sábado, 18 de agosto de 2012

#50

Mohandas: é etnopop na lata

Dona de uma curiosa e rica sonoridade, (in)definida como “etnopop”, a banda mohandas chama o público para transformar o sonho do primeiro álbum em realidade. É ouvir e participar!!!

A maioria das bandas possui bases em amizades cultivadas desde os tempos de colégio, em sessions descompromissadas e, é claro, na afinidade musical (amor à música). Os amigos crescem; o som também, e o que era “apenas pelo prazer” começa a ganhar comprometimento, ou seja, assumir a função de sustento – é ai que o sapato aperta, mas isso não vem ao caso. Ao menos, não ao caso dos mohandas (seguidores de Krishna, do hindu), que, neste aspecto, ainda caminham descalços, mas com passos firmes e bem dados. Formada em meados de 2010, a banda, que atualmente conta com seis integrantes (antes eram oito) – duas mulheres e quatro homens -, prepara o lançamento de seu primeiro álbum, a ser financiado através de crowdfunding. O processo, que não foi escolhido por acaso e sim por questão de ideais, está em andamento e precisa de pouco mais de R$ 6 mil para atingir a cota necessária, enquanto o prazo termina em menos de duas semanas. Ao se deparar com essa energia e esse curioso “etnopop”, sonoridade que, segundo o vocalista Dudu Lacerda, é caracterizada pela fuga dos limites e definida pela indefinição, a contribuição é tida como certa, basta ouvir essa mistura.



“A banda começou se justificando pela necessidade urgente que tínhamos de nos expressar musicalmente. É claro que nosso contexto de amizade, de afinidades musicais e culturais, azeitou o encontro. Mas começamos com o intuito de tocar mesmo, uma coisa meio ‘idílica’, romântica. Logo, as coisas foram evoluindo para uma situação mais formal, no sentido de querer ‘montar um trabalho’, ou seja, construir algo voltado pro mercado da música, um trabalho que pudesse fazer nosso som circular”, explica Dudu (percussão e voz), uma das seis cabeças da banda, que também conta com Bel Baroni (percussão e voz), Diogo Jobim (teclado e sintetizadores), Micael Amarante (guitarra/sax), Nana Orlandi (percussão e voz) e Pedro Rondon (baixo e guitarra). Do primeiro show, realizado em fevereiro de 2011, dentro da piscina de uma casa no Cosme Velho, a banda amadureceu muito, lançou um elogiado EP e foi buscar a interação com o público, isso sem falar na ousadia e na originalidade do som – uma levada meio ska, misturada com ritmos regionais e, às vezes, cantada em francês com vozes femininas e masculinas. Tudo isso cultivado e “vivenciado” na “etnohaus”, a casa em Botafogo onde funciona o estúdio, a sala de produção e ponto de encontro do grupo e amigos (o QG).


“Nossas influências não se esgotam na arte musical, mas passam também por informações de outras artes, da dança, do cinema, do teatro, da arquitetura, da literatura, da poesia, da vida na cidade e por aí vai. Tudo o que vivenciamos e que nos impacta, de certa forma, acaba sendo digerido e regurgitado coletivamente em nossa música”, explica o vocalista. Mas que som seria esse? A resposta viria na lata: etnopop!, o que abriria espaço para uma nova pergunta. Além do título do primeiro álbum da banda, que terá entre nove e 12 faixas – todas autorais  -, etnopop ressignifica um pensamento sobre uma prática musical e, ao mesmo tempo, ‘funciona’ muito bem como rótulo de mercado, uma maneira de incomodar o pré-conceito, o pronto, o genérico, o vício das pessoas em querer encaixotar tudo - como argumenta Dudu, que ainda ressalta: “não é paradoxo, é linha de encontro de opostos complementares. É o homem e a máquina, a natureza e a tecnologia, o fogo e a água e o 3, que contém o 1 e 2. É um pretexto pra gente se desvencilhar de rótulos fáceis, e também para não ter que responder com clichês as perguntas sobre nosso gênero musical”. 


O som inusitado dos mohandas não possui uma receita certa, mas consegue se justificar muito bem na pluralidade de seus integrantes - fotógrafos, atores, VJs, acrobatas, editores e antropólogos, todos com uma paixão em comum: a música. “A sonoridade reflete totalmente a formação cultural dos integrantes da banda, isso não tem a ver especificamente com o fato de termos duas mulheres, mas com o caldeirão que se forma da soma das nossas diferentes personalidades e gostos. O lance de não sermos apenas homens cria uma peculiaridade não apenas estética, mas também emocional. As meninas trazem doçura – e também, quando em vez, uma urgência, uma atitude e um senso de desejo super decidido, que vou te dizer… ‘sai de baixo!’”, revela o vocalista, que não poupa elogios ao falar do lado “elas” do grupo. “Trazem também um outro horizonte de pensamento, de visão de mundo, de necessidades, sei lá, isso sim é difícil definir. Mas posso dizer que é um trunfo, um ganho e um, como dizemos, ‘plus a mais’”, completa.


Apesar de todo o trabalho que envolve o lançamento de um álbum, ainda mais o primogênito, os mohandas garantem que sempre encontrarão tempo e vontade para dar continuidade a já famosa série de apresentações na Pedra do Leme, conhecidas como “mohandas on the rocks”. Espécie de ensaios abertos, em meio a girassóis, luzes coloridas e máscaras, esses shows foram fundamentais para consolidar a sonoridade proposta e, principalmente, para aproximá-la do público. E, pelo jeito, continuarão sendo, já que a série segue na ativa. “Creio que enquanto existir mohandas, vai existir 'mohandas on the rocks'. Não é uma coisa que tenha periodicidade certa, é uma relação que temos, primeiro, com o próprio espaço, com a necessidade de estar com o trabalho 'na rua', e segundo, com as pessoas, tanto o público que já é cativo e fiel, quanto algumas pessoas que somam forças produtivas com a gente. Temos essa parceria com a Vanusa, do Quiosque do Leme, que é uma figura genial, uma mulher guerreira e que tem uma cabeça empreendedora, como a nossa”, revela Dudu, que, antes de finalizar, ainda fala como anda a gravação do álbum. “As bases já estão gravadas, temos ainda que terminar de gravar alguns instrumentos, vozes e etc. Depois, o trabalho segue com mixagem, masterização, prensagem, as recompensas para os devidos apoiadores do projeto e a divulgação. Aí, se Deus quiser, é estrada, palco e o ciclo recomeçando mais uma vez”. Que assim seja, mohandas!

Participe e contribua com o etnopop dos mohandas. 


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sábado, 11 de agosto de 2012

#49

Make My Day: uma festa entre amigos

Restrita a amigos e convidados, a Make My Day chega para dar início a um novo conceito de festa de música eletrônica no Rio de Janeiro. E, pelo jeito, ninguém vai querer ficar de fora. Make it! 

Na falta de casas noturnas voltadas à musica eletrônica “underground”,  as festas da cena carioca têm se reinventado, trilhado novos caminhos e surpreendido seus amantes com uma série de inovações – fato que apenas reflete o alto nível das atuais produções no Rio de Janeiro. Casarões a beira mar, cinemas eróticos do centro e espaços em comunidades, para quem achou que já tinha visto de tudo, ainda não ficou sabendo da última: a Make My Day, uma confraternização, literalmente, “entre amigos e convidados”.  Além da preocupação com a questão do espaço e, é claro, da sonoridade, o evento da vez chama atenção por trabalhar um ousado conceito, o da exclusividade. Restrito somente a 400 pessoas (conhecidas), o evento realiza sua primeira edição neste sábado (11/08) em uma mansão, no mínimo, absurda e rodeada de verde, enquanto o line-up, que dispensa comentários, fica por conta dos DJs Godi Osegueda, Oscar Bueno, Eli Iwasa e o hermano Ricky Ryan (ARG). É, essa parece que veio para ficar... Make Our Day!



Partindo do principio de que “conexão é tudo nessa vida” - como defende Giseli Duarte, uma das idealizadoras do projeto -, a Make My Day é uma festa que nasceu da relação entre amigos (Giseli, Michel Filho, Daniel Benedini e Ivana Poato, entre outros) e, por isso, se preocupa em promover o “networking” e ampliar as redes sociais da vida real. “É uma festa entre amigos e cabeças pensantes. Terá grafiteiros, advogados, empresários, produtores, artistas, a galera da moda... Enfim, uma festa eclética, que além de se preocupar com o local, DJs e decoração, também traz a preocupação de estimular novas conexões”, explica a Giseli. Seguindo esta linha, os idealizadores decidiram elaborar um esquema de seleção de público, definindo 20 “indicadores” que, como o nome já adianta, indicam mais dez amigos (“os convidados”), responsáveis por levar mais um “acompanhante” e pronto: a teia esta armada (totalizando 400). Como não há venda de “senhas” (R$50) na porta, os demais interessados podem mandar um email e aguardar a lista, sendo que o endereço só é liberado cinco horas antes de o evento começar.


O projeto, que a principio deverá ser trimestral para não cair numa rotina, previsivelmente deverá ocorrer em um local diferente a cada edição, mas sempre considerando os mesmos critérios: localização, conceito arquitetônico e estrutura – algo capaz de corresponder toda a beleza natural da cidade maravilhosa. O espaço onde ocorre esta primeira Make My Day, por exemplo, reúne tudo isso e muito mais. Além do visual do entorno, a mansão ocupada - uma construção em concreto repleta de quinas e pontas – ainda conta com amplos gramados e uma chamativa piscina, sem falar na suposta cabine do DJ. Quanto à decoração, quem assina é o Studio Neps, da própria Giseli, e a Vidigaleria, que cederam algumas de suas artes para dar um pouco mais de colorido. Reunindo todos esses ingredientes, o conceito foi lançado, e a festa, que já deu o que falar antes mesmo de sua estréia, está na atividade. Para quem se animou com a ideia de um dia assim, a dica é ficar ligado, já que desta ninguém vai querer ficar de fora. Make My Day, Make It Happen!


Saiba mais sobre o projeto Make My Day:
contatomakemyday@gmail.com

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

news


Nina Becker leva Gambito Budapeste ao Oi

Íntimo, feito a dois e fruto de muito amor, o disco Gambito Budapeste (YB Music/ Bolacha), de Nina Becker e Marcelo Callado, foi elaborado em paralelo à gravidez da cantora, aos demais projetos solo do casal e, ainda assim, antecedeu o nascimento da filhota. Antes da pausa para a chegada do “baby”, o casal também encontrou tempo para realizar alguns shows de lançamento. O último da série, destinado ao público carioca, ocorre nesta quinta-feira (09), às 21h, no Oi Futuro Ipanema.

Apesar de ter sido finalizado somente agora, Gambito Budapeste - não necessariamente a tática usada no xadrez - reúne músicas que já haviam sido feitas no convívio, mas ainda não registradas. Sem muita noção de técnicas de gravação, o álbum apresenta uma sonoridade orgânica, quase crua e amparada em muitos instrumentos inusuais aos dois (tem até toque de telefone). Ou seja, o disco é daqueles feitos em casa, incluindo as visitinhas dos amigos. “Um disco feito de pequenos momentos do convívio do casal, um pouco do que acabou transbordando da vida particular”, como explica a cantora Nina Becker em um texto de divulgação do álbum.

Com coprodução do televisivo Carlos Eduardo Miranda e do próprio Callado, baterista das bandas Cê (do setentão Caetano Veloso) e Do Amor, o álbum Gambito Budapeste apresenta 13 faixas inéditas e autorais – com exceção de “Armei a Rede”, assinada por Assis Valente (o mesmo de “Brasil Pandeiro”) e Arsênio Ottoni. Da balada romântica “Cadê Você?” ao folk de “Packing to Leave”, o casal descreve em detalhes suas experiências e (des)encontros, tudo em forma de música – como a trilha sonora de uma história de amor (à música).

Oi Futuro de Ipanema
R: Visconde de Pirajá, 54. Ipanema. 3201-3010
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia)
Lista amiga: R$ 10 (
gambitobudapeste@gmail.com)

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domingo, 5 de agosto de 2012

#48

Clubbing: música eletrônica na Lapa

Em sua segunda edição, a festa apresenta os DJs Luiz Pareto, Hopper e os residentes Mike Frugaletti e Vivi Seixas, que também fala sobre seu novo álbum – “Se berrarem toca Raul, eu toco.”

A mais carioca das noites - a da Lapa -, antigo reduto dos boêmios e dona de uma mistura única, é tida como uma “noite para todos”, mas não acaba(va) atraindo aqueles que estão em busca de uma boa festa de música eletrônica. A associação com o samba, a falta de casas noturnas interessadas e até mesmo a distância da atraente zona sul poderiam ser algumas das supostas barreiras para manter essa lógica, no entanto, nenhuma delas parecia ser justificável. Ao menos, não para o produtor Eron Quintiliano, que, ao ver toda estrutura oferecida pelo bar Leviano (Av. Men de Sá, 47), não hesitou em querer mudar este cenário com a criação da Clubbing, uma festa mensal com pretensão e conceito para se tornar referência no assunto. Após sua calorosa estréia, que contou com Brazilian Wax (Pedro Piu e Krishna Gomes), Renato Cohen, Aninha (Warung) e o casal residente (Vivi Seixas e Mike Frugaletti), a festa mostra para que veio ao anunciar o line-up de sua segunda edição: Luiz Pareto (de peruca) e Giulliano “Hopper”, dois nomes de destaque  da cena nacional, além dos residentes. Na pista de baixo, o som fica por conta do Botafogo Social Club (Doug Gray/UK & Jan Roldanus/UK), enquanto no videomapping aparecem os VJs Harebow Lex, Raphael Jansen e Natalia Tanus. “Homenagem ao Malandro” à parte, quem aparecer por lá neste sábado (11/08) não vai perder a viagem.


“Particularmente, eu gosto muito da Lapa. Acredito que atualmente é o grande centro noturno do mundo e continuará sendo, pelo menos, pelos próximos cinco anos. Vejo muito funk, hip hop, dub e discotecagem e, um ano por aqui, confesso que não vi nenhuma noite eletrônica de referência. Após fazer algumas produções, eu conheci o Leviano e fui surpreendido pela boa estrutura da equipe e da casa – para mim, a melhor de médio porte na cidade. Com o tempo, conhecendo melhor o socio-proprietario Leo Bettamio e também o programador Bruno Almeida, resolvi apresentar o projeto "Clubbing", afirma o rodado produtor, que também assina outras noites na casa ao longo da semana. Depois de receber aval para tocar sua ideia adiante, Eron Guintiliano pensou logo em convidar Vivi Seixas, filha do eterno Raul Seixas, e seu marido, o americano Mike Frugaletti, para assumir a residência e a escolha das atrações da festa. “Logo que apresentei o projeto para Vivi, ela gostou do nome e do projeto como um todo, e aceitou o convite para nos ajudar a fazer tudo isto vir a acontecer”, detalha Eron.


Animada com o convite e com o desafio de participar de um projeto de música eletrônica na Lapa, a DJ Vivi Seixas, que já toca há mais de oito anos, também não esconde a alegria de dividir a residência da Clubbing com o “maridão”. “Tocar junto é maravilhoso. Combinamos que sempre um irá abrir a festa e o outro fechar, e vice versa. Mike e eu temos o gosto musical bem parecido e, por isso, evitamos trocar muitas musicas para não ficarmos com o mesmo som. Às vezes, quando eu gosto muito de uma track dele, eu troco por uma track minha que ele curta. E assim vamos... Mike tem muitos anos de experiência na minha frente, gostamos muito de pedir a opinião um do outro”, afirma Vivi, que exalta que a festa será voltada para a house music e suas vertentes. “É claro que um bom techno também entra. Queremos focar em musica boa.  A ideia é termos participação de dj´s/produtores locais, nacionais e um internacional”, completa. Além de levar música eletrônica de qualidade à Lapa, a Clubbing também se destaca por trazer mais uma opção de festa em um novo clube. “O Rio de Janeiro anda meio carente de clubes. Com o fechamento do Dama de Ferro, só nos restou a Fosfobox. A chegada da Clubbing vai mudar a cara da Lapa, e o Leviano tem uma estrutura ótima: são dois andares, com uma pista para 600 pessoas, um Sound System de qualidade e uma parede de vidro com vista para os Arcos da Lapa”, exalta Vivi.

Se gritar toca Raul, eu toco.

Filha de um dos nomes mais marcantes da história da música brasileira – o mais pedido, com certeza -, Vivi Seixas parece lidar bem com esta questão, mesmo trabalhando uma vertente musical supostamente bem distante do genuíno rock de seu pai. No entanto, o lançamento de um curioso e quase obrigatório projeto mostra que estabelecer conexões entre essas sonoridades não é uma missão nada impossível. Isso porque, até o final do ano, Vivi deve apresentar seu esperado disco de remixes de músicas do Raul. Intitulado "Geração da Luz", o álbum será elaborado em parceria com o marido Mike Frugaletti e o produtor Plinio Profeta e também contará com a participação de músicos como Donatinho, Alamo Leal, Arnaldo Brandão e Pedro Augusto. “O cd dá uma roupagem nova às musicas do meu pai, sem perder a sua identidade e mexer em suas letras, que são tão maravilhosas. Agora, quando berrarem 'TOCA RAUL', eu toco!”, brinca a DJ, que ainda convida os amantes da boa música para ouvir um som na noite deste sábado no Leviano.



Leviano
Avenida Mem de Sa, 47 – Lapa. (21) 25075779
Entrada (Antecipado):
Fem: R$ 25/Mas: R$ 35
Lista Amiga: R$ 20 (ate as 0h)

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sábado, 4 de agosto de 2012

#47

The Rio You: o doce olhar de Patrícia

Reunindo “fotografias em primeira pessoa”, o projeto The Rio You, de Patrícia Thompson, revela histórias de lares e interiores, mas não deixa os anfitriões de fora do foco. E você, conhece?   

Entre, não repare a bagunça. Pois bem, é fato que as características de uma casa podem revelar muita coisa sobre a personalidade de seus moradores, assim como os ambientes carregam memórias e vestígios capazes de descrever histórias impossíveis de serem escritas. Com intenção de passar adiante essas narrativas através de imagens, a fotógrafa carioca Patrícia Thompson, formada na Parsons School of Design e nas movimentadas ruas de Manhattan, elaborou um curioso projeto de interiores para reunir esses causos todos: o The Rio You. “Não foi uma escolha pelo tema, mas sim uma descoberta. Gostava mais de andar fotografando pelas ruas de Nova York, onde morei por seis anos, do que ficar no estúdio fotografando moda ou portraits. Fotografava e estudava o conteúdo. A exploração da minha identidade artística foi um processo intuitivo; sempre fui mais atraída por construções e formas gráficas do que pessoas como tema”, revela Patrícia.


Após rodar o mundo e conhecer diferentes lugares inspiradores, a carioca da Big Apple, apaixonada por fotografia desde os tempos de escola, passou a compartilhar esses cenários, mas com foco em sua própria interpretação da história. A ideia surgiu ainda nos Estados Unidos, mas só foi desenvolvida e trabalhada no Rio, após seu retorno no meio do último ano. No entanto, a experiência adquirida na concrete jungle foi fundamental para essa realização, como adianta o próprio nome do site (The Rio You). “Tinha vontade de criar um projeto fotográfico sobre as casas das pessoas. Interesse meu em ver como a idéia de ‘lar’ varia de pessoa para pessoa e conhecer histórias de vidas contadas através de seu ambiente. Um projeto digital, ‘updated’ semanalmente, como uma forma de divulgar minha fotografia de interiores”, detalha a fotografa, ressaltando que, neste caso, “o valor da imagem está na capacidade de valorizar o ambiente”.


Dentro dos lares, mas sem querer ficar falando com as paredes, Patrícia começou a mudar sua postura de “fotógrafa voyeur” para “fotógrafa em primeira pessoa” e, com isso, passou a enquadrar melhor sua convivência com o anfitrião. Ou seja, além das descritivas imagens e de sua “viagem visual”, a fotógrafa carioca sentiu a necessidade de falar mais sobre sua experiência com o ambiente, um fato que, como Patrícia mesmo defende, tornou os “posts mais narrados e íntimos”. “O texto foi uma característica que amadureceu ao longo do projeto. Como não sou escritora, gosto de colaborar com amigos jornalistas. Isso acelera meu processo de edição e me dá a oportunidade de compartilhar meu trabalho com profissionais que admiro”, explica. Com essa troca e complemento, as visitas fotográficas de Patrícia tornaram-se ainda mais interessantes; afinal, quem não se interessa por lar/interiores e design, se interessa pela vida alheia (rs!).


Apesar da exaltação do luxo e do requinte ser uma característica marcante e quase inevitável da fotografia de interiores, a proposta do The Rio You, neste aspecto, parece não ser restrita a essa espécie de padrão. “A verdade é que não dou preferência para ambientes de luxo; muitos são recomendados. Não conheço a maioria dos interiores antes de fotografá-los. Adoraria começar a fotografar no Vidigal, por exemplo, onde imagino ter casas muito especiais, com vista deslumbrante. O interessante é a variedade de lares, do Vidigal à Vieira Souto, uma casa vivida, onde o dono se envolveu em personalizar seu espaço”, aponta a fotógrafa sem disfarçar o entusiasmo: “Estou virando uma referência do tema, e as pessoas estão me procurando com mais freqüência. O The Rio You está crescendo e ainda tem muito para crescer. Quero que o projeto vire uma referência internacional, e adoraria viajar o mundo fotografando novos hotéis, fazendas antigas, casas de praia, etc... Sei que o melhor ainda está por vir!”.  Em outubro, por exemplo, Patrícia (na foto abaixo) apresentará uma exposição solo na Huma Art Projects, no Humaitá. The Rio You e você, conhece?


Confira a página do The Rio You - www.therioyou.com
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

news


Eddie lança Veraneio no StudioRJ
Precursora do movimento Manguebeat, que eternizou Chico Science e sua Nação Zumbi, e uma das responsáveis pela consolidação da “tabacuda” levada pernambucana, a banda Eddie, formada no final da década de 80, desembarca em terras cariocas para apresentar seu mais novo lançamento - Veraneio, o quinto álbum de estúdio. Virado num caldeirão borbulhante de punk rock, surf music, samba e, é claro, frevo, o show ocorre nesta sexta-feira (03), a partir das 22h, no StudioRJ. Na sequência, a noite fica por conta da Festa Verde e Amarelo, com o DJ Janot.
Depois de lançar “Sonic Mambo” (1998), “Original Olinda Style” (2003), “Metropolitano” (2005) e “Carnaval no Inferno” (2009) - todos independentes -, a banda acirrou ainda mais sua característica mistura para formar o “Veraneio” (2012), que conta com 11 músicas inéditas e ainda traz o vocalista Fabio Trummer, compositor de “Quando a Maré Encher”, cantando em falsete na faixa “O Saldo da Glória”. Trata-se de uma Eddie ainda mais ousada e segura (que o som não tem receita não).

Com participações de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) e Karina Buhr, este novo trabalho da banda Eddie, que já encontra-se disponível para download, conta com canções para dançar juntinho, ouvir numa tarde entre amigos de frente para o mar e até “batendo cabeça”.
 Segundo Trummer, “a música é orgânica e não segue padrões de exatidão, uma música popular urbana do Brasil". No entanto, melhor que ouvir as músicas é ouvir as músicas no show (aos vivos), onde o público consegue entender melhor o sentido do “original Olinda style”.    
Saiba mais informações sobre a banda Eddie. http://bandaeddie.com.br

StudioRJ  http://studiorj.org/
Av.
Vieira Souto, 110. Arpoardor.
Entrada: R$ 40 (inteira) R$ 20 (lista amiga).

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terça-feira, 31 de julho de 2012

news


Bip-Bip leva roda de samba à Gamboa

Dentro da série “Eduardo Gallotti convida”, que ocorre todas as quartas-feiras, no Trapiche Gamboa, os sambistas de uma das rodas mais tradicionais do Rio de Janeiro - a do Bip-Bip (foto), bar fundado no dia do AI-5 (13/12/1968) -, chegam para dividir a mesa com o famoso “kit samba” (apelido de Gallotti nos anos 80, quando o mesmo rodava a cidade na companhia de seus instrumentos). Aos adoradores do bom samba, trata-se de duas excelentes opções, já que o seu “Alfredinho”, o amável proprietário do reduto dos últimos dos boêmios, estará no Bip nesta quarta (01) para receber a geral e, como de costume, mandar um belo esporro.

Fundador da roda do Sobrenatural, em Santa Teresa, a do Candongueiro, em Niterói, e do Empório 100, uma das primeiras da Rua do Lavradio, o músico e compositor Eduardo Gallotti, que também aparece com grande relevância no ressurgimento musical da Lapa, é um dos que se preocupam em manter viva a tradição dos músicos em torno da mesa, formação de bagunça cada vez mais escassa. Aliás, essa suposta preocupação acaba sendo comprovada com convite feito à turma do Bip, que, por sua vez, continua fazendo sua parte na mágica garagem da rua Almirante Gonçalves, em Copacabana.

Diferente dos distantes e ensaiados shows de palco, as rodas de sambas são mais democráticas e abertas ao improviso, e os músicos, que não costumam cobrar cachês nestas ocasiões e tocam pelo prazer de tocar, possuem liberdade suficiente para variar o repertório, emendar músicas e, o melhor, cantar ao lado da moçada. A do Bip-Bip e a do Eduardo Gallotti, no Trapiche Gamboa, seguem essa mesma essência, a essência do genuíno samba carioca. É só chegar, que as casas estarão abertas...

Antes de partir, confira um esporro do Alfredinho.rs!


Trapiche Gamboa
Rua: Sacadura Cabral, 155. Praça Mauá.

Bip-Bip (21)2267-9696
Rua: Almirante Gonçalves, 50. Copacabana.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

news

Festas eletrônicas esquentam sábado à noite

Seguindo um antigo e eficiente lema - a união faz a força -, a já conhecida festa Blend, fruto da reunião dos núcleos Tropical Beats, La Folie e Bootleg, volta à tona para realizar mais uma edição daquelas (imperdíveis). Diferente das anteriores, que contou line-ups amparados em artistas internacionais do nível de Jamie Jones, Art Department e Denniz Kurtel, a noite deste sábado terá a intenção de exaltar a brasilidade e, principalmente, bom momento das produções nacionais, seja de São Paulo/Campinas, Belo Horizonte ou da casa mesmo. O som será para gente grande, e a noite, no mínimo, memorável.

Neste caso, não precisa ser adivinho para saber que a pista no Cais da Imperatriz (R: Sacadura Cabral, 145 – Centro) ficará pequena para acomodar as atrações anunciadas: Renato Ratier, proprietário do clube D-Edge; Eli Iwasa, a "japa" que sempre quebra tudo quando vem ao Rio; Digitaria Live (foto), o casal (Daniel Albinati e Daniela Caldellasmineiro que não costuma comer quieto; Bed & Breakfast, o duo formado por Márcio Careca e João Paulo, e Diogo Reis (Moo). Isso sem falar no lightpaint de Henrique Madeira, no videomapping do DCM Studio e nos clicks de Patrick Gomes. Segura!

Morro eletrônico

Enquanto isso, no Vidigal, a Morro Eletrônico promete fechar com chave de ouro a série de festas na Casa Alto Vidigal, o hostel que fica no alto da comunidade. Isso porque, após o agito deste sábado, o local passará por reformas. Ou seja, a festa a céu aberto não terá hora para acabar e, como já adianta o flyer, levem os óculos escuros, que a galera costuma ficar para aproveitar a vista do nascer do sol. Nas carrapetas, aparecem Léo Mafra (SP) e Mike Frugaletti (RJ/EUA), residente da festa Clubbing. Simbora subir o morro, eletrônico!

Serviço Morro Eletrônico:
Casa Alto Vidigal - como chegar? 
Entrada: R$ 15 (c/ convite)
R$ 25 (c/flyer ou lista amiga até as 2h)
R$ 35,00 na porta
R$ 50,00 depois das 2h

WELCOME DRINK (Caipirinha!) até a meia noite! 
Vai ter vans (R$4) e mototaxis (R$5) a noite toda!
IMPORTANTE: A casa não trabalha com cartões!

Serviço Blend:
Cais Da Imperatriz.  R: Sacadura Cabral 145, Centro.
Entrada:R$30 (promocional antecipado)*
R$50 (na hora) *valores sujeito a alteração.

Pontos de Venda :
Z.BRA Hostel - Av. General San Martin 1212 - Leblon
Books Hostel - Rua Francisco Muratori, 10 - Santa Teresa
Supernova Tattoo - Tijuca Off-Shopping 314 loja 345M
Inspire-se Bazar - Galeria River - loja 41
Balada Mix - Av. Érico Veríssimo, 843 - Barra


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quarta-feira, 25 de julho de 2012

news


Mostra reúne nata da arte urbana em shapes

Apresentando um panorama da atual arte urbana carioca em shapes de skate, já que o assunto é rua, a mostra Multigrab Expo Shapes volta a ocupar o Galpão Hélio G. Pellegrino (da Comlurb) em sua quarta edição. Nesta quinta-feira (26), dia da inauguração e confecção das tábuas, o evento ainda destaca mais uma série de atrações (das 18h às 22h), como obstáculos de skate, música, customização, painel de graffiti criado pelos artistas, site especific (arte em ambiente) concurso de paper toys e outras surpresas.

Idealizado pelos artistas Luís Otávio Madruga e João Bives, com produção ao lado de Bruno Big, o projeto apresentará nesta edição shapes ilustrados por 42 artistas, todos já reconhecidos nas ruas do Rio de Janeiro. Ao longo de suas edições, mais de 80 artistas já passaram pela Multigrab, enquanto os trabalhos são, no mínimo, surpreendentes. Neste caso, devido à grande quantidade de artistas envolvidos, a observação entre os diferentes estilos também impressiona. A visita é obrigatória, e a entrada é gratuita. Só chegar e conferir.

Confira os artistas envolvidos nesta edição: Acme, Afa, Alex Mothe, Ananda Nahu, Anarkia, Antônio Bokel, Big, Bives, Bobi, Bunys, Chico21, CH2, Combone, Cove, Criz, Denne, Doria, Duda, Gloye, Gustavo Barbosa, I zolag, Joana Cesar, Jou, Kajaman, Life, Mack, Madruga, Magrão, Mateu Velasco, Ment, Mottilaa, Nextwo, Nitcho, Preas, Rafael Uzai, Rafo Castro, Rena, Rodrigo Villas, SWK, Tarm, Toga, Vagner Donasc, Wilbor e Rogério Cândido (cenotécnico).

Confira o teaser da festa:


 

Abertura:
Endereço: Padre Leonel Franca, s/nº - Gávea.
Aberto à visitação de 27 de julho a 14 de setembro

Horário: Segunda a sexta, das 9h às 17h

terça-feira, 24 de julho de 2012

#46

BoraTrazer: DJ´s da gringa no Rio

Seguindo a mesma linha do ‘Queremos’, mas com DJ´s, o projeto de arrecadação coletiva chega para suprir a carência de nomes internacionais na cena eletrônica carioca. E ai, BoraTrazer?

“Como posso trazer os melhores DJs do mundo, mudar o cenário da música eletrônica no Rio de Janeiro e ser VIP de verdade em uma festa de grande porte?”. Nessas alturas da noite, essa missão seria restrita somente aos últimos dos homens morcego. Mas, o BoraTrazer, um projeto de arrecadação coletiva que segue a mesma influencia do já bem-sucedido Queremos, também é capaz de apresentar respostas para essas três perguntas em alto e bom som - ao menos, esse é o objetivo. “O Queremos nos serviu de inspiração com certeza! Como aficcionado por música que sou, já fui a alguns shows do projeto e chegamos à conclusão de que a idéia serviria como uma luva para a carência de DJs internacionais em festas na nossa cidade”, aponta o produtor e DJ Binho S., um dos idealizadores da iniciativa, que, por sinal, já começa a sair do papel nesta quarta-feira (25), na Fosfobox. A noite do lançamento do site (www.boratrazer.com.br) contará com os DJs João Paulo, Marcio Careca e Ricardo Estrella. Bora lá!!!


“A viabilização de eventos como esse, através do crowdfunding, possibilitará que DJs internacionais, que geralmente só passam por São Paulo, Floripa e outras poucas cidades, também possam tocar no Rio e em uma noite bacana, com estrutura e qualidade”, completa Binho S., que assume o Boratrazer ao lado do também produtor e DJ Rafael BZ e do designer gráfico Marco Gomes, responsável por toda parte visual do projeto. Além do lançamento do site, o BoraTrazer também abre a votação para definir a principal atração de sua primeira festa, marcada para o dia 14 ou 28 de setembro (dependendo do DJ escolhido).  Aliás, a escolha dos Djs acaba sendo um diferencial do projeto, enquanto o suposto artista perdedor ainda poderá participar de outras disputas. Desta forma, o mata-mata da vez fica entre: Morgan Geist, um experiente DJ americano que vem chamando atenção com o atual projeto Storm Queen (festa dia 28/09), e o alemão Thomas Schumacher (festa dia 14), que, como o nome já adianta, acelera qualquer pista com sua mistura de techno e techhouse. E ai, a decisão é sua (nossa), e o prazo se estende somente até o dia 30/07.(os reembolsáveis serão vendidos já no dia seguinte, 31).


A carência de DJs internacionais, assim como a falta de bandas já foi um dia, é uma reclamação unânime na noite do Rio de Janeiro. No entanto, o bom momento da cidade e, principalmente, de seus artistas e produtores acabam suprindo a falta de investimento para seguir surpreendendo o público, que, por sua vez, mantém acesa essa chama (que eles aparecem). Neste caso, o próprio sucesso dos projetos artísticos de arrecadação coletiva comprova que as pessoas não querem apenas ir à festa, mas investir e fazer a bagunça também – como explica Binho S.: “Achamos justo que o cara que investiu em um ingresso reembolsável, ajudou a trazer o artista, mobilizou os amigos, fez campanha para o projeto e ajudou confirmar a atração internacional, pague um valor mais barato que o da bilheteria normal (ainda não há definição de valores). Assim, nosso “investidor”, além de poder ir de graça à festa (caso atinja a cota necessária), na pior das hipóteses, vai pagar o preço mais barato no ingresso (caso a cota não seja atingida, mas o evento seja confirmado). Afinal, ele “trabalhou” para isso e foi fundamental para que o evento acontecesse. A gente quer que ele se sinta realmente importante”.


“Foi a partir das nossas próprias dificuldades em realizar eventos, com pouco ou nenhum recurso, que identificamos no modelo de crowdfunding a possibilidade de mudarmos a cena eletrônica da cidade. Já estamos trabalhando no processo do projeto há quase um ano e só agora conseguimos concretizá-lo, graças aos esforços dos amigos, parceiros e de muito trabalho de pesquisa”, completa um dos idealizadores, que ainda exalta que a proposta não é competir com os demais artistas da cena, é contribuir e fortalecer. A festa ainda não possui muitas definições (como locais e freqüência de edições), mas o conceito já foi apresentado e a primeira edição deve ocorrer em um espaço inédito no centro. “Acho que a mobilização de quem está insatisfeito com a atual cena eletrônica poderá tornar essa mudança possível. O público, ávido por novidades e festas de qualidade, é o principal objeto de mudança deste cenário. Se cada pessoa que curte DJs internacionais de qualidade, em festas com boa estrutura, acreditar no projeto e se mobilizar para fazê-lo acontecer, temos certeza de que essa mudança poderá acontecer mais rápido do que se imagina”, finaliza o produtor e DJ.

Fosfobox
R: Siqueira Campos, 143. Copacabana.
www.fosfobox.com.br

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

#45

NOON esquenta: que a festa é boa

Perto de completar seu primeiro ano, a ‘dayparty’ à carioca, assinada pelo casal de DJs Flow&Zeo, segue transformando o sábado dos amantes da boa festa com suas calorosas edições de inverno. 

Imagine um típico sábado no Rio de Janeiro, daqueles esplendorosos, na praia e com muito sol. Pois bem, pensando em aproveitar essa energia e sob influencia das “dayparties” de música eletrônica do verão europeu, caso da Rebel Rave, Get Lost e Off Sonar (Barcelona), o casal de DJs Flow&Zeo (Tropical Beats), em parceria com Cláudio Rocha Miranda, Pedro Schmitt e Arnaldo de Merian (sócios da 00), iniciou esse conceito na cada vez mais comentada cidade maravilhosa. Assim nasceu a festa Noon, a “after beach” que tem transformado os finais de semana dos amantes da boa música e, é claro, da boa festa. “Pensamos em algo que combinasse com a cultura do carioca, em um horário que ainda não fosse explorado por festas de música eletrônica. Algo fora do convencional mesmo”, aponta o casal, que neste sábado (21), em mais uma calorosa edição de inverno, recebe o DJ Ricardo Estrella, Highclass Underground (Marcos Leta e Rodrigo Peirão) e Luke Solomon. Aliás, esse respeitado artista da cena house inglesa ainda estará lançando o álbum “Cutting Edge” e presenteará os 40 primeiros que chegarem. Noon para!!!


Após a primeira edição em setembro de 2011 com o americano Danny Daze, que despontava no momento com o EP "Your Everything", lançado pelo selo Hot Creations, a festa “noon” parou mais. Brincando com o lema “sábado à tarde tudo pode mudar”, a dayparty “acariocada” conquistou o público logo em suas primeiras edições e, após algumas tardes inesquecíveis, aparece como uma das principais da cena eletrônica no Rio – do ponto de vista da pista, principalmente. Apesar do clima chill out, com direito a comidinhas, jardins e pufes, a festa sempre esquenta ao som de reconhecidos DJs da cena nacional e internacional, que não se incomodam em adequar a mão para fazer um som em plena tarde. “O line-up é escolhido cuidadosamente, buscando artistas com experiência e sensibilidade, que consigam entender o clima da festa e transpor através da música”, completa o casal, que também faz questão de exaltar o trabalho do design Junior Cerpa, com projetos específicos para cada estação, além da cenografia da Arteficial e das projeções do DCM Studio.


Em relação ao som, o peso da assinatura Flow&Zeo já indica que a coisa é séria, e o line-up acaba comprovando, tendo em vista que a festa já apresentou nomes como Dj.T, Tanner Ross, Miguel Campbell, Tale of Us, Subb-an, Daniel Bortz e Manik, além dos nacionais Nepal, Leo Janeiro, Ricardo Estrella, Mary Zander, Matera, Dubshape, Marcio Careca, Nana Torres, Dri.k e João Paulo, entre outros. No final de tudo, o mais complicado acaba sendo se despedir do público, que, na carência de festas deste nível, não quer ir embora nem com a chegada das vassouras. “O horário no início era das 16h às 22h. Após algumas edições, estendemos naturalmente até a 0h. Então, agora, de 16h às 22h, a festa ocorre no deck (área externa) e depois é transferida para dentro (no club), onde continua pulsando até a 0h”, explica a dupla.



Além das atrações desta 14 edição, Highclass Underground, Ricardo Estrella, que ultimamente tem se destacado com o projeto Rockerr (ao lado de Kriptus “Nytron” Gomes) e o internacional Luke Solomon, a festa já possui outros no “gatilho”. “Podemos citar alguns artistas já confirmados, como Laura Jones, Adana Twins e o Maxxi Soundystem, que tocará na edição especial de um ano, dia 15/09”. Good, after... Noon!

Flow&Zeo 12 anos
Celebrando 12 anos de carreira e “atravessando um ótimo momento”- como reconhecem -, o casal Flow&Zeo, que no último ano lançou o live act "Tea Lyrics" em parceria com Kriptus Gomes, parece se multiplicar para dar conta de tanto projetos, de qualidade. Além de rodar o Brasil com suas gigs, a dupla carioca também tem se dedicado muito ao estúdio, produzindo músicas em colaboração com Gabe, Marcello V.O.R., Bubba e Oliver Klein, entre outros, e à produção de eventos (com outros labels de festas, caso da Blend, Soma, Level, High e outras). Isso sem falar na administração da gravadora Tropical Beats e nos lançamentos que estão para sair em renomados selos, como Eletronique (U.K.), Nervous (N.Y.) e um EP em vinil pela Kote Records (U.K.). Em setembro, o Flow&Zeo coroará essa celebração (à vida) com sua sexta tour na Europa, que já conta com seis datas confirmadas entre Alemanha, Dinamarca e Amsterdam, onde acompanharão o The Amsterdam Dance Event (ADE).  

00 Cozinha Contemporânea
R: Padre Leonel Franca, 240 – Gávea. Tel: (21) 2540-8041
Entrada: R$ 35

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terça-feira, 17 de julho de 2012

news

Mostra "Divina Comédia" na visão de Dalí

Apresentando uma coleção de 100 gravuras do pintor surrealista Salvador Dalí, todas inspiradas em uma das maiores obras da literatura mundial – “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri -, a exposição “Dalí: A Divina Comédia” impressiona ao trazer para o Rio de Janeiro um material tão precioso e “acidulante”. A mostra, que estreou nesta terça (17) e se estenderá até o dia 2 de setembro, encontra-se em cartaz na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25). Imperdível.

Encomendada pelo governo italiano na década de 50 para celebrar os sete séculos desta obra, considerada o salto da transição do pensamento medieval ao renascentista, a coleção de 100 gravuras de Dalí foi elaborada justamente com a intenção de ilustrar o ácido texto de “Divina Comédia”, mas na sua visão surrealista – é claro. Apesar de ter feito gravuras para outras obras importantes, como “Alice no País das Maravilhas” e “Dom Quixote”, o gênio espanhol tem nessa série um de seus mais apreciados e respeitados trabalhos. O melhor, ao alcance de seus olhos (desacreditados).

As imagens surreais de Dalí inspiradas na “Divina Comédia”, obra que narra uma viagem por três mundos (Inferno, Purgatório e Paraíso) através dos personagens Dante (o homem), Beatriz (a fé) e Virgílio (a razão), também exaltam uma singularidade gritante na obra destes dois gênios. Neste caso, as gravuras presentes na mostra conduzem o publico à viagem imaginária de Dante, desde os círculos infernais na companhia de Virgílio, até ao centro da terra, onde encontram Lúcifer. Depois, o homem retorna à superfície para escalar a montanha do purgatório e, guiado pela amada Beatriz, ser admitido no paraíso. E que viagem.
Além da exposição, promovida pela Arte A Produções, com apoio do Instituto Cervantes, a Caixa Cultural ainda abrigará uma série de atividades complementares, como visitas guiadas, oficinas aberta ao público e o lançamento de um catálogo com textos críticos e reproduções das imagens da coleção de Dalí.

Caixa Cultural - Galeria 3 
De terça a domingo, das 10h às 21h. 
Mais informações: http://www.caixacultural.com.br

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

news

Players, um festival da cultura de rua no 00

“As diferentes formas e expressões da cultura e arte urbana em quatro edições”, esse é o principal mote do Players Festival, evento que abre sua série nesta terça-feira (10) e se estende até o final do mês (17, 24 e 31) no 00. Para acomodar melhor suas atrações, que não são poucas, o “players” se divide em dois horários: By Day (de 17h às 22h), que  possui entrada gratuita e destaca mostras, painéis, oficinas, b.boys, skate, moda e muito mais; e By Night (de 22h às 5h), com os melhores shows, Mc’s e Djs, caso do sujeito homem Rappin Hood, Negralha (O Rappa), Mc Rapadura, André Ramiro, Karol Conká + DJ Nave, B Negão, X Will e DJ Kl Jay. Se liga!

Em sua segunda semana, o Players desta terça-feira (17) segue a mesma receita da semana anterior, mas com energia renovada. Desta vez, quem faz a festa são os DJs Christian K e Eletrobase (com Saci e Lulinha), além da revelação Mc Rapadura (foto) + André Ramiro e DJ Nepal. Já a sessão live paiting será pura Anarkia. É, deste jeito, novamente o 00 ficará pequeno para tanta arte e rua. 


Já a abertura, que contou com Mc Akira Presidente na apresentação da festa, foi embalada ao som dos DJs Bruno Vinelli, LP (Luv/Febarj) e Negralha (O Rappa), além do rapper Rappin Hood. Para dar uma engrossada no caldo, a noite ainda contou com um live painting assinado pelo Instituto Wark, que também mostrou seus grafites durante o dia. DJ Nino, Mc Luck (GBCR) e uma batalha de B-Boys também estiveram presentes na programação do esquenta.


Outro destaque importante no anúncio do Players Festival é o preço: R$ 20, o antecipado
. Na hora, antes da 0h, são R$ 25, depois R$ 30. Quem chegar antes das 22h, no By Day, ainda ganha o “free-pass” (só os maiores de 18). Como a entrada é praticamente gratuita, a questão principal não é preço, e sim a interação... com a arte e, principalmente, com a rua.


00 Cozinha Contemporânea
R: Padre Leonel Franca, 240 – Gávea.
Mais informações no Facebook do festival

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domingo, 8 de julho de 2012

news

Mart’nália canta seu novo 'rock' no Terezão

Em mais uma atração da série “Dia de Biscoito”, projeto musical que conta com curadoria da gravadora Biscoito Fino, a cantora Mart’nália volta a Copacabana - onde se apresentou ao lado do pai Martinho da Vila na última sexta-feira, dia do aniversário do bairro mais carioca do Rio (06/07) -, para mais três noites de festa e, desta vez, no Theatro NET Rio. De segunda (09) até quarta (11), a eterna sambista sobe ao palco para cantar o repertório de seu mais recente trabalho, que deixa a cuíca, o pandeiro e o tamborim um pouco de lado, mas segue entre os “bambas”. “Não tente compreender” é o título do álbum, que teve direção e produção musical assinada por Djavan.

“Não tem como dar um tempo do samba, mas queria brincar com outras coisas. Nunca cantei rock’n’roll, resolvi me desafiar”, explica a cantora, que gravou até um rock de Nando Reis neste novo disco – o décimo de sua carreira. “Há alguma coisa na voz dela que quase machuca, pois parece ancestral. É como se tocasse em sentimentos ancestrais de sua própria história”, afirma o compositor da inédita Zero Muito. Veja mais sobre essa inusitada parceria em: http://vimeo.com/caju/faixa13

Gilberto Gil (“Eu te Ofereço”) e Caetano Veloso (“Demorou”) são outros que também colaboraram com as faixas inéditas, como as parcerias da artista com Arthur Maia (“Surpresa”) e com Ivan Lins e Zélia Duncan (“Serei eu?”). A música que intitula o disco, “Não Tente Compreender”, é uma regravação da música de Marisa Monte e Dadi, mesmo caso de “Vai Saber” (de Adriana Calcanhotto) e “Reversos da Vida” (de Martinho da Vila).  Essas músicas do novo álbum certamente estarão no show, que conta com luz de Ney Matogrosso, mas os antigos sucessos de Mart’nalia também estarão presentes no repertório (“Cabide”, é claro).

Além das três noites ao som do novo disco de Mart’nália, o projeto “Dia de Biscoito”, que apresenta um grande nome (com grande preço) da cena musical a cada semana, ainda terá Alcione (16 e 18) e Paulinho Moska (23 e 25) na programação do mês de julho. “O Terezão sempre teve uma tradição muito grande com a música brasileira. Desde quando reinauguramos o teatro temos esse compromisso de continuar oferecendo os melhores shows ao público”, diz Frederico Reder, o ator e produtor que articulou a renovação da casa. Conhece? Então vale tentar a meia e conferir.

Theatro Net Rio – Sala Tereza Raquel.
Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja. (21) 2147 8060

Ingresso: R$ 150,00 (Plateia) e R$ 100,00 (Balcão) 
Meia: Idosos, estudantes, assinantes O Globo e NET.
Horário: 21h.
 Site: www.theatronetrio.com.br

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