Exaltando todo o romantismo das clássicas letras de Roberto
Carlos, o cantor, compositor e multiinstrumentista Marcelo Jeneci - considerado um dos
principais nomes da chamada “nova MPB”, com total justiça -, volta ao Rio de Janeiro para
apresentar o show que fez para homenagear o “rei” em seu último aniversário (em
abril). O presente, encomendado pelo Sesc SP, agradou tanto o público e o artista que acabou indo mais além e, por isso, chega ao Circo Voador neste sábado para (e)levar amor aos cariocas.
Neste show especial, o paulistano Marcelo Jeneci, ao lado da cantora Laura
Lavieri, assume o terninho branco da coisa para apresentar suas releituras de “O Outro
Lado da Cidade”, “Esqueça”, “O Astronauta”, “Rotina”, "Eu Te Amo" e da marcante “Detalhes”,
entre outras. Além das músicas eternizadas na voz do rei, Jeneci também acha
espaço para cantar algumas faixas de “Feito Pra Acabar”, seu primeiro e
premiado álbum, como: “Pra Sonhar”, “Dar-te-ei”, “Pense Duas Vezes” e, é claro,
“Felicidade” – todas próximas do universo do rei, segundo o próprio artista.
Para esquentar o clima da galera e dar uma (des)concertada
na homenagem de Jeneci, a noite no Circo Voador ainda contará com a presença do
animado bloco Exalta Rei!, que transforma o repertório de Roberto Carlos em um
verdadeira bagunça de carnaval. Para quem gosta de falar de amor, mas sem dispensar
uma boa folia, essa combinação aparece na medida certa, mas sem receita. Só
experimentando mesmo para saber.
Confira a versão de "Detalhes" com Jeneci (na sanfona), classe!
Circo Voador – Rua dos Arcos, s/n. Lapa.
Ingressos: R$ 30 (kg de alimento) R$ 60 (inteira)
Ex-Drinkeria Maldita e Rock n’ Drinks, a festa Karaokê Indie continua empolgando
os bandleaders de plantão todas as quartas-feira na clássica Casa da Matriz. E você, vai cantar o que?
Apesar das noites ao som de karaokê
não ser bem uma novidade, que digam os japoneses, a festa Karaokê Indie,
ex-Drinkeria Maldita e Rock n’ Dinks, aposta em uma série de inovações para continuar
empolgando seu grupo de bandleader anônimos na Casa da Matriz. Neste mês de
julho, por exemplo, “a boa das quartas-feira” - como defende a produtora Pilar Garcez
- apresentará quatro noites diferentes, de noite junina a “neon”, mas todas
regadas ao bom velho rock (o moderninho também, como já adianta o nome da
festa). Nesta quarta (04) em especial, a partir das 20h, a edição “especial USA”, além de
reservar shots e drinks aos 100 primeiros, ainda contará com o som do DJ Edinho
e fotos da galera do I Hate Flash. Vai querer cantar o que?
Criada por Carlos André Cruz (atual
curador), que tirou a idéia do papel com a colaboração do então sócio da
Drinkeria Maldita José Felipe Oliveira (o DJ Zé), a festa Karaokê Indie
apresenta um cardápio com mais de 6 mil músicas, dois microfones, um palco e um
telão para auxiliar o cantor da vez. Ou seja, tirando as clássicas canções do
Raça Negra e do Beto Barbosa, sucessos de qualquer karaokê, a festa na Casa da
Matriz tem tudo para animar sua noite. "Não trabalhamos com músicas
nacionais porque o objetivo é justamente ser diferente dos outros karaokês da
cidade. Aqui, você canta as músicas que tocam na ‘night’ de rock alternativo.
Claro que temos espaço pra outras bandas mais famosas, como Beatles e Pearl Jam,
e músicas mais pop, caso de Beyonce e Adele”, explica Pilar.
Como quem escolhe as músicas são os
próprios astros amadores e, às vezes, até profissionais, o som da festa Karaokê
Indie é definido pelo próprio publico, que, por sua vez, se mostra bem
eclético. "Nosso público nos acompanha desde o início do karaokê em
2008/09. Mas, hoje contamos com uma galera mais assídua, jovem e variada, já
que todo mundo adora cantar. Temos muitas amigas que chegam cedo e direto da
faculdade, amigos que resolveram fazer o happy hour cantando na Casa da Matriz,
o público GLBT e o de estrangeiros que se sentem confortáveis porque sabem que
no Karaokê Indie não existe preconceito”, ressalta Pilar Garcez, a produtora
que anda reinventado a festa com novos conceitos.
“Como produtora, sempre invisto em
edições especiais, temáticas ou não. No último ano, a que mais gostei foi a Zombie Walk, no dia de finados. A galera cantou fantasiada de zumbi. Esse ano já tivemos muitas edições históricas,
como a de aniversário de um ano na Matriz (no dia 9 de maio) e a do dia dos
namorados”, justifica Pilar, que completa: “nosso
Concurso de Cantores, que acabou de ter sua segunda edição finalizada, também é um
sucesso absoluto entre os frequentadores". Além da edição desta
quarta, a “especial USA”, o Karaokê Indie terá mais três noites em sua
programação de julho: a edição “Caipira” (11), com o DJ Mario Mamede (na pista
2); a “especial Neon”, com a festa Revolt, e a edição “Olímpica/UK, que contará
com a festa Let´s DJ. Para aqueles que são tímidos demais para soltar a voz em
cima do palco, a espera para cantar pode ser uma boa justificativa, assim como
a pista cheia para quem não se atreve a dançar. Mas, o difícil mesmo será não
se divertir.
Casa da Matriz - R: Henrique de Novais, 107 - Botafogo
R$20 (com flyer ou nome na lista amiga até às 22h)
R$25 (com flyer ou nome na lista amiga depois das 22h)
Após
nove anos de pista cheia na acirrada noite paulistana, a festa idealizada pelo
DJ e produtor Trotter chega ao Rio de Janeiro com sua levada “nu” jazz, funk e
muito mais. Nugrooves total!!!
Apostando em uma cremosa “linha de baixo, metal e drum”, a festa Nugrooves, iniciada há nove anos na acirrada noite paulistana pelo DJ e produtor Rodrigo Ribeiro Ulson a.k.a Trotter, chega ao Rio de Janeiro para apresentar aos cariocas sua original e dançante levada “Nu”; nujazz, nudisco, nufunk e downtempo amigo, que é som gordo e sem barulho. “Fazendo questão de mostrar de onde viemos” - em relação ao som, é claro -, a primeira edição da Nugrooves Rio acontece nesta sexta-feira (29), na Fosfobox, destacando os DJs David Tabalipa, Joca-San (Vidal), Bernardo Campos, Diogo Reis e o convidado anfitrião Trotter, que sempre traz uma desconcertante releitura de algum hino da disco ou da funk music. “Meu foco nunca foi seguir moda, sempre fiz o que eu gosto e o que meu coração me diz . Se você tem que fazer algo, faça-o de verdade”, aponta o DJ.
Referência no assunto e dono da Royal Soul Records, primeira gravadora brasileira dedicada ao nujazz, nufunk e downbeat, Rodrigo Ribeiro Ulson (o “Soneca” de outrora) iniciou a festa no saudoso Idch do Paraiso, aquele que tinha um gato na recepção e tinha que entrar sem os tênis. “Aquela casa era fantástica e bastante gente passou por lá. Foi uma época fantástica e de transformação. Conheço vários núcleos de festas que surgiram a partir de lá. A Nugrooves no Idch do Paraiso foi uma das melhores noites que já fiz, com certeza. Foi muito inspiradora e serviu de base para vários movimentos aqui em São Paulo e vital para a propagação do nufunk no Brasil”, completa Ulson. Depois de quatro anos à frente do projeto, o DJ e produtor já tinha base suficiente para abrir a gravadora, como afirma: “Fazia parte do casting da Timewarp Music (Grécia) e sempre recebi muitas promos de artistas nacionais. O mercado era muito bacana e depois de anos de festivais, conhecendo DJ´s e produtores, resolvi juntar tudo isso em uma única coisa: a Royal Soul Records, um coletivo de produtores e DJ´s de várias partes do Brasil e do planeta”.
“A festa mantém o pé no ‘old-school’, respeitando o tradicional. Esse é o
segredo, a união entre o velho e o novo. Tem muita gente que não faz ideia das musicas
fantásticas que rolavam nos anos 50, 60, 70 e 80. Pegamos tudo isso, misturamos
e mandamos para o dance-floor”, afirma Trotter sobre a sonoridade da Nugrooves
Rio, que, por sua vez, chega ao Rio através de uma parderia com a festa Black
Friday, produzida por Joca Vidal, David Tabalipa e Tamenpi entre 2007 e
2011, no Clandestino. Agora, a partir deste “marco” - como descreveu Ulson -,
essa trinca carioca passará a assumir uma nova missão. “O desafio é implementar essa cultura nujazz/nufunk aqui no Rio e fazer
um evento dedicado ao estilo bimestralmente. Não será fácil, mas estamos
querendo fazer algo inovador”, revela Joca Vidal, que volta a se dedicar à noite após um tempo de respiro.
“O mercado de
festas aqui no Rio é muito difícil. Eu, particularmente, já estava 'aposentado'
de fazer produção e ser promoter de festa. Cansei um pouco disso, mas agora voltei
"me dando" mais uma oportunidade. Quem sabe não dá certo e volto a
fazer festas regularmente? Mas, com o nome "Black Friday", só se for
uma edição especial”, afirma Joca, enquanto o produtor paulistano avisa que, além
da compilação que será lançada na primeira edição da Nugrooves Rio, a Royal
Soul trabalha no EP do produtor francês Morlack!;
no EP de estreia do polonês Niko; no novo EP do Zel, com remix do alemão Jayl
Funk, e também em seu novo EP (haja fôlego). Intitulado “Trotter – Wappin”, essa
nova produção conta com remixes de Basement Freaks, Morlake e Cupcake Project .
Detalhe: está tudo no soundcloud da gravadora. ‘Nugrooves’,
o não?
Um dia após o
encerramento da Rio+20, o "ativista e grafiteiro" paulistano trouxe seu projeto Pimp My
Carroça para dar visibilidade ao trabalho dos catadores da cidade; maravilhosa a ação pimp!
Um dia após o
encerramento das atividades da conferência da ONU sobre desenvolvimento
sustentável e afirmando que “os coletores de materiais recicláveis fazem mais
pelo meio ambiento do que toda Rio+20”, o projeto independente Pimp My Carroça,
que há 20 dias também foi realizado em São Paulo, ocupou a Praça Tiradentes no
último sábado para dar uma repaginada nas carroças e um pouco de atenção aos catadores do centro do Rio de
Janeiro. Organizado pelo “ativista e grafiteiro” Thiago “Mundano” – nome de seu
personagem, um cacto bem consciente e politizado -, o evento reuniu inúmeros
artistas e voluntários com o objetivo de tirar esses trabalhadores da
invisibilidade. “A maioria dos trabalhadores que estão aqui estavam na Rio+20 e
sem receber nenhum tipo de atenção ou ajuda. Mas, são esses catadores
marginalizados pela sociedade são os mesmos que fazem 90% do trabalho de
reciclagem em cidades como Rio e São Paulo”, defende Mundano, que desde 2006 já
pintou suas frases de efeito em mais de 200 carroças.
Com uma espécie de
circuito montado em frente ao imponente monumento a D. Pedro I, o Pimp My
Carroça RJ, além de reformar as carroças nos espaços “Limpa Rápido,
“Funilaria”, “Borracharia” e “Pintura”, ainda prestava um atendimento médico
(no “Check-Up”) aos catadores, que também recebiam camisetas com faixa
luminosa, luvas, capa de chuva, itens de segurança para a carroça (buzina,
retrovisor) e refeição. No final, os trabalhadores, que não conseguiam esconder
o lado banguela de seus sorrisos, ainda posavam ao lado de suas novas e
estilizadas companheiras de trabalho. “Pedi para pintarem a minha com as cores
do reggae. Está ficando show. Já tive muitas carroças, mas essa é especial”,
afirmou o coletor Paulo César dos Santos, que teve seu carrinho de supermercado
estendido. “Eu não sou catador, sou morador de rua. Tenho que falar: bato
palmas para essas atitudes. A prefeitura recolhe o pessoal e joga em Campo
Grande. Mas, ninguém ajuda essas pessoas que estão doentes. Eles não são
somente viciados e cracudos”, afirmou Bezenário de Andrade Dias, que passava
por lá e aproveitou para fazer uma consulta médica.
Em meio a correria para não deixar nada dar errado e com os catadores chegando,
Thiago Mundano ainda encontrava tempo para explicar como resolveu criar esse
projeto, apoiado pelo Movimento Nacional dos
Catadores deMateriaisRecicláveis (MNCR) e financiado
via crowdfunding – a segunda maior arrecadação no Brasil com R$ 38.200. “Quando
comecei a grafitar, eu comecei a conhecer mais a cidade. Mas, sempre fui meio
locão neste aspecto. Às vezes, estava no meio do Treme-Treme (o residencial São
Vito, de 27 andares, demolido na gestão Kassab) e, poucos minutos depois,
estava almoçando na casa da minha avó. O contato com a rua me fez pensar em
ajudar essas pessoas de alguma forma e isso mudou minha vida. Agora, eu quero
compartilhar essa experiência com mais pessoas”. Criado em condições opostas aos
dos catadores, o grafiteiro paulistano, de 26 anos, conseguiu usar essa
experiência de contraste para iniciar uma ação capaz de trabalhar dois supostos
problemas sociais, a coleta e os catadores, que, por sinal, são tratados como
lixo. “O que é visto como um problema
ambiental aparece como solução para um problema social, uma forma de gerar
emprego e tirar essas pessoas da marginalidade. Assim, toda a sociedade
se beneficiará”, defende Mundano.
Assim como os “catadores
de materiais recicláveis”, os grafiteiros envolvidos com o projeto também já sentiram na pele o estigma da marginalidade, tendo em vista que ambos vivenciam diretamente
a rua como ponto em comum. Com a aceitação da chamada arte urbana, esses
arteiros conseguiram reconhecimento de sua arte e, por isso, são capazes de fazer o mesmo
por esses trabalhadores. “Particularmente, acho o estigma ‘grafiteiro’ um
rótulo desnecessário. O importante é ver as pessoas usarem a criatividade para
se expressarem e fazer o bem, seja com fotos, desenhos e ações. Esta é um
exemplo, ainda mais por buscar dar visibilidade ao trabalho dos catadores”,
aponta Rodrigo “Villas” Bôas, que usou seu conhecido pássaro para decorar uma
das carroças. Além de Villas, que costuma lançar seu personagem nas paredes e
nos fios da cidade, a ação também contou com o trabalho de Afa, Kajaman, Life, Ronaldo Occy, das
meninas do coletivo Sou "nóS" (Bruna Britto, Gabriela Godoi e Mariana Holman), que veio
de Pelotas (RS) para participar do Pimp RJ, e muitos outros. Se a frase usada
no início apontava que os catadores faziam mais pelo meio ambiente do que toda
Rio+20, o resultado do Pimp My Carroça também pareceu ser mais significativo que os que
foram apresentados no final da conferência da ONU. O esforço coletivo, e a alegria em comum.
Começou ontem, quinta-feira, a terceira edição do festival Circo Digital
(FCD), que até o domingo apresentará uma “explosão de pixels em cores e
criatividade” com atividades que envolvem arte, tecnologia, sustentabilidade e,
é claro, música - como manda a tradição do místico Circo. Nesta edição de 2012, além das
novidades em tecnologia e games, o festival ainda contará com uma especifica programação
musical, destacando três equipes de sistema de som, bandas e DJs, todos tendo a
cultura digital na essência de seus trabalhos.
Depois do coletivo Nuvem e o grupo multimídia Chelpa Ferro,
na quinta, o festival dá sequência a sua programação nesta sexta com Digitaldubs, Mateus Pinguim e Dubatak e o dançante dubstep do Tomadub. O coletivo Apavoramento
Soundsystem e a DJ Vivi Seixas, filha do eterno Raul Seixas (toca Raul!) e dona
de set que nem mesmo as paredes ficam paradas, se apresentam no sábado e, no
domingo, o som fica por conta da banda Biltre (Laranja Dub); Mahmundi (foto), primeiro
projeto de Marcela Vale; Super Mário Bloco, que embalou os foliões em Santa
Teresa nesse último carnaval, e DJ Lencinho.
Além das atrações musicais, essa terceira edição do FCD também aposta em
exposições interativas. Ao todo, oito entre as que serão apresentadas traz a
proposta de buscar a reação e o envolvimento direto do público. Já a questão da
sustentabilidade, principal tema da questionada Rio+20, aparece através de uma
parceria com a Futura Soluções Ambientais, uma campanha permanente de coleta
seletiva de lixo eletrônico (uma ameaça para aqueles que se julgam DJs e apenas
figuram com CDJ “sem fio”). Para estimular o descarte consciente, a entrada
para o festival ficará restrita a uma peça eletrônica sem uso, como teclados,
monitores Jesus Luz e outras parafernálias. É só chegar.
Festival Circo Digital_ Arte e Tecnologia
Circo Voador (R: dos Arcos, s/n – Lapa. 2533-0354)
Sexta e sábado: 22h, Domingo: 19h
(atrações musicais uma hora após a abertura da casa)
Ingresso: Uma peça eletrônica ‘velha’
Classificação: 18 anos (de 12 a 17 acompanhado dos pais)
Enquanto
a imprensa se concentra em noticiar os gols do atacante Mario Gomez na Eurocopa
e na atuação da chanceler Angela Merkel, que não veio ao Brasil para a Rio+20,
na Cúpula do G20, no México, o nosso Alemão se mostra muito mais complexo.
Marcado pela violência, pelo tráfico e pela ausência do Estado, o chamado
Complexo do Alemão, região da zona norte formada por 13 comunidades, passa por
um positivo e mais que necessário processo de transformação: teleférico,
unidades de polícia pacificadora e ações culturais. O coletivo O Estendal, por
exemplo, ocupará a Praça do Terço (Centro de Cultura Digital Praça do
Conhecimento) nesta quinta-feira (21) para alterar o cotidiano dos moradores e
visitantes “com suas imagens pensantes ou pensamentos imagéticos.
A partir das 10h, a ação cultural promovida pelo grupo de “fazedores de imagem” e convidados agregados estenderá 30 fotografias “palpáveis”
no varal que será elaborado sob o tema “As Paredes Têm Ouvidos”. Com curadoria
assinada pelo artista e professor paranaense Roberto Pitella, o projeto chega ao Complexo do Alemão como se
estivesse brincando de fazer arte, partindo de uma expressão popular para
fotografar, ou rebuscar em arquivos, imagens que traduzam o tema de maneira própria
e individual. As ideias são literalmente penduradas em varais esticados em
espaços de convivência e expostos aos olhares curiosos.
Além do
varal, a ação do O Estendal no Complexo do Alemão também contará com um “Jardim Fotográfico”, ideia que já
passou pelo Parque Lage, no Jardim Botânico, além de Curitiba, Salvador,
Montevideo e Havana. O projeto, que conta com apoio da Lomography, apresenta
imagens entre flores e plantas e ainda abre oportunidade para o visitante
colher uma delas. No fim do dia, a proposta de interação seguirá com projeções
de fotografias de Fábio Seixo, Daniela Dacorso, Ana Rodrigues & Daniel
Chiacos e Calé, além da exibição do documentário (Vi)vendo um Outro Olhar, de Guilhermo Planel. E qual é a sua imagem
do Complexo do Alemão?
Levando uma inusitada
mistura de ritmos afro-brasileiros aos grandes sistemas de som, o musico e produtor radicado no Rio de Janeiro surpreende ao apresentar seu terceiro álbum. Tá nas caixas!!!
Se a música não possui fronteira,
e as misturas são fundamentais para a composição de um som cada vez mais global
(plural) e de difícil definição, as delimitações territoriais, políticas e rítmicas poderiam ser consideradas espécies de barreiras em relação ao intercâmbio de sonoridades dos “world´s
citizens” (cidadãos do mundo). Inserido neste contexto e na contra-mão do
pré-estabelecido, o produtor Maga Bo, um "Wozen" da música, trabalha em seu “Quilombo do
Futuro”, o terceiro e recém-lançado disco solo. Anteriormente, Maga Bo lançou
a mixtape “Confusion
of Tongues” e “Archipelagoes”, um álbum gravado em Senegal, Marrocos, Zanzibar
e África do Sul. Ao longo desta trajetória e, principalmente, em sua pesquisa mais recente,
o produtor norte-americano, que adotou o calor do Rio de Janeiro como sua
morada oficial, reforça o ideal de que as tradições e as raízes são capazes de se
redescobrir na resistência contemporânea – a base de informação e troca de
comunicação entre as pessoas, como defende o próprio artista.
“Encontrei no Rio de Janeiro uma
cidade grande com sol, calor, floresta, montanhas, praia, pessoas simpáticas,
uma cultura, música, povo, língua, comida, arte e etc. sincrética, que nem a minha
(somos americanos, do mundo novo - me identifico), uma cidade bonita, com prédios
interessantes e que revelam e carregam a história do lugar”, aponta o musico,
que, apesar de ter escolhido facilmente o Rio de Janeiro após ter rodado o
mundo, não conseguiu se fixar na cidade maravilhosa com facilidade. Segundo
Maga Bo, a facilitação desta "livre-troca" é
fundamental para a “saúde da música e, acima de tudo, para circular idéias,
abrir a cabeça das pessoas, sustentar tradições e preservar sabedorias”. Diante
deste cenário de contrastes - onde a experimentação é sufocada pelos sucessos
do momento, e as produções eletrônicas redescobrem os regionalismos -, o disco “Quilombo
do Futuro” busca respostas para perguntas que ainda estão por vir. Afinal, o que
vai acontecer com o coco e com o jongo, entre outros?
“Quilombo do Futuro”,
na verdade, resgata sons do verdadeiro quilombo do passado, como o coco, o
maculelê, o jongo, a capoeira e o samba, e estabelece conexões com ragga, dub,
hip hop, kuduro, grime e dubstep. Apesar de ser voltada para os sistemas de som
(sound system), a sonoridade do álbum não deixa de trabalhar as sutilezas dos
ritmos. E o que parece inusitado, Maga Bo fala com se fosse algo simples de entender.
“Não acho que tenha muitas sonoridades ‘regionais do mundo’ no disco... são
ritmos já globalizados (embora haja diferenças regionais dentro desses sons: o
dub de Londres é diferente do dub da Jamaica, por exemplo). Esses sons globalizados,
que vem da produção eletrônica, o dub e o hip hop são as bases e sempre fizeram
parte das minhas raízes. Os ritmos afro-brasileiros me interessam há muito
tempo. Sou capoeirista, toco repique em escola de samba, frequento rodas
de jongo, samba e etc. Sou muito inspirado nos sons regionais brasileiros, e
essa mistura é natural, mas sempre achei que a produção não valorizava certos
elementos. Assim, eu comecei a ‘re-criar’ esses sons especificamente para os
sistemas de som grandes e valorizando os graves”, detalha o produtor.
Trabalhado em mais de 40
países – de Nova Delhi a Sydney, de Berlim a Addis Ababa -, Maga Bo reuniu uma
boa bagagem musical antes de iniciar esse trabalho, tendo em vista seus trabalhos anteriores e o fato do produtor já ter trabalhado com Mulatu Astatke, Dr. Das (Asian Dub Fundation) e outros feras do mesmo quilate. Na
formação do Quilombo propriamente dita, aparecem B.Negão, Gaspar, Lucas Santtana e Marcelo Yuka, além de novos talentos, caso
de Funkero, Biguli e dos integrantes do BaianaSystem. O Mestre Camaleão, seu mestre de capoeira,
trouxe o berimbau, e Rosângela
Macedo as vozes que evocam o terreiro. De Guyana, via Nova
Iorque, aparece o Mc Jahdan
Blakkamoore, e do Panamá, via Chicago, o Mc Zulu, dois nomes consagrados no dancehall. Já a percussão, assinada
pelo amigo João Hermeto, foi gravada e produzida pelo próprio MagaBo. Antes de elaborar o show
do disco, que deverá ser apresentado em novembro, o musico andarilho realizará
uma grande turnê internacional, priorizando seu DJ set (Europa, em Julho; Estados
unidos, Canadá e México, em agosto; Índia e África do Sul, em outubro). Além da mistura marcante do disco, Maga Bo ainda queria mais e, pouco
depois do lançamento do “Quilombo do Futuro”, ainda lançou um álbum somente com remixes,
ou seja, reinterpretações feitas por nomes como Buguinha Dub, Digital Dubs,
os argentinos El Remolon e Frikstailers, o americano Subatomic Sound System e o
canadense Poirier. Detalhe: está tudo disponível na internet. É para arrastar
as cadeiras da sala e fazer a festa, que o som embala
Em 1972, morando em uma
casa de quatro cômodos no Rio de Janeiro, os Novos Baianos - grupo então
formado porDadi, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira,
Pepeu Gomes e Baby “Consuelo” do Brasil (a única “não baiana” do grupo) -,
compartilhavam o nascimento de “Acabou Chorare”, o melhor álbum da história da
música brasileira segundo a revista Rolling Stone.Celebrando
40 anos deste precioso lançamento, Moraes Moreira, ao lado do filho Davi, sobe
ao palco do Circo Voador nesta sexta-feira (15) para resgatar as memoráveis
faixas deste marco. O show, que já passou pelo Instituto Moreira Salles, Studio
RJ e outras cidades, será antecedido pela exibição do filme “Filhos de João –
Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas.
De “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, até a faixa bônus de “Preta
Pretinha”, o disco traz nove músicas que exaltam toda originalidade sonora do grupo, um misto
único de rock psicodélico e gêneros genuinamente brasileiros – uma sugestão
dada por ninguém menos que João Gilberto. Com “Tinindo Trincando”, “Swing de
Campo Grande”, “Mistério do Planeta”, “Besta é Tu”, “A Menina Dança”, “Um
Bilhete Pra Didi” e “Acabou Chorare”, faixa que intitula o álbum, o show
promete ser inesquecível para aqueles que já se acabaram ao som desses clássicos.
Além das faixas do segundo e mais consistente álbum dos Novos Baianos, a
homenagem aos 40 anos de “Acabou Chorare” no Circo ainda será marcada por
possíveis participações especiais (Pepeu, por exemplo) e pelas histórias que
Moraes deverá contar ao público, como detalhes sobre a elaboração do álbum, a
convivência com os demais integrantes no sítio em Jacarepaguá e muitos outros
causos. Como se não bastasse, a noite ainda contará com a apresentação do grupo
Fino Coletivo e a festa Tupiniquim.
Performances que misturam efeitos audiovisuais e artes cênicas, design, video mapping, 20
projetores, 16 carros e inúmeros artistas, o que poderia parecer uma
pirotécnica blitz da Lei Seca, na verdade, são os elementos que moldam o
Drive-In Rio, evento que segue em cartaz até o dia 22 de junho no Armazém da
Utopia, no Cais do Porto. As atividades começam logo após as sessões da “Havana
Café”, das 21h30 à meia-noite, e possui entrada gratuita (assim com a
peça, que começa às 19h, outra ótima sugestão).
Um dos destaques do programa Cultura e Sustentabilidade, do Ministério
da Cultura, durante a Rio+20, o Drive-In Rio é uma iniciativa do Wunderkammer Latin America, um
coletivo formado por Lucas Margutti (BR), Luke Cooper (UK) e Samuel Moore (AU).
O trio é reconhecido por criar performances fora dos espaços tradicionais,
aliando, sempre que possível, a revitalização de algum local abandonado ou pouco
explorado pela cidade. A primeira edição do Drive-in, por exemplo, aconteceu num galpão da cervejaria
Carlsberg, em 2010, em Copenhage.
Reunindo 16 carros, sendo 14 no interior do armazém e dois do lado de
fora, as instalações e performances do Drive-In Rio são realizadas dentro, em cima e ao lado das
sucatas dos automóveis, as mesmas que ganharam nova vida ao serem adaptadas
como plataforma para diversas manifestações artísticas, como projeções,
performances de teatro, poesia e música. Como o Drive-in Rio integra o calendário de eventos da Rio+20, todos
os artistas envolvidos no evento partem do principio de provocar o público com temas
ligados à sustentabilidade. No geral, a ideia é usar esses “transformers” como
elemento de conscientização através da arte.
Entre os artistas convidados para as intervenções estão Bayard Tonelli
(ex-Dzi Croquettes) com seu menu de poesias; o quarteto Luca de Castro, Cláudia
Borioni, Carol Castro e Bel Sangiardi numa inusitada esquete teatral; Maria
Carolina Telles e Jorge Espírito Santo, que abordam a opressão masculina, e a
atriz Kátia Moraes, por sua vez, recebe convidados em seu Comedy Car, caso da
amiga Cláudia Rodrigues, que se apresentará nos dias 20 e 21. Confira a
programação completa do Drive-In Rio.
ARMAZÉM DA
UTOPIA Armazém 6: Av. Rodrigues Alves, s/n – Centro. 2516-4893 Até 22 de junho, às 21h30. Entrada gratuita.
De acordo
com a previsão do tempo, a mesma que desanimou os cariocas ao apontar que o final
de semana prolongado (para alguns) seria de muita chuva e frio, o sol já deverá
aparecer novamente nesta segunda-feira. No entanto, o melhor mesmo será começar
a semana com um animado festival de jazz. O BMW Jazz Festival começa nesta
segunda, mas a sua programação, que se estenderá até a quarta-feira no Oi Casa Grande,
destaca uma metaleira de primeira linha. Só fera escalados, vale conferir as atrações.
O saxofonista
Maceo Parker, integrante-chave da banda que acompanhou James Brown durante os
anos 60, 70 e 80, é um dos nomes de destaque anunciados pelo festival. Em pleno
dia (noite) dos namorados, o instrumentista sobe ao palco na companhia de Fred Wesley (trombone)
e Alfred “Pee Wee” Eliis (sax), dois excelentes músicos que também acompanharam
o rei do funk. Após um hiato de 20 anos, o trio voltou a se reunir em Nova York
no ano passado e com apenas um desejo: tocar para se divertir (fica a dica!).
Diferente
de sua primeira edição em 2011, que reunia quatro atrações em duas noites, o BMW
Jazz Festival volta ao Rio neste ano com uma programação de três dias e,
por consequência, seis shows. Além da sonoridade funkeada de Maceo Parker e
convidados, o festival, que começou na última sexta em São Paulo, também
apresentará Chick Corea, Clarke & White, Nintey Miles, Trombone Shorty &
Orleans Avenue, Charles Lloyd Quartet e Darcy James Argue’s Secret Society.
Oi Casa
Grande
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon. (21) 2511-0800
Ingressos: De R$ 120 (platéia inteira) a R$ 30 (balcão
meia)
Confirma a programação completa aqui
Se ainda estivesse entre nós, como de certa
forma sempre estará, ele marcaria presença neste show com certeza (e marcará). Era
no palco que o compositor de “Maracatu Atômico” e “Lágrimas Negras” se sentia
vivo. No entanto, menos de uma semana atrás, Nelson Jacobina, aos 58 anos de
música, faleceu em decorrência de um câncer, diagnosticado inicialmente há 15
anos. Apesar desta “ausência” mais que significativa, a Orquestra Imperial
reunirá suas energias para uma apresentação única, dividida entre as lembranças
de seu eterno integrante e a celebração de seus dez anos de história. O baile
dos namorados, como os shows da bigband são carinhosamente chamados, ocorre nesta
quarta-feira, no Circo Voador.
Como se não bastasse seus
20 integrantes, do nível de, entre outros, Thalma de Freitas, Nina Becker,
Rodrigo Amarante, Duani Martins, Kassin, Wilson das Neves e Rubinho Jacobina –
uma das melhores composições do mestre Nelson (que Deus o tenha) -, a Orquestra
ainda contará uma “arretada” convidada, a cantora Dona Onete. Importada
diretamente do Pará, a rainha do “carimbóchamegado” ainda aparecerá com toda sua
banda, liderada pelo guitarrista Pio Lobato. Para justificar o nome do baile deste
seleto clube da música, a noite “dos namorados” ainda terá os tradicionais
brindes aos apaixonados.
No
repertório do show, que faz parte da série Datas Queridas, a Orquestra Imperial
faz uma viagem pelos clássicos da banda, mas com uma atenção especial aos
boleros e baladas. Algumas músicas inéditas do novo álbum do grupo, que possui
o lançamento previsto para o próximo mês, também deverão estar presentes no setlist
deste show. Antes de chegar ao público, esse álbum, assim como todos destinados
a serem bons, já nasce especial. Trata-se do último trabalho com a assinatura de
Nelson Jacobina, que participou da gravação do disco. Atrás do arranha tem um
céu e, depois, tem outro céu, onde uma estrela sempre brilhará. Viva Nelson Jacobina!
Circo Voador – R:
dos Arcos, S/N – Lapa. 2533 0354 Abertura:
22h Horário do baile:
23h30m Ingressos:
De R$ 30 a R$ 60 (meia)
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Com objetivo de convocar "cidadãos do mundo" e entidades para
um abrangente debate sobre o futuro do planeta, o evento do Instituto Humanitare ocorre até o dia 23/06 no apropriado Planetário. Vamos!
Em paralelo às
atividades da Conferência das Nações para o Desenvolvimento Sustentável Rio+20, da Humanidade 2012 e da Cúpula dos Povos, que serão sediadas neste mês no Rio de Janeiro - no Rio
Centro, no Forte de Copacabana e no Aterro do Flamengo, respectivamente -, a agenda Rio+20 e Você apresentará
uma série de eventos para buscar um maior envolvimento da sociedade nas
discussões relacionadas à preservação do meio-ambiente e ao futuro do planeta. Através
de cúpulas, exposições, simpósios, filmes, espetáculos, shows e oficinas, o evento, que foi inaugurado nesta segunda-feira, apresentará suas
atividades até o dia 23/06 no Planetário da Gávea. A entrada é franca, e sua presença
fundamental para a construção de uma nova sociedade. E você, está por dentro?
Vinte anos depois da pioneira
conferência Rio 92, que, apesar de ter sido emblemática, não apresentou tantos
resultados na prática, a Rio+20 volta a reunir os Chefes de Estados para buscar
novas soluções e avanços em diversos temas ainda controversos, como emissão de
gases poluentes, redução da fome e da pobreza e consumo consciente, entre
outros. Diferente do encontro principal, que acaba ficando restrito às
burocráticas decisões dos governantes e aos apelos dos ativistas (do lado de
fora), a Rio+20 e Você, como o nome já adianta, chega com a proposta de conscientizar
e aproximar os cidadãos e instituições de inúmeros tópicos que estão em debate.
Enquanto os acordos e os possíveis tratados se mostram distantes e incertos, as
atrações do evento se encarregam de trazer novas reflexões aos interessados em
uma mudança.
“Falar de Nações Unidas
é falar paixão e de compaixão. O preâmbulo da carta fala que a ONU nasceu para fazer
a paz, melhorias das condições de vida e preservar o planeta. Inspirados nesse
preâmbulo, incentivado pelas Nações Unidas, criamos a Humanitare com o espírito
de servir à ONU, não mais do que isso. E o fazemos por meio de programas,
projetos, eventos integrados à agenda e ao calendário geral do Centro de
Informação da ONU”, afirma Sheila Pimentel, a incansável presidente do
instituto responsável pelo evento inaugurado nesta segunda. Aliás, a cerimônia
de abertura, que contou com a presença do astronauta Marcos Pontes, do representante
indígena Marcos Terena (Pantanal MS) e da ministra do Meio Ambiente, Elizabella
Teixeira, já pôde sintetizar um pouco da diversidade dos assuntos que estão
sendo propostos. Um dos mais respeitados biólogo e ambientalista a nível
mundial, o Dr. Paulo Nogueira Neto, de 90 anos, também fez questão de marcar
presença para receber uma homenagem especial.
Entre as atividades do
Rio+20 e Você, evento correalizado pela Fundação Planetário do Rio de Janeiro,
presidida por Celso Cunha -, algumas atrações se mostram imperdíveis e outras também,
como a Arena Pensando Carreiras Verdes (um encontro de blogueiros), a Cúpula
Mundial de Green Jobs, a Cúpula Mundial de Economia Criativa e Turismo Verde e a
Cúpula Mundial de Cidadania e Voluntariado, além da parceria com o Festival
Fora do Eixo, que trará atrações musicais e cênicas. A programação do evento se
mostra bem completa e abrangente, mas o que se destaca mesmo é o sentimento em
comum dos envolvidos em construir um mundo melhor. “Um mundo do amanhã. Não só
esse mundo que agente enxerga hoje que tem resultados e conseqüências daqui a
duas horas, mas o mundo dos nossos filhos, o mundo que vai continuar caminhando
e levando adiante o que estamos plantando (...) O mundo está em nossas mãos”,
como ressalta Sheila.
Confira a programação
completa aqui e visite o site para se inscrever nos eventos!
Dando continuidade ao seu ideal de pacificação
musical, o projeto Santa Musica Faz!, que se destaca ao apresentar festas em
diversas comunidades pacificadas, ocupará o Morro dos Prazeres em Santa Teresa neste sábado (02
de junho) com uma diversificada tropa de musicos e DJs. O trio BossaCucaNova, a Orquestra do Casarão, a
banda Feijão Coletivo, a festa Vinil é Arte (dos DJs Tuta e MBgroove) e a fusão
do DJ Nando Leal com o violoncelo de Lui Coimbra são algumas das atrações esperadas, mas terá muito mais. Divido em três espaços – Casarão, Doce Mel e Campão/Colina -, o evento começará a partir
das 15h com um cortejo do grupo Candombe na entrada (gratuita) do morro.
Após
levar um piano de cauda para a Mineira em fevereiro, cordas no Chapéu Mangueira
em março e sopros para a Providência em abril, os DJs e suas picapes envolvidos com o projeto chegam aos
Prazeres com o objetivo de apresentar novas propostas musicas aos moradores da
região e também às pessoas que aparecem para prestigiar o projeto. “Artistas como
Marcelinho Da lua e Nado Leal tocam máquinas contemporâneas que mesclam pick
up, mixer, cdj, scratch e computadores, fluindo com grande musicalidade junto
aos instrumentos tradicionais”, explica Roberto de Freitas, da Roda de Produção,
a produtora que realiza o evento, patrocinado pelo Governo do Estado, ao lado
do Coletivo Santa Música.
Antes de seguir em direção à Mangueira, Macacos,
Cidade de Deus, Salgueiro, Batan, Tabajaras, Turano, Complexo do Alemão, Borel
e Rocinha, o Santa Música Faz!, que também abre caminho para a formação de
produtores culturais, fixará seus ideais nos Prazeres para que
os próprios moradores possam recriar eventos que fomentem a diversidade
artística no lugar, além da questão do emprego e da renda. Através de uma
parceria com o Sebrae, o
projeto deverá formar 300 jovens empreendedores nessas comunidades pacificadas até
o final do ano, formando a chamada “Rede de Agentes Santa Música”. De fato, a música é
santa...
Serviço
Santa Música Faz!
Entrada da comunidade na Almirante Alexandrino:Cortejo da banda Candombe (15h) Quadra da Barreira, na Rua Gomes Lopes, 12 (Próximo ao Casarão dos Prazeres/Base da UPP): Palco Livre (15h30), Orquestra do Casarão (18h), Bossacucanova (19h),Lui Coimbra e Nado Leal (20) e Feijão Coletivo (21h) Espaço Doce Mel, na Praça Doce Mel s/nº, com acesso pela Rua Gomes Lopes: Dj Loa (18h), Zé do Rock (19), Festa Vinil é Arte (20h) e Dj Corello (21h) Campo da Colina, na quadra de grama sintética localizada no alto da comunidade, com acesso pela Praça Doce Mel: Os Cocos (15h), Samba Zé Samba (16h) e Marlon e Helô (17h)
Desta
sexta-feira (01) até o dia 11 de junho, a cidade do Rio de Janeiro vira palco do “Cena Brasil
Internacional”, festival teatral que apresentará 23 espetáculos
ao público carioca, sendo 14 nacionais e mais nove de companhias estrangeiras.
Com 16 peças inéditas em sua programação, o evento será apresentado em quatro
espaços: CCBB, Praça dos Correios, Casa
França-Brasil e no restaurante Cais do Oriente. Os ingressos terão preços populares,
de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), e algumas atrações ainda terão entrada franca.
É para aplaudir de pé, sem dúvida!
Entre
as companhias estrangeiras, aparecem a belga Point Zero, com “Três Velhas” e “A
Escola de Ventriloquos”; a espanhola La Varanda, com “Ninguém quer Acreditar”,
e a portuguesa Teatro Marionetas do Porto, que, com mais de 35 espetáculos no currículo,
apresenta a peça “Frágil”. A National Theatre of Scotland, com suas montagens
em locais incomuns, também marca presença no festival com “A Estranha Ruína de
Prudencia Hart”, enquanto a programação ainda inclui mais duas companhias
colombianas e uma chilena. Entre as nacionais, os destaques são os grupos Armazém
Companhia de Teatro e o Amok Teatro, que fazem as estréias nacionais de “A
Marca da Água” e “Histórias de Família”, respectivamente.
Além
dos espetáculos, todas as companhias que participam do Cena Brasil Internacional também
apresentarão uma série de workshops, residências artísticas, palestras e
oficinas – todas abertas ao público. No desfecho do festival organizado pelo (ex)advogado
e produtor teatral Sérgio Saboya, dia 11 de junho, o CCBB ainda sediará um
grande fórum para selecionar as quatro companhias nacionais que serão premiadas
com exibições em festivais internacionais, mais especificamente o de Avignon
(França) e o de Edimburgo (Escócia). Mas, neste verdadeiro intercâmbio teatral,
quem ganha mesmo é o povo, que, para incentivar eventos como esse, tem a
obrigação de conferir... a programação completa em:www.cenabrasilinternacional.com.br.
Quem passou pela
Cinelândia neste início de semana certamente pôde reparar a nova cara do
respirador da estação do metrô, na Praça Mahatma Gandhi. É que o painel de dez metros com a imagem de Gilberto Gil, que completa 70 anos agora em junho, não passa
despercebida nem mesmo aos olhos de quem está habituado a andar apressado pelo
local. Entre Ayrton Senna, Oscar Niemeyer, Carmem Miranda e Pelé, o artista
baiano e ex-ministro da Cultura acabou sendo o escolhido para ilustrar o
trabalho de Walter “Wally” Contipeli e da mulher, Alessandra “Alita” Montanari,
do coletivo Orticanoodles, de Milão - ambos especialistas em estêncil com ícones pop,
como comprova o presente dado ao cantor e ao centro do Rio.
A ação do casal
italiano integra o projeto “Mural Itália-Brasil”, que explora a mistura de conceitos de arte urbana entre artistas de
ambos os países e possui curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Depois de passar por Brasília e Salvador, a parceria chegou ao Rio
e ainda trouxe o paulista Ozi Duarte, que homenageou os cariocas com uma versão
contemporânea de São Sebastião, o santo padroeiro da cidade. Inspirado na imagem de Pietro Perugino, um pintor
renascentista do séc XV, o artista grafou o seu “Menino do Rio” no outro lado
do (agora) famoso respirador do metrô Cinelândia. Além da intervenção no centro, o projeto também levou suas
cores à comunidade do Vidigal, local que até pouco tempo atrás, assim como o tal do respirador, parecia
passar despercebido pela cidade, ou era abordado somente em enquadros.
Surpresos com a segurança e a tranqüilidade da comunidade, o casal de artistas
italianos, que ganhou notoriedade com retratos hiper-realistas de Frida
Kahlo, Andy Warhol e Margaret Thatcher, subiram o morro como se estivessem em Milão
para darem “toques especiais” nas paredes do Vidigal. Entre as ruas, becos e vielas,
locais onde a arte habitualmente não costuma passar, aparecem a imagem do pintor espanhol Pablo Picasso,
do artista e ativista social Keith Haring e da italiana Rita Levi-Montalsini, de 103 anos, Prêmio Nobel de Medicina. Já Ozi, que também marcou presença no Vidigal,
apresentou um Lênin tirando truques da cartola, como se fosse um mágico nada simpático. Após percorrer as três cidades, o projeto será concluído com uma exposição contendo uma seleção de imagens
dos trabalhos realizados por todos os artistas envolvidos. Essa mostra deverá ser aberta ao público a partir do dia 25 de junho. Fiquem ligados, nas paredes!