Fruto de uma união entre o Apavoramento Sound System, de
John Woo, e o núcleo Eu Amo Baile Funk, de Matheus Aragão, a festa “Uh! Baile é
Nosso IV” chega a sua quarta edição ainda mais ousada dentro de sua proposta:
reunir diferentes festas e vertentes musicais em uma bagunça só... funk nas
caixas! Depois de levantar o Circo em outras ocasiões, esse verdadeiro
“festival de festas”, que ocorre nesta sexta-feira (21/09), ocupará todas as
dependências do Clube Boqueirão, situado no Aterro do Flamengo. É festa na
pista, no salão e, inclusive, na varanda, enquanto os sets dos djs vão do Hip
Hop, House e Breakbeat americano ao Reggae e Dancehall jamaicano, passando pelo
Calipso do Caribe e pelo Kuduro africano – tudo isso com a identidade do
verdadeiro baile funk carioca. É Nosso!!!
Na maior pista do clube, a festa fica por conta da Shake
Your Quadra, também fruto da parceria entre Apavoramento e Eu Amo Baile Funk,
que convida o lendário paredão da equipe Pipos, O Encontro das Massas para
apresentar Dadu & Lulinha (Eletrobase DJs), Mc Sabrina, Wobble DJs
(Dubstep), Apavoramento A/V & Mc´s e Brazilian Wax + Ber Mc (Cartel). Como
convidada, a conhecida festa Bootie Rio, produzida por Fabiano Moreira, toma o
salão de festas com seus mashups e seus animados crew de Djs e Vjs, destacando a
presença de Fernando Schlaepfer, Billy the Kid, André Pipipi, Luiz G-Vô e
Folkatrua VJs. Já na varanda, de cara para lua e na pista Caramba, o som fica
entre o moombathon e o calipso (não o do Chimbinha), com Nuvem DJs, Rádio
Legalize, Bluntzilla e Matias Maxx (Fiesta Cucaracha!). É som que não acaba
mais.
Reunindo inúmeras atrações e vertentes, como comprova esse
mais que completo line-up da vez, a festa Uh! Baile é Nosso, verdadeiro
sinônimo de “bagunça de responsa”, faz a cabeça dos cariocas com uma receita
simples, mas de sucesso garantido – como explica o DJ John Woo, do
Apavoramento: "Nossa intenção é resgatar as festas em clubes e tocar um
som com a cara do Rio, como é o funk. Queremos mostrar a repercussão do ritmo
mundo afora e como ele pode ser potencializado por influências estrangeiras,
adventos tecnológicos e pelas mídias digitais". A boa? Na boa, dessa
ninguém vai querer ficar de fora.
Há 40 anos, no auge da ditadura militar, um grupo, no
mínimo, irreverente e alinhado à contracultura desafiava a tudo e a todos com
seu conceito de criação coletiva e teatralização da subjetividade de seus
integrantes (influência direta para o grupo Teatro Vivencial), os quais faziam
da homossexualidade uma verdadeira bandeira de afirmação de direitos. Com o
espetáculo “Gente Computada Igual a Você” (1972), originado de um show de
cabaré, o chamado Dzi Croquettes, coletivo inspirado no conjunto norte-americano
The Coquettes e no movimento gay da off-Broadway, fez uma revolução ao
apresentar 13 exímios bailarinos homens, de barba e com cabelo no peito,
vestidos extravagantemente de mulher e exaltando a feminilidade em suas
performances. Pouco tempo mais tarde, nos palcos do Le Palace, na França, esse
mesmo grupo passaria a impressionar também o mundo com seus ousados figurinos e
suas inteligentes provocações.
Lá, essa família, liderada pelo coreógrafo americano Lenny
Dale, ganhou inúmeros fãs e chegou a ser considerada “avant garde” (à frente de
seu tempo) por ninguém menos que Liza Minneli, espécie de madrinha desses
talentosos rapazes: Wagner Ribeiro, Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro
Barcelos, Reginaldo e Rogério di Poly, Bayard Tonelli, Paulo Bacellar,
Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões. Esse foi o momento ápice
dos Dzi, que tiveram sua história resgatada há três anos com um documentário
homônimo dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez e que, agora, voltam à
tona com uma inusitada volta - a dos que não foram pelos que desejam ser. Para
legitimar essa “retomada”, nesta quarta-feira (19/09) ocorre a festa 40 anos
Dzi Croquettes, que, além de apresentar uma exibição exclusiva dessa nova
formação e uma exposição com fotos e figurinos originais, ainda contará com os
DJs Tatah Toscano (Boho), João Fernando (Fosfobox) e Leonardo Gattuso.
Apesar de toda euforia em torno da festa, esta noite não
passaria de uma singela homenagem perto de toda relevância dos Dzi de outrora,
enquanto essa nova formação surgiria apenas para matar a saudade, mas não
suprir a falta de um “movimento” tão rico, inteligente e inovador como foi o
das “internacionais”. Sob direção de Ciro Barcelos, um dos poucos integrantes
que resistiu ao tempo e passou imune ao vírus da Aids – doença então
reconhecida como “câncer gay” -, essa nova formação chega para estrelar um novo
espetáculo, o “Dzi Croquettes em Bandália – Um Musical Eletrônico”, que estréia
no dia 26 de outubro, na Sala Marília Pêra, no Leblon. Aliás, assim como Nelson
Motta, Cláudia Raia, Pedro Cardoso, Gilberto Gil, Betty Faria e Liza Minneli, essa atriz que dá nome à sala também aparece no documentário sobre o grupo comprovando todo o seu
feito. Segundo o ator Pedro Valério, um dos integrantes da nova formação,
esse novo espetáculo é mais que uma homenagem ao grupo, é o retorno do mesmo.
Pretensão? Talvez. Mas, além de marcar presença na festa, só nos resta aguardar
e, posteriormente, conferir se essa volta do “movimento não dzista” consegue
mesmo justificar todo o peso de uma história que jamais se perderá.
Dentro da
programação do ano de Portugal no Brasil, a banda The Gift volta ao Rio neste sábado (15/09) para
um show no Studio RJ e, de quebra, nos conta mais sobre a carreira. Bué da Fixe!!!
Estreitando os laços entre as
culturas coirmãs e legitimando de vez este novo ciclo de imigração lusitana no
Rio de Janeiro, o ano de Portugal no Brasil, que começou no último dia sete e
se estenderá até junho de 2013, chega para quebrar aquele velho estereótipo do
“vira-vira” e apresentar mais de 20 “eventos portugueses” aos cariocas, como
exposições de artes plásticas (‘Exposição Vieira da Silva’ e ‘Exposição Rui
Chafes’) e de fotografias, festival de cinema, shows, ballet, encontros
literários (‘Vozes da Literatura Portuguesa’), oficinas de teatro e
intervenções urbana - como as de Alexandre Farto a.k.a Vhils, que virá para
presentear a cidade com suas famosas esculturas em grafite e também promover
algumas palestras. Após o show de abertura de Milton Nascimento com a fadista
Mariza, realizado na última quarta (12), no Theatro Municipal, o intercâmbio
segue à tona com a banda The Gift, que volta ao Rio para realizar uma única
apresentação neste sábado no Studio RJ. “Ô Maria...” é, vai nessa para (re)ver.
É mistura no mais puro azeite!!!
Após uma memorável participação na última edição do Rock In
Rio e “em seu melhor momento” – como aponta o tecladista e baixista John
Gonçalves -, o quarteto de Alcobaça, formado em 1997 a partir da busca por
novas experimentações e sonoridades, chega ao Rio com a mesma energia do início
da carreira, mas sem esconder a maturidade de seus 18 anos de estrada. “As
influências de hoje são diferentes do que eram quando começamos. Hoje há muitas
músicas, muitos grupos, muitas sonoridades e tudo acessível de vários pontos do
globo para Alcobaça - nossa pequena terra natal. Ao fim de todos estes anos
temos uma sonoridade própria e tentamos sempre encontrar a nossa voz em cada
disco ou espetáculo que fazemos. A Sónia, como vocalista, tem uma grande
versatilidade e isso é uma característica que é nossa. Além disso, as
composições e a maneira como utilizamos vários instrumentos e várias estéticas
também é algo que consideramos parte essencial da nossa música”, descreve John,
exaltando que a busca pelo novo, inclusive, se sobrepõe ao forte regionalismo
lusitano, tanto que os The Gift cantam em inglês e, é claro, em português pá!
Formada pelos irmãos John e Nuno Gonçalves (tecladista e
compositor), Miguel Ribeiro (guitarrista) e Sónia Tavares, a família The Gift,
que mantém sua formação desde 1998 e já foi premiada com um Globo de Ouro e um
MTV Europe Award, chega ao Brasil pela quarta vez em um momento de muita
produtividade, incluindo a maternidade de sua carismática vocalista. Em menos
de dois anos, foram dois álbuns lançados, uma turnê internacional e muitas
apresentações memoráveis. “O disco ‘Primavera’ (2012) foi gravado em 10 dias e
partiu de composições ao piano que Nuno tinha escrito. A estética foi definida
antes e teria piano, voz íntima, guitarras acústicas, algumas eletrônicas
subtis... Mas, não era claro que fossem editados esses temas num disco e ainda
estávamos – como estamos – em plena turnê de ‘Explode’ (2011). A verdade é que
gostamos muito do resultado e resolvemos editá-lo”, revela o baixista, que
ainda explica a diferença entre os dois últimos trabalhos: “O disco ‘Explode’,
gravado uns meses antes, é a antítese de ‘Primavera’, pois é uma grande
produção, gravada em vários meses e produzida por Ken Nelson, que já trabalhou
com Coldplay e Kings of Convenience. No entanto, ambos os discos tem em comum a
ambição e a satisfação artística que muito nos preenchem neste momento”.
Morando no Rio de Janeiro há
alguns meses, assim como muitos outros jovens portugueses, John Gonçalves não
esconde a alegria de vivenciar outras culturas e também poder levar a
sonoridade de sua banda para outros cantos. “Eu vivo no Rio desde Março e adoro
a cidade. Aliás, todos nós adoramos. Achamos que é uma cidade que está em
constante mudança e evolução cultural, com vários público, com musica e
concertos muito atuais. Antigamente, pensava se que tudo era meio restrito a
São Paulo e, neste momento, penso que o Rio está no mesmo nível. Ambas as
cidades começam a ficar no nível de grandes cidades europeias e americanas. O
‘Queremos’, por exemplo, tem feito um trabalho notável em trazer projetos
alternativos de qualidade” afirma John, que também faz questão de exaltar a
importância do Ano de Portugal no Brasil: “O evento tem como objetivo mostrar o
novo lado de Portugal, o lado mais moderno e o lado menos conhecido ao publico
brasileiro, que, hoje, também é diferente do que era há uns anos atrás. É mais
atento, mais informado e ambos os lados do atlântico tem noção que há
preconceitos que não correspondem à realidade. Penso que num futuro próximo,
Portugal e Brasil tem que olhar de frente e de braços abertos”.
“Ao fim de 18 anos, poder
conquistar uma nova cidade e um novo país é a maior motivação que existe para
um musico. Nós vamos dar o nosso melhor, a melhor energia e proporcionar a quem
nos vê uma noite ‘histórica’”, garante John.
Saiba mais sobre o trabalho no site oficial dos The Gift
Em 1962, quando a antiga colônia britânica e
província da Federação das Índias Ocidentais se tornou Jamaica, um grupo de
jovens da chamada “primeira geração” se reunia para dar início a um estilo
musical que mudaria o mundo a partir dessa pequena ilha caribenha, então reconhecida
somente por seu açúcar mascavo. O ritmo criado foi o ska, vindo do Jamaican
Boogie (um R&B local), e a banda Skatalites, uma verdadeira fundação que
abrigou inúmeros gênios de diferentes gerações ao longo de sua trajetória.
Quase meio século depois, em sua quinta visita ao Brasil, a lendária banda
volta ao Rio de Janeiro para matar a saudade do público carioca com mais uma
memorável apresentação. Ao menos, para quem aparecer neste sábado (08/09) no
Circo Voador, que ainda receberá a Abayomy Afrobeat Orquestra.
A importância do ritmo criado pelo Skatalites foi
tanta que, além ajudar a fixar a identidade cultural e colocar a Jamaica no
mapa ("Man in the Street" no top ten britânico em
1964), ainda serviu como base para todos os outros gêneros posteriores, caso do
famoso roots reggae, do rocksteady, do dub, do ragga e todos os demais. Com o
saxofonista Lester Sterling e a cantora Doreen Schaffer representando os tempos
de Alpha Boys, instituição católica onde a banda começou, os Skatalites chegam para
fazer o Circo pegar fogo com suas clássicas pedradas, caso de “Latin Goes Ska”,
“Eastern Standart Time” e “Phoenix City”, entre outras.
Já a banda Abayomy Afrobeat Orquestra, criada
especialmente para a primeira edição do Fela Day – evento internacional que
celebra o nascimento do músico nigeriano Fela Kuti, criador do Afrobeat -,
reúne 13 integrantes para apresentar um repertório cheio de clássicos do gênero
genuinamente africano, que, neste caso, também é marcado pelas referencias
brasileiras e, é claro, pela essência carioca. Nos intervalos, a discotecagem
fica por conta da festa Xacará Xirê. É tomar o chá e se mandar para lá!
Circo
Voador - Arcos da Lapa, s/n. Lapa.
Ingressos:
R$ 120 (inteira)
R$ 60 (meia/ ou 1 kg de alimento)
Abertura: 22h
Quem passou pelo Aterro do Flamengo nestes últimos dias certamente já pôde ver a escultura de uma cabeça humana de 12 metros de altura nas águas da praia de Botafogo. A obra em questão é a “Awilda”, assinada pelo artista plástico espanhol Jaume Plensa, o mesmo que levou imensas telas de LED (que jorram água) às ruas de Chicago. Além desta “nova Iemanjá” - definição do próprio artista -, o projeto “Outras Ideias para o Rio” (OIR, espécie de RIO às avessas), que começa oficialmente nesta sexta-feira (07/09), também conta com outras cinco intervenções urbanas espalhadas pela cidade, as quais ficarão expostas por mais dois meses (02/11).
A galeria a céu aberto do projeto OIR, que conta com curadoria de Marcello Dantas e funcionará como uma bienal de arte pública até 2016, ainda conta com intervenções do inglês Andy Goldsworthy, na zona portuária, do japonês Ryoji Ikeda, no Arpoador (somente nos dias 7, 8 e 9/09), e do brasileiro Henrique Oliveira, em Madureira. Já o americano Robert Morris, um dos nomes mais relevantes dentro do Minimalismo, ficou responsável pelo labirinto de vidro instalado no meio da Cinelândia.
De acordo com o curador Marcello Dantas, o projeto não estipulou nenhum padrão em relação às obras apresentadas, ou seja, os artistas tiveram total liberdade para desenvolver suas criações e, inclusive, escolher os locais onde elas ficariam alojadas. O músico e produtor britânico Brian Eno, por exemplo, escolheu os Arcos da Lapa. O artista mais "famoso" desta primeira seleção do OIR, que até virou título de uma faixa do grupo MGMT – a qual, ironicamente, fala que sempre estamos um passo atrás dele -, se responsabiliza pela projeção de nada menos que 77 milhões de pinturas digitais entre os dias 19 e 21/10. Ficamos no aguardo, Brian Eno.
Com intenção de estreitar os laços culturais entre
Rio e Nova York, a dirtyblackdisco, marca idealizada pelo americano DJ Butter,
volta a fazer a festa dos cariocas neste sábado, no Espaço Sacadura, no Centro.
Nesta segunda edição, além do próprio Butter, o som fica por conta de Brennan
Green (NY) - dono da gravadora Chinatown Records -, Diogo Reis (Moo) ‘vs’
Badenov (Combo) e Os Ritmos Digitais (Rafael Salim, Millos Kaiser e Yugo),
enquanto Irwin Tobias Matutina assume a produção artística, inspirada em sua
provocante linguagem visual. Aliás, o designer americano ainda aproveita a
ocasião para fazer o lançamento de sua própria revista de moda, a Polanski.
O mais curioso é que tanto a festa como a revista
começou em formato de blog, um musical e o outro de fotografia, famoso por
retratar a nudez feminina de forma sutil e sugestiva.No caso do dirtyblackdisco, o blog acabou
virando site e, depois, festa, além de ter saído de Nova York e passado a
explorar novos horizontes – em especifico, o Rio de Janeiro. E olha que a
evolução não para por ai, já que o DJ Butter espera expandir sua “grife” com a criação
de um novo selo.
Como a proposta da festa é apresentar novas tendências sonoras, a festa
dirtyblackdisco não é restrita a uma única vertente. Quem aparecer para
conferir, pode se preparar para ouvir de tudo, do house ao disco e do dub ao
eletro-funk, assim como o som do headliner Brennan Green. É o verde na pista. A
dica é comprar o antecipado, que ainda está rolando. Confira um set promocional
do DJ Butter para o evento no soundcloud.
Celebrando mais um aniversário
dos DJs e anfitriões Ricardo Estrella e Nana Torres, a festa apresenta o alemão Martin Eyerer e muito mais no Fosfobox. É nesta sexta-feira (31), irmandade!
Criada de maneira
despretensiosa há quatro anos para celebrar o aniversário dos DJs e
idealizadores Ricardo Estrella e Nana Torres, a festa Brotherhood – nome que
surgiu apenas na última edição, quando ganhou uma nova cara sob o conceito da
“irmandade” – aparece como um ótimo exemplo para se falar do já famoso “amadurecimento
da cena eletrônica carioca”, mas, diante do line-up da vez, isso seria como
chover no molhado. Em uma parceria com a festa Level, do casal Flow
& Zeo, a Brotherhood desta próxima sexta-feira (31/08), no Fosfobox, apresenta o
headliner Martin Eyerer, que também celebra os sete anos de sua gravadora – a
Kling Klong. Além do alemão e, é claro, dos aniversariantes, o agito ainda conta com um
“vs” entre os paranaenses João Paulo Gromma - DJ indicado ao prêmio de
revelação do Rio Music Conference 2012, entregue a Estrella -, e Malcon Costa, além dos
paulistas Glen, que anda flertando com um dos maiores produtores da atualidade,
Maceo Plex, e teve sua track “Boogie Mafioso” embalando as festas Off Sonar nas
mãos de Danny Daze, e veterano Claudio Brio, fundador da Tropical Beats e um dos
precursores do low bpm no Brasil, que sacode a poeira para presentear os amigos
e, principalmente, os da bagunça. Como se não bastasse, no andar de cima, onde
Nana começou “cortando as músicas” há cinco anos, o som fica por conta da festa Smash, que traz Ravi
Fornari, Nicola Ragattieri, Pedro Isidoro e Betho (CWB), enquanto
o VJ Diogo Mosciaro, do Studio DCM, assume as projeções e vídeo mapping.
Celebr_ação é pouco!
“Quando
fizeram a reforma do Fosfobox e o club passou a ter duas pistas, eles
convidaram algumas pessoas do público para tocar suas seleções pessoais e me
convidaram para fazer parte do projeto. Na primeira vez, toquei cortando as
músicas porque não sabia mixar. No mês seguinte, me convidaram novamente. Ai
resolvi que se fosse subir no palco uma segunda vez teria que aprender e
merecer estar ali”, revela Nana Torres, um dos nomes em destaque na atual cena underground carioca, ao falar quando tudo "começou a começar". “Então, um amigo meu me emprestou um par de
CDJ e um mixer, e eu ficava horas em casa treinando, com suporte e umas
aulinhas do Ricardo Estrella e Krishna Gomes”, detalha a DJ, que, de certa
forma, sempre esteve envolvida com a música, já que o pai, Fernando Torres, é
baterista. “Percebi que não tinha jeito quando comecei a descobrir as formas de
brincar com a música, de mixar, de montar a história do seu set, e que
estava ficando sério quando pela primeira vez na vida consegui me imaginar
fazendo algo para sempre”, completa Nana, que, para não tirar o foco da festa, ainda anuncia mais uma atração da Brotherhood: oDJ e produtor Stival, residente do Club
Garage de Cuiabá, que vem para um “vs” no vinil com Ricardo Estrella.
Se o
conceito da Brotherhood segue a linha da irmandade, a festa, que é fruto de
amizades vindas de outros carnavais, cresce em torno e faz questão de manter
essa relação, seja em suas futuras parcerias ou até mesmo na definição de suas
atrações. Mas, como se conheceram? “Na
verdade não me lembro do momento específico ou de ter sido apresentada ao
Estrellinha. Ele era promoter da matine que eu frequentava, que, inclusive, o
Matera era o DJ”, afirma a DJ anfitriã entre risos. “Ele era aquela pessoa que
eu conhecia de vista. Depois nas festas eletrônicas ele era DJ, enquanto eu
ainda apenas frequentava. Tínhamos muitos amigos em comum, quando nos demos
conta já éramos amigos”, completa. Apesar do aniversário dos dois residentes,
como o de qualquer outro, ser comemorado apenas uma vez ao ano, a festa de
celebração não tem a obrigação de ser restrita somente a uma data. “Em breve, a
Brotherhood terá uma on day edição especial no Sky Beach Club, em Balneário
Camburiú, em uma parceria com o See One. O line será composto pelos DJs
que mais surpreenderam nas edições aqui no Rio de Janeiro. Estou muito animada,
acredito que serão edições memoráveis.”, finaliza Nana.
Amigas, Freedance
Assim como
o título de um antigo set assinado pela DJ carioca já adianta, “Inquietamina”,
as novidades não param de sair da cartola. Isso porque, além da Brotherhood,
Nana deverá apresentar mais um novo projeto, desta vez com a também amiga Rafa
Canholato, “com quem aprendeu a tocar e tocava até dois anos atrás. “O projeto
se chama Freedance e será em um local surpresa, com um som mais funk e, ao
longo do evento, mais eletrônico. O conceito não é segregar e sim unir alguns
estilos de música eletrônica boa”. Boa!
Fosfobox. Rua: Siqueira Campos, 143. Copacabana. Preço: R$ 30 (lista até 1h) até R$ 50 (na
porta) Lista amiga:listabrotherhood@gmail.com
Tentar definir as diferenças que acentuam a conhecida rivalidade entre cariocas
e paulistas não é uma tarefa das mais fáceis, nem mesmo diante dos caricatos estereótipos dessa desnecessária queda de braço. Na última apresentação do cantor,
multiinstrumentista e paulistano Marcelo Jeneci no Rio de Janeiro, realizado no
último sábado (25), no Studio RJ, a cantora Laura Lavieri, espécie de segunda
voz do musico, até tentou esboçar uma explicação para este fenômeno, porém, sem chegar a uma conclusão. Ao menos, não tão clara como a do show, que lotou a
casa, botou o público pra cantar e, no geral, “foi bem foda”. “A nossa cidade
pode ser feia, mas tem muitas coisas legais, assim como a de vocês é linda, mas
também pode ser chata”, declarou Laura, que, logo após essa primeira afirmação,
desistiu da heróica missão de minimizar essa tal rixa para agradecer o carinho dos
fãs. Neste aspecto, o próprio sucesso de Jeneci no Rio, onde
esteve recentemente para exibir um show com algumas versões de Roberto Carlos, acaba
sendo mais eficiente. Aliás, se depender do próprio artista, um dia ele ainda mora na cidade maravilhosa.
“Quando vamos ao Rio, optamos por vir de ônibus, na madrugada do dia
anterior, para poder aproveitar o dia aqui. Aproveitar para ir ao Arpoador,
passar o som pela tarde e dar continuidade ao bom dia com o show à noite. É
sempre bom estar aqui”, afirmou Jeneci logo após a segunda música. A primeira
foi “A Semana Inteira”, de Erasmo Carlos, que Jeneci trouxe para abrir o show
depois de ter feito três apresentações com Tremendão na capital paulista no
início deste mês. Além desta, o musico ainda cantou “Sorriso Dela”, também de
Erasmo, e uma versão de “Amado”, de Vanessa Da Mata. Tirando essas e outras
surpresas, o show de Jeneci se concentrou nas já conhecidas faixas de seu
primeiro álbum, “Feito Pra Acabar”, lançado em 2010. Apesar de o próximo disco estar previsto
somente para 2013, provavelmente, esse deve ter sido o último show deste
repertório em terras cariocas e, se de fato for, fechou em grande estilo.
Esbanjando todo seu talento como instrumentista, seja com o teclado, com
a guitarra ou com a sanfona, Marcelo Jeneci, que não simpatiza com o rótulo de “novos
paulistas” – referente à nova geração de talentos vindos de SP -, sobe ao palco
amparado por alguns de seus hits, como “Copo D’água”, “Por Que Nós”,
“Feito Pra Acabar”, “Dar-te-ei” e, é claro, “Felicidade” – um dos momentos mais
altos do show. Além do repertório conhecido, outro fator que se destaca no show
de Jeneci é o entrosamento de sua banda (de amigos), formada por Laura Lavieri
(voz e percussão), Richard Ribeiro (bateria), Ricardo Prado (guitarra), Stevan
Sinkovitz (guitarra) e Regis Damasceno (baixo). Após o sucesso dessa
apresentação e também a da última quinta (também no Studio RJ), da banda Os Mulheres
Negras (foto acima) – duo formado nos anos 80 pelos paulistas André Abujamra
(voz, guitarra e teclados) e Maurício Pereira (voz e sax) -, a linha que separa
Rio e São Paulo, que não se restringe somente a via Dutra, se mostra injustificável.
Antes de qualquer projeto de trem-bala, essa aproximação se firma na própria necessidade
do dialogo e da troca, já que mais do que possíveis rivais, essa cidades são verdadeiramente
complementares. Seja na cidade maravilhosa ou na terra da garoa, viva as diferenças.
Studio RJ (21) 2523-1204
Av. Vieira Souto, 110. Arpoador.
Dona de estilosas coleções de colagens, a artista apresenta a
exposição Pitonisas, uma série inspirada nas adivinhas da mitologia grega, no
lounge do Z.Bra Hostel. Cola lá para conferir!
Para você que nasceu para pitonisa. A princípio, essa frase
pode parecer estranha, mas diante dessa inquietante afirmação, a artista
Mariana Liberali encontrou mais que uma explicação, encontrou inspiração para
tirar de seu universo mais uma nova coleção de colagens: a Pitonisas, que a
partir desta quinta-feira (22/08) passa a ocupar o lounge do Z.Bra Hostel. "Esta
denominação provém da mitologia grega, na qual Píton era uma cobra imensa que
foi aniquilada pelas flechas de Apolo, então chamado de Pítio. Como este
deus também era a divindade responsável pelas previsões, este seu cognome se
estendeu às adivinhas", aponta o texto de divulgação da exposição. Neste contexto, se insere a série de Mariana, que apesar de
explorar o grafite, stencil e pastel, possui um trabalho de colagista, ou
seja, na base das colagens. Para quem não quer ficar somente na adivinhação, a
exposição ficará em cartaz durante todo mês de setembro. Vê se cola lá!
“As minhas colagens são reflexos do meu universo particular, da minha vida, das
minhas referências, das coisas que vejo e absorvo. A série Pitonisas nasceu de
um livro que comprei num sebo em Copa, sobre oráculos. E ele tinha uma
dedicatória dentro, que dizia: ‘para você que nasceu para pitonisa’... E aí
entrei nessa viagem, fui estudar sobre e fiquei fascinada pela história”,
afirma a artista, formada em Design de Moda, pelo Instituto Zuzu Angel, e com
pós em Belas Artes, pela Universidad de Barcelona. Tendo em vista a formação da
artista, inevitavelmente, a moda aparece como uma influência direta nas
colagens elaboradas, o que deixa o trabalho de Mari ainda mais conceitual.
Desta forma, cada pedaço do entorno ganha seu porquê, e seus prints ficam
cheios de estilo.
Além da
influencia notável da moda, outra característica em comum nas obras de Mariana
Liberali é a feminilidade, os encantos que rodeiam a figura da mulher. “O
feminino sempre está presente no meu trabalho. As mulheres são quase sempre o
ponto de partida. Sempre escolho uma figura, ou um rosto, e a partir daí vou
escolhendo os elementos de composição”, revela Mariana, que ainda se acostuma
com o fato de viver de arte. “Sempre fiz arte. Mas, ‘trabalhar’ com arte é
relativamente algo recente para mim. O retorno das pessoas em relação ao meu
trabalho foi essencial para que eu acreditasse que é isso seria possível”,
completa a artista. Logo após a exposição no Z.Bra Hostel (foto acima), no início de
outubro, Mari apresentará outra mostra com suas colagens, esta em parceria
com Felipe Guga.
Sobre as Pitonisas, “essas
sacerdotisas, assentadas sobre cadeiras trípodes, se debruçavam sobre
despenhadeiros completamente abertos, dos quais vapores emanavam e as induziam
aos vaticínios, que, em estado de transe, proferiam suas respostas aos que as
consultavam – uma vez ao ano, sempre no início da primavera”.
Contrariando a máxima de que terça-feira é um ótimo
dia para ficar em casa, a festa “Mini Menos”, produzida pela bartender Sandra
Mendes, chega para dar início à semana daqueles que não abrem mão de um bom set
de música eletrônica. Nesta terça (21/08), além de seus “preciosos” drinks, o
bar Doiz (Rua Capitão Salomão, 55 – Humaitá) apresenta os residentes Gustavo
Tatá e Rafael RM2 e mais um ilustre convidado: o DJ Ricardo Estrella. Mini
Menos, vai nessa!!!
Espécie de irmão mais novo do já reconhecido Meza Bar, que fica na mesma rua e
pertence aos mesmos donos, o bar Doiz se diferencia pela decoração “transada” e
o clima mais noite, com uma mini pista e tudo mais. O espaço, acolhedor e cheio
de luzes, ainda conta dois lounges e uma única vontade - agradar os mais
“descolados” e animadinhos (jovens de todas as idades), público alvo da festa e do negócio.
Como o agito rola somente até as 2h (mais o choro), aqueles que chegarem antes
das 21h, além do tempo para explorar a seleção de petiscos do cardápio, chegam
a tempo de aproveitar a moral do double chopp. Pode pegar o outro depois?
Pode, mas somente antes do juiz apitar o fim do copo amigo. A partir daí, o
assunto fica sério, o papo descontraído e o som dançante, no melhor do deep-house e redondezas.
Bar Doiz Rua: Capitão Salomão, 55. Humaitá. 2179-6620 Mini entrada: R$ 10
Dona de uma curiosa e rica sonoridade, (in)definida
como “etnopop”, a banda mohandas chama o público para transformar o sonho do
primeiro álbum em realidade. É ouvir e participar!!!
A maioria das bandas possui bases
em amizades cultivadas desde os tempos de colégio, em sessions
descompromissadas e, é claro, na afinidade musical (amor à música). Os amigos
crescem; o som também, e o que era “apenas pelo prazer” começa a ganhar comprometimento,
ou seja, assumir a função de sustento – é ai que o sapato aperta, mas isso não
vem ao caso. Ao menos, não ao caso dos mohandas (seguidores de Krishna, do
hindu), que, neste aspecto, ainda caminham descalços, mas com passos firmes e
bem dados. Formada em meados de 2010, a banda, que atualmente conta com seis
integrantes (antes eram oito) – duas mulheres e quatro homens -, prepara o
lançamento de seu primeiro álbum, a ser financiado através de crowdfunding. O
processo, que não foi escolhido por acaso e sim por questão de ideais, está em
andamento e precisa de pouco mais de R$ 6 mil para atingir a cota necessária,
enquanto o prazo termina em menos de duas semanas. Ao se deparar com essa
energia e esse curioso “etnopop”, sonoridade que, segundo o vocalista Dudu
Lacerda, é caracterizada pela fuga dos limites e definida pela indefinição, a
contribuição é tida como certa, basta ouvir essa mistura.
“A banda começou se justificando pela necessidade urgente
que tínhamos de nos expressar musicalmente. É claro que nosso contexto de
amizade, de afinidades musicais e culturais, azeitou o encontro. Mas começamos
com o intuito de tocar mesmo, uma coisa meio ‘idílica’, romântica. Logo, as
coisas foram evoluindo para uma situação mais formal, no sentido de querer
‘montar um trabalho’, ou seja, construir algo voltado pro mercado da música, um
trabalho que pudesse fazer nosso som circular”, explica Dudu (percussão e voz),
uma das seis cabeças da banda, que também conta com Bel Baroni (percussão e
voz), Diogo Jobim (teclado e sintetizadores), Micael Amarante (guitarra/sax),
Nana Orlandi (percussão e voz) e Pedro Rondon (baixo e guitarra). Do primeiro
show, realizado em fevereiro de 2011, dentro da piscina de uma casa no Cosme
Velho, a banda amadureceu muito, lançou um elogiado EP e foi buscar a interação
com o público, isso sem falar na ousadia e na originalidade do som – uma levada
meio ska, misturada com ritmos regionais e, às vezes, cantada em francês com
vozes femininas e masculinas. Tudo isso cultivado e “vivenciado” na “etnohaus”,
a casa em Botafogo onde funciona o estúdio, a sala de produção e ponto de
encontro do grupo e amigos (o QG).
“Nossas influências não se esgotam na arte musical, mas
passam também por informações de outras artes, da dança, do cinema, do teatro,
da arquitetura, da literatura, da poesia, da vida na cidade e por aí vai. Tudo
o que vivenciamos e que nos impacta, de certa forma, acaba sendo digerido e
regurgitado coletivamente em nossa música”, explica o vocalista. Mas que som
seria esse? A resposta viria na lata: etnopop!, o que abriria espaço
para uma nova pergunta. Além do título do primeiro álbum da banda, que terá
entre nove e 12 faixas – todas autorais
-, etnopop ressignifica um pensamento sobre uma prática musical e, ao
mesmo tempo, ‘funciona’ muito bem como rótulo de mercado, uma maneira de
incomodar o pré-conceito, o pronto, o genérico, o vício das pessoas em querer
encaixotar tudo - como argumenta Dudu, que ainda ressalta: “não é paradoxo, é
linha de encontro de opostos complementares. É o homem e a máquina, a natureza
e a tecnologia, o fogo e a água e o 3, que contém o 1 e 2. É um pretexto pra
gente se desvencilhar de rótulos fáceis, e também para não ter que responder
com clichês as perguntas sobre nosso gênero musical”.
O som inusitado dos mohandas não
possui uma receita certa, mas consegue se justificar muito bem na pluralidade
de seus integrantes - fotógrafos, atores, VJs, acrobatas, editores e antropólogos,
todos com uma paixão em comum: a música. “A sonoridade reflete totalmente a
formação cultural dos integrantes da banda, isso não tem a ver especificamente
com o fato de termos duas mulheres, mas com o caldeirão que se forma da soma
das nossas diferentes personalidades e gostos. O lance de não sermos apenas homens
cria uma peculiaridade não apenas estética, mas também emocional. As meninas
trazem doçura – e também, quando em vez, uma urgência, uma atitude e um senso
de desejo super decidido, que vou te dizer… ‘sai de baixo!’”, revela o
vocalista, que não poupa elogios ao falar do lado “elas” do grupo. “Trazem também
um outro horizonte de pensamento, de visão de mundo, de necessidades, sei lá,
isso sim é difícil definir. Mas posso dizer que é um trunfo, um ganho e um,
como dizemos, ‘plus a mais’”, completa.
Apesar de todo o trabalho que envolve o lançamento de um
álbum, ainda mais o primogênito, os mohandas garantem que sempre encontrarão
tempo e vontade para dar continuidade a já famosa série de apresentações na
Pedra do Leme, conhecidas como “mohandas on the rocks”. Espécie de ensaios
abertos, em meio a girassóis, luzes coloridas e máscaras, esses shows foram
fundamentais para consolidar a sonoridade proposta e, principalmente, para
aproximá-la do público. E, pelo jeito, continuarão sendo, já que a série segue na ativa. “Creio que enquanto existir mohandas, vai existir 'mohandas on the
rocks'. Não é uma coisa que tenha periodicidade certa, é uma relação que temos,
primeiro, com o próprio espaço, com a necessidade de estar com o trabalho 'na
rua', e segundo, com as pessoas, tanto o público que já é cativo e fiel,
quanto algumas pessoas que somam forças produtivas com a gente. Temos essa
parceria com a Vanusa, do Quiosque do Leme, que é uma figura genial, uma mulher
guerreira e que tem uma cabeça empreendedora, como a nossa”, revela Dudu, que,
antes de finalizar, ainda fala como anda a gravação do álbum. “As bases já
estão gravadas, temos ainda que terminar de gravar alguns instrumentos, vozes e
etc. Depois, o trabalho segue com mixagem, masterização, prensagem, as recompensas
para os devidos apoiadores do projeto e a divulgação. Aí, se Deus quiser, é
estrada, palco e o ciclo recomeçando mais uma vez”. Que assim seja, mohandas!
Restrita a amigos e convidados, a Make
My Day chega para dar início a um novo conceito de festa de música eletrônica
no Rio de Janeiro. E, pelo jeito, ninguém vai querer ficar de fora. Make it!
Na falta de casas noturnas voltadas à musica eletrônica
“underground”, as festas da cena carioca têm se reinventado, trilhado
novos caminhos e surpreendido seus amantes com uma série de inovações – fato
que apenas reflete o alto nível das atuais produções no Rio de Janeiro.
Casarões a beira mar, cinemas eróticos do centro e espaços em comunidades, para
quem achou que já tinha visto de tudo, ainda não ficou sabendo da última: a
Make My Day, uma confraternização, literalmente, “entre amigos e
convidados”. Além da preocupação com a questão do espaço e, é claro, da
sonoridade, o evento da vez chama atenção por trabalhar um ousado conceito, o da
exclusividade. Restrito somente a 400 pessoas (conhecidas), o evento realiza
sua primeira edição neste sábado (11/08) em uma mansão, no mínimo, absurda e
rodeada de verde, enquanto o line-up, que dispensa comentários, fica por conta
dos DJs Godi Osegueda, Oscar Bueno, Eli Iwasa e o hermano Ricky Ryan (ARG). É,
essa parece que veio para ficar... Make Our Day!
Partindo do principio de que “conexão é tudo nessa vida” -
como defende Giseli Duarte, uma das idealizadoras do projeto -, a Make My Day é
uma festa que nasceu da relação entre amigos (Giseli, Michel Filho, Daniel
Benedini e Ivana Poato, entre outros) e, por isso, se preocupa em promover o
“networking” e ampliar as redes sociais da vida real. “É uma festa entre amigos
e cabeças pensantes. Terá grafiteiros, advogados, empresários, produtores,
artistas, a galera da moda... Enfim, uma festa eclética, que além de se
preocupar com o local, DJs e decoração, também traz a preocupação de estimular
novas conexões”, explica a Giseli. Seguindo esta linha, os idealizadores
decidiram elaborar um esquema de seleção de público, definindo 20 “indicadores”
que, como o nome já adianta, indicam mais dez amigos (“os convidados”),
responsáveis por levar mais um “acompanhante” e pronto: a teia esta armada
(totalizando 400). Como não há venda de “senhas” (R$50) na porta, os demais
interessados podem mandar um email e aguardar a lista, sendo que o endereço só é liberado cinco horas antes de o evento começar.
O projeto, que a principio deverá
ser trimestral para não cair numa rotina, previsivelmente deverá ocorrer em um
local diferente a cada edição, mas sempre considerando os mesmos critérios:
localização, conceito arquitetônico e estrutura – algo capaz de corresponder
toda a beleza natural da cidade maravilhosa. O espaço onde ocorre esta primeira
Make My Day, por exemplo, reúne tudo isso e muito mais. Além do visual do
entorno, a mansão ocupada - uma construção em concreto repleta de quinas e
pontas – ainda conta com amplos gramados e uma chamativa piscina, sem falar na
suposta cabine do DJ. Quanto à decoração, quem assina é o Studio Neps, da
própria Giseli, e a Vidigaleria, que cederam algumas de suas artes para dar um
pouco mais de colorido. Reunindo todos esses ingredientes, o conceito foi
lançado, e a festa, que já deu o que falar antes mesmo de sua estréia, está na
atividade. Para quem se animou com a ideia de um dia assim, a dica é ficar
ligado, já que desta ninguém vai querer ficar de fora.Make My Day, Make It Happen!
Saiba mais sobre o projeto Make My Day:
contatomakemyday@gmail.com
Íntimo, feito a dois e
fruto de muito amor, o disco Gambito Budapeste (YB Music/ Bolacha), de Nina
Becker e Marcelo Callado, foi elaborado em paralelo à gravidez da cantora, aos
demais projetos solo do casal e, ainda assim, antecedeu o nascimento da
filhota. Antes da pausa para a chegada do “baby”, o casal também encontrou
tempo para realizar alguns shows de lançamento. O último da série, destinado ao
público carioca, ocorre nesta quinta-feira (09), às 21h, no Oi Futuro Ipanema.
Apesar
de ter sido finalizado somente agora, Gambito Budapeste - não necessariamente a
tática usada no xadrez - reúne músicas que já haviam sido feitas no convívio,
mas ainda não registradas. Sem muita noção de técnicas de gravação, o álbum
apresenta uma sonoridade orgânica, quase crua e amparada em muitos instrumentos
inusuais aos dois (tem até toque de telefone). Ou seja, o disco é daqueles
feitos em casa, incluindo as visitinhas dos amigos. “Um disco feito de pequenos
momentos do convívio do casal, um pouco do que acabou transbordando da vida
particular”, como explica a cantora Nina Becker em um texto de divulgação do álbum.
Com
coprodução do televisivo Carlos Eduardo Miranda e do próprio Callado, baterista
das bandas Cê (do setentão Caetano Veloso) e Do Amor, o álbum Gambito Budapeste
apresenta 13 faixas inéditas e autorais – com exceção de “Armei a Rede”,
assinada por Assis Valente (o mesmo de “Brasil Pandeiro”) e Arsênio Ottoni. Da
balada romântica “Cadê Você?” ao folk de “Packing to Leave”, o casal descreve
em detalhes suas experiências e (des)encontros, tudo em forma de música – como
a trilha sonora de uma história de amor (à música).
Oi
Futuro de Ipanema
R:
Visconde de Pirajá, 54. Ipanema. 3201-3010
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia)
Lista amiga: R$ 10 (gambitobudapeste@gmail.com)
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