genuinamente africano, que, neste caso, também é marcado pelas referencias brasileiras e, é claro, pela essência carioca. Nos intervalos, a discotecagem fica por conta da festa Xacará Xirê. É tomar o chá e se mandar para lá!

Circo Voador - Arcos da Lapa, s/n. Lapa.
Ingressos:
R$ 120 (inteira)
R$ 60 (meia/ ou 1 kg de alimento)
Abertura: 22h

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

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Arte urbana do IOR faz a cabeça dos cariocas

Quem passou pelo Aterro do Flamengo nestes últimos dias certamente já pôde ver a escultura de uma cabeça humana de 12 metros de altura nas águas da praia de Botafogo. A obra em questão é a “Awilda”, assinada pelo artista plástico espanhol Jaume Plensa, o mesmo que levou imensas telas de LED (que jorram água) às ruas de Chicago. Além desta “nova Iemanjá” - definição do próprio artista -, o projeto “Outras Ideias para o Rio” (OIR, espécie de RIO às avessas), que começa oficialmente nesta sexta-feira (07/09), também conta com outras cinco intervenções urbanas espalhadas pela cidade, as quais ficarão expostas por mais dois meses (02/11).

A galeria a céu aberto do projeto OIR, que conta com curadoria de Marcello Dantas e funcionará como uma bienal de arte pública até 2016, ainda conta com intervenções do inglês Andy Goldsworthy, na zona portuária, do japonês Ryoji Ikeda, no Arpoador (somente nos dias 7, 8 e 9/09), e do brasileiro Henrique Oliveira, em Madureira. Já o americano Robert Morris, um dos nomes mais relevantes dentro do Minimalismo, ficou responsável pelo labirinto de vidro instalado no meio da Cinelândia.

De acordo com o curador Marcello Dantas, o projeto não estipulou nenhum padrão em relação às obras apresentadas, ou seja, os artistas tiveram total liberdade para desenvolver suas criações e, inclusive, escolher os locais onde elas ficariam alojadas. O músico e produtor britânico Brian Eno, por exemplo, escolheu os Arcos da Lapa. O artista mais "famoso" desta primeira seleção do OIR, que até virou título de uma faixa do grupo MGMT – a qual, ironicamente, fala que sempre estamos um passo atrás dele -, se responsabiliza pela projeção de nada menos que 77 milhões de pinturas digitais entre os dias 19 e 21/10. Ficamos no aguardo, Brian Eno.

Acesse o site oficial do OIR

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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Festa mistura Rio e Nova York na Sacadura

Com intenção de estreitar os laços culturais entre Rio e Nova York, a dirtyblackdisco, marca idealizada pelo americano DJ Butter, volta a fazer a festa dos cariocas neste sábado, no Espaço Sacadura, no Centro. Nesta segunda edição, além do próprio Butter, o som fica por conta de Brennan Green (NY) - dono da gravadora Chinatown Records -, Diogo Reis (Moo) ‘vs’ Badenov (Combo) e Os Ritmos Digitais (Rafael Salim, Millos Kaiser e Yugo), enquanto Irwin Tobias Matutina assume a produção artística, inspirada em sua provocante linguagem visual. Aliás, o designer americano ainda aproveita a ocasião para fazer o lançamento de sua própria revista de moda, a Polanski.

O mais curioso é que tanto a festa como a revista começou em formato de blog, um musical e o outro de fotografia, famoso por retratar a nudez feminina de forma sutil e sugestiva.  No caso do dirtyblackdisco, o blog acabou virando site e, depois, festa, além de ter saído de Nova York e passado a explorar novos horizontes – em especifico, o Rio de Janeiro. E olha que a evolução não para por ai, já que o DJ Butter espera expandir sua “grife” com a criação de um novo selo. 

Como a proposta da festa é apresentar novas tendências sonoras, a festa dirtyblackdisco não é restrita a uma única vertente. Quem aparecer para conferir, pode se preparar para ouvir de tudo, do house ao disco e do dub ao eletro-funk, assim como o som do headliner Brennan Green. É o verde na pista. A dica é comprar o antecipado, que ainda está rolando. Confira um set promocional do DJ Butter para o evento no soundcloud.

Espaço Sacadura (21) 8143-1587
Rua Sacadura Cabral, 147. Centro.
Preço: R$ 50 (porta) R$ 30 (antecipado)

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

#52

Brotherhood: irmandade na pista

Celebrando mais um aniversário dos DJs e anfitriões Ricardo Estrella e Nana Torres, a festa apresenta o alemão Martin Eyerer e muito mais no Fosfobox. É nesta sexta-feira (31), irmandade!

Criada de maneira despretensiosa há quatro anos para celebrar o aniversário dos DJs e idealizadores Ricardo Estrella e Nana Torres, a festa Brotherhood – nome que surgiu apenas na última edição, quando ganhou uma nova cara sob o conceito da “irmandade” – aparece como um ótimo exemplo para se falar do já famoso “amadurecimento da cena eletrônica carioca”, mas, diante do line-up da vez, isso seria como chover no molhado. Em uma parceria com a festa Level, do casal Flow & Zeo, a Brotherhood desta próxima sexta-feira (31/08), no Fosfobox, apresenta o headliner Martin Eyerer, que também celebra os sete anos de sua gravadora – a Kling Klong. Além do alemão e, é claro, dos aniversariantes, o agito ainda conta com um “vs” entre os paranaenses João Paulo Gromma - DJ indicado ao prêmio de revelação do Rio Music Conference 2012, entregue a Estrella -, e Malcon Costa, além dos paulistas Glen, que anda flertando com um dos maiores produtores da atualidade, Maceo Plex, e teve sua track “Boogie Mafioso” embalando as festas Off Sonar nas mãos de Danny Daze, e veterano Claudio Brio, fundador da Tropical Beats e um dos precursores do low bpm no Brasil, que sacode a poeira para presentear os amigos e, principalmente, os da bagunça. Como se não bastasse, no andar de cima, onde Nana começou “cortando as músicas” há cinco anos, o som fica por conta da festa Smash, que traz Ravi Fornari, Nicola Ragattieri, Pedro Isidoro e Betho (CWB), enquanto o VJ Diogo Mosciaro, do Studio DCM, assume as projeções e vídeo mapping. Celebr_ação é pouco!


“Quando fizeram a reforma do Fosfobox e o club passou a ter duas pistas, eles convidaram algumas pessoas do público para tocar suas seleções pessoais e me convidaram para fazer parte do projeto. Na primeira vez, toquei cortando as músicas porque não sabia mixar. No mês seguinte, me convidaram novamente. Ai resolvi que se fosse subir no palco uma segunda vez teria que aprender e merecer estar ali”, revela Nana Torres, um dos nomes em destaque na atual cena underground carioca, ao falar quando tudo "começou a começar". “Então, um amigo meu me emprestou um par de CDJ e um mixer, e eu ficava horas em casa treinando, com suporte e umas aulinhas do Ricardo Estrella e Krishna Gomes”, detalha a DJ, que, de certa forma, sempre esteve envolvida com a música, já que o pai, Fernando Torres, é baterista. “Percebi que não tinha jeito quando comecei a descobrir as formas de brincar com a música, de mixar, de montar a história do seu set, e que estava ficando sério quando pela primeira vez na vida consegui me imaginar fazendo algo para sempre”, completa Nana, que, para não tirar o foco da festa, ainda anuncia mais uma atração da Brotherhood: o DJ e produtor Stival, residente do Club Garage de Cuiabá, que vem para um “vs” no vinil com Ricardo Estrella.


Se o conceito da Brotherhood segue a linha da irmandade, a festa, que é fruto de amizades vindas de outros carnavais, cresce em torno e faz questão de manter essa relação, seja em suas futuras parcerias ou até mesmo na definição de suas atrações. Mas, como se conheceram? “Na verdade não me lembro do momento específico ou de ter sido apresentada ao Estrellinha. Ele era promoter da matine que eu frequentava, que, inclusive, o Matera era o DJ”, afirma a DJ anfitriã entre risos. “Ele era aquela pessoa que eu conhecia de vista. Depois nas festas eletrônicas ele era DJ, enquanto eu ainda apenas frequentava. Tínhamos muitos amigos em comum, quando nos demos conta já éramos amigos”, completa. Apesar do aniversário dos dois residentes, como o de qualquer outro, ser comemorado apenas uma vez ao ano, a festa de celebração não tem a obrigação de ser restrita somente a uma data. “Em breve, a Brotherhood terá uma on day edição especial no Sky Beach Club, em Balneário Camburiú,  em uma parceria com o See One. O line será composto pelos DJs que mais surpreenderam nas edições aqui no Rio de Janeiro. Estou muito animada, acredito que serão edições memoráveis.”, finaliza Nana.


Amigas, Freedance

Assim como o título de um antigo set assinado pela DJ carioca já adianta, “Inquietamina”, as novidades não param de sair da cartola. Isso porque, além da Brotherhood, Nana deverá apresentar mais um novo projeto, desta vez com a também amiga Rafa Canholato, “com quem aprendeu a tocar e tocava até dois anos atrás. “O projeto se chama Freedance e será em um local surpresa, com um som mais funk e, ao longo do evento, mais eletrônico. O conceito não é segregar e sim unir alguns estilos de música eletrônica boa”. Boa!

Fosfobox.
Rua: Siqueira Campos, 143. Copacabana.

Preço: R$ 30 (lista até 1h) até R$ 50 (na porta)

Lista amiga: listabrotherhood@gmail.com


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domingo, 26 de agosto de 2012

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Rixas à parte, Jeneci (en)canta aos cariocas

Tentar definir as diferenças que acentuam a conhecida rivalidade entre cariocas e paulistas não é uma tarefa das mais fáceis, nem mesmo diante dos caricatos estereótipos dessa desnecessária queda de braço. Na última apresentação do cantor, multiinstrumentista e paulistano Marcelo Jeneci no Rio de Janeiro, realizado no último sábado (25), no Studio RJ, a cantora Laura Lavieri, espécie de segunda voz do musico, até tentou esboçar uma explicação para este fenômeno, porém, sem chegar a uma conclusão. Ao menos, não tão clara como a do show, que lotou a casa, botou o público pra cantar e, no geral, “foi bem foda”. “A nossa cidade pode ser feia, mas tem muitas coisas legais, assim como a de vocês é linda, mas também pode ser chata”, declarou Laura, que, logo após essa primeira afirmação, desistiu da heróica missão de minimizar essa tal rixa para agradecer o carinho dos fãs. Neste aspecto, o próprio sucesso de Jeneci no Rio, onde esteve recentemente para exibir um show com algumas versões de Roberto Carlos, acaba sendo mais eficiente. Aliás, se depender do próprio artista, um dia ele ainda mora na cidade maravilhosa. 


“Quando vamos ao Rio, optamos por vir de ônibus, na madrugada do dia anterior, para poder aproveitar o dia aqui. Aproveitar para ir ao Arpoador, passar o som pela tarde e dar continuidade ao bom dia com o show à noite. É sempre bom estar aqui”, afirmou Jeneci logo após a segunda música. A primeira foi “A Semana Inteira”, de Erasmo Carlos, que Jeneci trouxe para abrir o show depois de ter feito três apresentações com Tremendão na capital paulista no início deste mês. Além desta, o musico ainda cantou “Sorriso Dela”, também de Erasmo, e uma versão de “Amado”, de Vanessa Da Mata. Tirando essas e outras surpresas, o show de Jeneci se concentrou nas já conhecidas faixas de seu primeiro álbum, “Feito Pra Acabar”, lançado em 2010.  Apesar de o próximo disco estar previsto somente para 2013, provavelmente, esse deve ter sido o último show deste repertório em terras cariocas e, se de fato for, fechou em grande estilo.   


Esbanjando todo seu talento como instrumentista, seja com o teclado, com a guitarra ou com a sanfona, Marcelo Jeneci, que não simpatiza com o rótulo de “novos paulistas” – referente à nova geração de talentos vindos de SP -, sobe ao palco amparado por alguns de seus hits, como “Copo D’água”, “Por Que Nós”, “Feito Pra Acabar”, “Dar-te-ei” e, é claro, “Felicidade” – um dos momentos mais altos do show. Além do repertório conhecido, outro fator que se destaca no show de Jeneci é o entrosamento de sua banda (de amigos), formada por Laura Lavieri (voz e percussão), Richard Ribeiro (bateria), Ricardo Prado (guitarra), Stevan Sinkovitz (guitarra) e Regis Damasceno (baixo). Após o sucesso dessa apresentação e também a da última quinta (também no Studio RJ), da banda Os Mulheres Negras (foto acima) – duo formado nos anos 80 pelos paulistas André Abujamra (voz, guitarra e teclados) e Maurício Pereira (voz e sax) -, a linha que separa Rio e São Paulo, que não se restringe somente a via Dutra, se mostra injustificável. Antes de qualquer projeto de trem-bala, essa aproximação se firma na própria necessidade do dialogo e da troca, já que mais do que possíveis rivais, essa cidades são verdadeiramente complementares. Seja na cidade maravilhosa ou na terra da garoa, viva as diferenças.

Studio RJ  (21) 2523-1204
Av. Vieira Souto, 110. Arpoador. 

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

#51

Pitonisas: os "prints" de Mari Liberali

Dona de estilosas coleções de colagens, a artista apresenta a exposição Pitonisas, uma série inspirada nas adivinhas da mitologia grega, no lounge do Z.Bra Hostel. Cola lá para conferir!

Para você que nasceu para pitonisa. A princípio, essa frase pode parecer estranha, mas diante dessa inquietante afirmação, a artista Mariana Liberali encontrou mais que uma explicação, encontrou inspiração para tirar de seu universo mais uma nova coleção de colagens: a Pitonisas, que a partir desta quinta-feira (22/08) passa a ocupar o lounge do Z.Bra Hostel. "Esta denominação provém da mitologia grega, na qual Píton era uma cobra imensa que foi aniquilada pelas flechas de Apolo, então chamado de Pítio. Como este deus também era a divindade responsável pelas previsões, este seu cognome se estendeu às adivinhas", aponta o texto de divulgação da exposição. Neste contexto, se insere a série de Mariana, que apesar de explorar o grafite, stencil e pastel, possui um trabalho de colagista, ou seja, na base das colagens. Para quem não quer ficar somente na adivinhação, a exposição ficará em cartaz durante todo mês de setembro. Vê se cola lá!


“As minhas colagens são reflexos do meu universo particular, da minha vida, das minhas referências, das coisas que vejo e absorvo. A série Pitonisas nasceu de um livro que comprei num sebo em Copa, sobre oráculos. E ele tinha uma dedicatória dentro, que dizia: ‘para você que nasceu para pitonisa’... E aí entrei nessa viagem, fui estudar sobre e fiquei fascinada pela história”, afirma a artista, formada em Design de Moda, pelo Instituto Zuzu Angel, e com pós em Belas Artes, pela Universidad de Barcelona. Tendo em vista a formação da artista, inevitavelmente, a moda aparece como uma influência direta nas colagens elaboradas, o que deixa o trabalho de Mari ainda mais conceitual. Desta forma, cada pedaço do entorno ganha seu porquê, e seus prints ficam cheios de estilo.


Além da influencia notável da moda, outra característica em comum nas obras de Mariana Liberali é a feminilidade, os encantos que rodeiam a figura da mulher. “O feminino sempre está presente no meu trabalho. As mulheres são quase sempre o ponto de partida. Sempre escolho uma figura, ou um rosto, e a partir daí vou escolhendo os elementos de composição”, revela Mariana, que ainda se acostuma com o fato de viver de arte. “Sempre fiz arte. Mas, ‘trabalhar’ com arte é relativamente algo recente para mim. O retorno das pessoas em relação ao meu trabalho foi essencial para que eu acreditasse que é isso seria possível”, completa a artista. Logo após a exposição no Z.Bra Hostel (foto acima), no início de outubro, Mari apresentará outra mostra com suas colagens, esta em parceria com Felipe Guga. 


Sobre as Pitonisas, “essas sacerdotisas, assentadas sobre cadeiras trípodes, se debruçavam sobre despenhadeiros completamente abertos, dos quais vapores emanavam e as induziam aos vaticínios, que, em estado de transe, proferiam suas respostas aos que as consultavam – uma vez ao ano, sempre no início da primavera”.


Serviço:
Z.BRA Hostel Av. General San Marti 1212, Leblon 

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

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“Mini Menos” leva mais às noites de terça

Contrariando a máxima de que terça-feira é um ótimo dia para ficar em casa, a festa “Mini Menos”, produzida pela bartender Sandra Mendes, chega para dar início à semana daqueles que não abrem mão de um bom set de música eletrônica. Nesta terça (21/08), além de seus “preciosos” drinks, o bar Doiz (Rua Capitão Salomão, 55 – Humaitá) apresenta os residentes Gustavo Tatá e Rafael RM2 e mais um ilustre convidado: o DJ Ricardo Estrella. Mini Menos, vai nessa!!! 

Espécie de irmão mais novo do já reconhecido Meza Bar, que fica na mesma rua e pertence aos mesmos donos, o bar Doiz se diferencia pela decoração “transada” e o clima mais noite, com uma mini pista e tudo mais. O espaço, acolhedor e cheio de luzes, ainda conta dois lounges e uma única vontade - agradar os mais “descolados” e animadinhos (jovens de todas as idades), público alvo da festa e do negócio.

Como o agito rola somente até as 2h (mais o choro), aqueles que chegarem antes das 21h, além do tempo para explorar a seleção de petiscos do cardápio, chegam a tempo de aproveitar a moral do double chopp. Pode pegar o outro depois? Pode, mas somente antes do juiz apitar o fim do copo amigo. A partir daí, o assunto fica sério, o papo descontraído e o som dançante, no melhor do deep-house e redondezas. 


Bar Doiz
Rua: Capitão Salomão, 55. Humaitá. 2179-6620
Mini entrada: R$ 10

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sábado, 18 de agosto de 2012

#50

Mohandas: é etnopop na lata

Dona de uma curiosa e rica sonoridade, (in)definida como “etnopop”, a banda mohandas chama o público para transformar o sonho do primeiro álbum em realidade. É ouvir e participar!!!

A maioria das bandas possui bases em amizades cultivadas desde os tempos de colégio, em sessions descompromissadas e, é claro, na afinidade musical (amor à música). Os amigos crescem; o som também, e o que era “apenas pelo prazer” começa a ganhar comprometimento, ou seja, assumir a função de sustento – é ai que o sapato aperta, mas isso não vem ao caso. Ao menos, não ao caso dos mohandas (seguidores de Krishna, do hindu), que, neste aspecto, ainda caminham descalços, mas com passos firmes e bem dados. Formada em meados de 2010, a banda, que atualmente conta com seis integrantes (antes eram oito) – duas mulheres e quatro homens -, prepara o lançamento de seu primeiro álbum, a ser financiado através de crowdfunding. O processo, que não foi escolhido por acaso e sim por questão de ideais, está em andamento e precisa de pouco mais de R$ 6 mil para atingir a cota necessária, enquanto o prazo termina em menos de duas semanas. Ao se deparar com essa energia e esse curioso “etnopop”, sonoridade que, segundo o vocalista Dudu Lacerda, é caracterizada pela fuga dos limites e definida pela indefinição, a contribuição é tida como certa, basta ouvir essa mistura.



“A banda começou se justificando pela necessidade urgente que tínhamos de nos expressar musicalmente. É claro que nosso contexto de amizade, de afinidades musicais e culturais, azeitou o encontro. Mas começamos com o intuito de tocar mesmo, uma coisa meio ‘idílica’, romântica. Logo, as coisas foram evoluindo para uma situação mais formal, no sentido de querer ‘montar um trabalho’, ou seja, construir algo voltado pro mercado da música, um trabalho que pudesse fazer nosso som circular”, explica Dudu (percussão e voz), uma das seis cabeças da banda, que também conta com Bel Baroni (percussão e voz), Diogo Jobim (teclado e sintetizadores), Micael Amarante (guitarra/sax), Nana Orlandi (percussão e voz) e Pedro Rondon (baixo e guitarra). Do primeiro show, realizado em fevereiro de 2011, dentro da piscina de uma casa no Cosme Velho, a banda amadureceu muito, lançou um elogiado EP e foi buscar a interação com o público, isso sem falar na ousadia e na originalidade do som – uma levada meio ska, misturada com ritmos regionais e, às vezes, cantada em francês com vozes femininas e masculinas. Tudo isso cultivado e “vivenciado” na “etnohaus”, a casa em Botafogo onde funciona o estúdio, a sala de produção e ponto de encontro do grupo e amigos (o QG).


“Nossas influências não se esgotam na arte musical, mas passam também por informações de outras artes, da dança, do cinema, do teatro, da arquitetura, da literatura, da poesia, da vida na cidade e por aí vai. Tudo o que vivenciamos e que nos impacta, de certa forma, acaba sendo digerido e regurgitado coletivamente em nossa música”, explica o vocalista. Mas que som seria esse? A resposta viria na lata: etnopop!, o que abriria espaço para uma nova pergunta. Além do título do primeiro álbum da banda, que terá entre nove e 12 faixas – todas autorais  -, etnopop ressignifica um pensamento sobre uma prática musical e, ao mesmo tempo, ‘funciona’ muito bem como rótulo de mercado, uma maneira de incomodar o pré-conceito, o pronto, o genérico, o vício das pessoas em querer encaixotar tudo - como argumenta Dudu, que ainda ressalta: “não é paradoxo, é linha de encontro de opostos complementares. É o homem e a máquina, a natureza e a tecnologia, o fogo e a água e o 3, que contém o 1 e 2. É um pretexto pra gente se desvencilhar de rótulos fáceis, e também para não ter que responder com clichês as perguntas sobre nosso gênero musical”. 


O som inusitado dos mohandas não possui uma receita certa, mas consegue se justificar muito bem na pluralidade de seus integrantes - fotógrafos, atores, VJs, acrobatas, editores e antropólogos, todos com uma paixão em comum: a música. “A sonoridade reflete totalmente a formação cultural dos integrantes da banda, isso não tem a ver especificamente com o fato de termos duas mulheres, mas com o caldeirão que se forma da soma das nossas diferentes personalidades e gostos. O lance de não sermos apenas homens cria uma peculiaridade não apenas estética, mas também emocional. As meninas trazem doçura – e também, quando em vez, uma urgência, uma atitude e um senso de desejo super decidido, que vou te dizer… ‘sai de baixo!’”, revela o vocalista, que não poupa elogios ao falar do lado “elas” do grupo. “Trazem também um outro horizonte de pensamento, de visão de mundo, de necessidades, sei lá, isso sim é difícil definir. Mas posso dizer que é um trunfo, um ganho e um, como dizemos, ‘plus a mais’”, completa.


Apesar de todo o trabalho que envolve o lançamento de um álbum, ainda mais o primogênito, os mohandas garantem que sempre encontrarão tempo e vontade para dar continuidade a já famosa série de apresentações na Pedra do Leme, conhecidas como “mohandas on the rocks”. Espécie de ensaios abertos, em meio a girassóis, luzes coloridas e máscaras, esses shows foram fundamentais para consolidar a sonoridade proposta e, principalmente, para aproximá-la do público. E, pelo jeito, continuarão sendo, já que a série segue na ativa. “Creio que enquanto existir mohandas, vai existir 'mohandas on the rocks'. Não é uma coisa que tenha periodicidade certa, é uma relação que temos, primeiro, com o próprio espaço, com a necessidade de estar com o trabalho 'na rua', e segundo, com as pessoas, tanto o público que já é cativo e fiel, quanto algumas pessoas que somam forças produtivas com a gente. Temos essa parceria com a Vanusa, do Quiosque do Leme, que é uma figura genial, uma mulher guerreira e que tem uma cabeça empreendedora, como a nossa”, revela Dudu, que, antes de finalizar, ainda fala como anda a gravação do álbum. “As bases já estão gravadas, temos ainda que terminar de gravar alguns instrumentos, vozes e etc. Depois, o trabalho segue com mixagem, masterização, prensagem, as recompensas para os devidos apoiadores do projeto e a divulgação. Aí, se Deus quiser, é estrada, palco e o ciclo recomeçando mais uma vez”. Que assim seja, mohandas!

Participe e contribua com o etnopop dos mohandas. 


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sábado, 11 de agosto de 2012

#49

Make My Day: uma festa entre amigos

Restrita a amigos e convidados, a Make My Day chega para dar início a um novo conceito de festa de música eletrônica no Rio de Janeiro. E, pelo jeito, ninguém vai querer ficar de fora. Make it! 

Na falta de casas noturnas voltadas à musica eletrônica “underground”,  as festas da cena carioca têm se reinventado, trilhado novos caminhos e surpreendido seus amantes com uma série de inovações – fato que apenas reflete o alto nível das atuais produções no Rio de Janeiro. Casarões a beira mar, cinemas eróticos do centro e espaços em comunidades, para quem achou que já tinha visto de tudo, ainda não ficou sabendo da última: a Make My Day, uma confraternização, literalmente, “entre amigos e convidados”.  Além da preocupação com a questão do espaço e, é claro, da sonoridade, o evento da vez chama atenção por trabalhar um ousado conceito, o da exclusividade. Restrito somente a 400 pessoas (conhecidas), o evento realiza sua primeira edição neste sábado (11/08) em uma mansão, no mínimo, absurda e rodeada de verde, enquanto o line-up, que dispensa comentários, fica por conta dos DJs Godi Osegueda, Oscar Bueno, Eli Iwasa e o hermano Ricky Ryan (ARG). É, essa parece que veio para ficar... Make Our Day!



Partindo do principio de que “conexão é tudo nessa vida” - como defende Giseli Duarte, uma das idealizadoras do projeto -, a Make My Day é uma festa que nasceu da relação entre amigos (Giseli, Michel Filho, Daniel Benedini e Ivana Poato, entre outros) e, por isso, se preocupa em promover o “networking” e ampliar as redes sociais da vida real. “É uma festa entre amigos e cabeças pensantes. Terá grafiteiros, advogados, empresários, produtores, artistas, a galera da moda... Enfim, uma festa eclética, que além de se preocupar com o local, DJs e decoração, também traz a preocupação de estimular novas conexões”, explica a Giseli. Seguindo esta linha, os idealizadores decidiram elaborar um esquema de seleção de público, definindo 20 “indicadores” que, como o nome já adianta, indicam mais dez amigos (“os convidados”), responsáveis por levar mais um “acompanhante” e pronto: a teia esta armada (totalizando 400). Como não há venda de “senhas” (R$50) na porta, os demais interessados podem mandar um email e aguardar a lista, sendo que o endereço só é liberado cinco horas antes de o evento começar.


O projeto, que a principio deverá ser trimestral para não cair numa rotina, previsivelmente deverá ocorrer em um local diferente a cada edição, mas sempre considerando os mesmos critérios: localização, conceito arquitetônico e estrutura – algo capaz de corresponder toda a beleza natural da cidade maravilhosa. O espaço onde ocorre esta primeira Make My Day, por exemplo, reúne tudo isso e muito mais. Além do visual do entorno, a mansão ocupada - uma construção em concreto repleta de quinas e pontas – ainda conta com amplos gramados e uma chamativa piscina, sem falar na suposta cabine do DJ. Quanto à decoração, quem assina é o Studio Neps, da própria Giseli, e a Vidigaleria, que cederam algumas de suas artes para dar um pouco mais de colorido. Reunindo todos esses ingredientes, o conceito foi lançado, e a festa, que já deu o que falar antes mesmo de sua estréia, está na atividade. Para quem se animou com a ideia de um dia assim, a dica é ficar ligado, já que desta ninguém vai querer ficar de fora. Make My Day, Make It Happen!


Saiba mais sobre o projeto Make My Day:
contatomakemyday@gmail.com

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

news


Nina Becker leva Gambito Budapeste ao Oi

Íntimo, feito a dois e fruto de muito amor, o disco Gambito Budapeste (YB Music/ Bolacha), de Nina Becker e Marcelo Callado, foi elaborado em paralelo à gravidez da cantora, aos demais projetos solo do casal e, ainda assim, antecedeu o nascimento da filhota. Antes da pausa para a chegada do “baby”, o casal também encontrou tempo para realizar alguns shows de lançamento. O último da série, destinado ao público carioca, ocorre nesta quinta-feira (09), às 21h, no Oi Futuro Ipanema.

Apesar de ter sido finalizado somente agora, Gambito Budapeste - não necessariamente a tática usada no xadrez - reúne músicas que já haviam sido feitas no convívio, mas ainda não registradas. Sem muita noção de técnicas de gravação, o álbum apresenta uma sonoridade orgânica, quase crua e amparada em muitos instrumentos inusuais aos dois (tem até toque de telefone). Ou seja, o disco é daqueles feitos em casa, incluindo as visitinhas dos amigos. “Um disco feito de pequenos momentos do convívio do casal, um pouco do que acabou transbordando da vida particular”, como explica a cantora Nina Becker em um texto de divulgação do álbum.

Com coprodução do televisivo Carlos Eduardo Miranda e do próprio Callado, baterista das bandas Cê (do setentão Caetano Veloso) e Do Amor, o álbum Gambito Budapeste apresenta 13 faixas inéditas e autorais – com exceção de “Armei a Rede”, assinada por Assis Valente (o mesmo de “Brasil Pandeiro”) e Arsênio Ottoni. Da balada romântica “Cadê Você?” ao folk de “Packing to Leave”, o casal descreve em detalhes suas experiências e (des)encontros, tudo em forma de música – como a trilha sonora de uma história de amor (à música).

Oi Futuro de Ipanema
R: Visconde de Pirajá, 54. Ipanema. 3201-3010
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia)
Lista amiga: R$ 10 (
gambitobudapeste@gmail.com)

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