terça-feira, 13 de novembro de 2012

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Oghene Kologbo traz África ao Vidigal

Combinação de música yorubá, jazz, highlife, funk, percussão e efeitos vocais, o afrobeat - de Fela Kuti & África 70 - tomou forma e ganhou força pouco após a independência da Nigéria. Em um contexto conturbado e violento, a música assumia a função de identidade e transgressão ao (rea)firmar as raízes culturais africanas. O lendário guitarrista Oghene Kologbo, que acompanhou o ícone criador do gênero ao longo de 39 álbuns, foi um dos protagonistas dessa revolução e, por isso, chega ao Rio de Janeiro como a principal atração da África, “selo de festas” que realiza sua primeira edição nesta quarta-feira (14/11), véspera de feriado, na famosa Oficina do Jô – uma espécie de casa de shows da comunidade do Vidigal.

Além da ilustre presença da Kologbo & Orchestra, fato que já torna a festa imperdível, a África ainda completa sua celebração à música negra “de A a Z” com Ajax, um projeto de "Afro Disco" e "Exotic Beats" dos experientes DJ's Gustavo MM e Filipe Mustache, Lucio Branco (Soul Baby Soul/Makula) e Thomas Harres, baterista da Abayomi Afrobeat Orchestra, que trará algumas de suas raridades para abrir a pista. Para quem gosta de músicas dançantes, do afrobeat até suas derivações mais modernas, passando pelo funk, soul e jazz, a festa é África. Vidigal? Sim, só subir... o morro é da gente, viva Kologbo!


Oficina do Jô: Av. Presidente João Goulart, 275. Vidigal.

Ingressos:
Lista: R$ 20 (até 00h), R$ 30 (até 01h) R$ 35 (após 01h)
Sem Lista: R$ 50
Moradores do Vidigal (antecipados em qtd. limitada): R$ 15

Mais informações sobre a África.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

#59

CIO: após 15 anos de SP, chega ao Rio!

Após 15 anos de noite na pauliceia desvairada, a festa idealizada pela DJ Gláucia ++ chega ao Rio e, o melhor, para ficar. A primeira edição ocorre neste sábado (10/11), no Catrin, na Lapa. No CIO!

Há 15 anos botando os paulistanos para dançar em plena quarta-feira, o CIO - festa que se confunde com a própria história da cena eletrônica na pauliceia desvairada - chega ao Rio neste sábado (10/11) não para contar um pouco deste muito, mas para dar início a uma nova fase do projeto. Trata-se do CIO no Rio, que, mesmo antes da chegada, já anuncia que a vinda não será só de passagem – outras virão. Para dar vida à primeira edição em terras cariocas, o agito contará com um verdadeiro “mixto” de SP-RJ nas pick-ups (CDjs),  com Paula Chalup, Márcio Vermelho e a idealizadora Glaucia ++, além dos locais RM2 e Nana Torres, umas das envolvidas pela inédita presença do CIO na cidade maravilhosa. A outra é a produtora Marlize Mazi, responsável por tirar a festa de sampa. Ou seja, o CIO da mulherada, agora, é de todos aqueles que não dispensam uma boa noite de som.


Antes da chegada ao Rio – bem tardia, por sinal -, o CIO percorreu uma longa e bonita trajetória dentro da cena eletrônica paulistana e, por conseqüência, nacional. Iniciada no “cult” The Cube em 1997, a festa passou por inúmeras casas noturnas de São Paulo, como Egotrip, Torre do Dr. Zero, Stereo, Massivo, Ultralouge e Beat Club, se profissionalizou com seis anos de D-Edge e, atualmente, anima as noites de quarta no Lions Night Club, além das saidinhas. “O CIO já passou por Belo Horizonte (Deputamadre), Campo Grande (Noturna), Brasília (no finado Drops) e, entre 2003 e 2005, ficou um tempo parada. Mas, a minha vinda para SP e a vontade de levá-lo para passear fez com que acreditássemos que o projeto seguia com força para ir a outras cidades. Assim, nos juntamos com a Nana Torres e fizemos o CIO no RIO”, explica Marlize (na foto abaixo (esq) ao lado de Gláucia.).


Em tempos onde uma pessoa compra os equipamentos, veste os trejeitos, avisa os amigos, aperta um play e já se diz DJ, o que uma festa precisaria reunir para permanecer 15 anos na ativa e em alto nível? Mesmo sem receita certa, no mínimo, ela teria que contar com “dedicação, parceiros de verdade e sempre se reciclar”, como aponta Gláucia ++, que ainda ressalta o lado resistência: “O público até hoje é a maior dificuldade, de mantê-los e agradá-los. O CIO passou por várias casas porque achávamos que seria interessante mudar e sempre foi bom, acabou melhorando a nossa festa”. Já para Marlize, que é a “produtora itinerante”, a missão é outra. “Quero que as pessoas de outros estados também possam desfrutar desse projeto, que sempre tem DJs de qualidade e sempre com pessoas queridas envolvidas”, aponta.


Para animar ainda mais aqueles que estão pensando em conferir a festa - considerada uma das melhores de São Paulo neste ano -, a anfitriã, uma paulistana nata, chegará com a intenção de matar... de matar a saudades da energia dos cariocas da gema. “Toco no Rio há muitos anos, desde 2000. É difícil falar de um lugar que você não frequenta e não toca há dois anos, mas o que eu posso falar é que eu adoro tocar na cidade maravilhosa. Adoro as pessoas e a pista”, aponta Gláucia, que ainda finaliza com uma irônica chamada: “Vem para o CIO você também, vem!”, rs!!!

Catrin: Av. Mem de Sá, 63. Lapa.
Preço: R$ 20 (na lista) R$ 30
Lista amiga: projetociorj@gmail.com

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domingo, 4 de novembro de 2012

#58

Do Bem: um caminho à base de fruta 

Iniciada há pouco mais de dois anos pelo ex-engravatado Marcos Leta, a empresa carioca de “bebidas de verdade” segue sua expansão nacional e ainda vai pra areia. É marketing e fruta fresca!!!

Enquanto tomava um suco de laranja no BB Lanches do Leblon após um cansativo dia de trabalho, um ex-estagiário do Grupo Votorantim, que há pouco deixava seu “emprego chato” no mercado corporativo para investir em algo diferente, teve ideia do que poderia estar à procura: “Por que não fazer um suco parecido com este, apenas com frutas frescas, sem água, açúcar, conservantes e corantes, e em caixinhas legais?", pensou na ocasião Marcos Leta, empreendedor que decidiu enquadrar sua gravata para fundar a empresa de bebidas Do Bem. No entanto, a marca, que chegou aos mercados do Rio em 2009, só virou realidade depois de meses de viagens e pesquisas sobre o processo de fabricação de sucos naturais, já que o objetivo era produzir “o mesmo suco feito em casa, só que em uma escala um pouquinho maior”. Hoje, pouco mais de dois anos depois de ter partido em busca de inovações e com 13 produtos em sua linha, a empresa carioca colhe os frutos de um modelo muito Do Bem (elaborado) - com um crescimento anual de 250% em receita - e parte atrás de uma nova meta: “oferecer bebidas verdadeiras para o Brasil inteiro”.


“Não vemos a nossa postura como estratégia. Construímos a Do Bem do zero e, quando montamos a empresa, decidimos que seria diferente de tudo o que estávamos cansados de ver no mercado. Isso pode ser visto na nossa comunicação, do site às caixinhas”, aponta Marcos Leta, que ressalta que, no início, este conceito chegou a causar certa estranheza neste segmento regido por grandes multinacionais e bebidas com água, aditivos, açúcares e adoçantes. As caixinhas bem-humoradas e divertidas da Do Bem, por exemplo, substituem os tradicionais “fure aqui!” e “agite antes de beber” por “vai com tudo!”, “agite (as laranjas agradecem)”. Outro item que se destaca na moderninha Tetra Pak da empresa dos “sucos de verdade” é a média de frutas por litro. No caso do de laranja são 17 – 12 a mais do que as empresas concorrentes costumam usar. “Mantemos-nos fiel ao nosso objetivo de fazer bebidas 100% naturais em caixinhas coloridas e divertidas, que traduzem todo o posicionamento da marca e já podem ser encontradas em 3 mil pontos de venda em todo o país”, completa o empresário.


Percorrendo o caminho Do Bem em paralelo à sua expansão nacional – hoje já presente no Sul, Sudeste e em Brasília -, a empresa de Marcos Leta, aos olhos do mercado, fez uma revolução à base marketing e de fruta fresca, enquanto que, para os consumidores, acabou suprindo uma carência existente nas gôndolas com proximidade e identificação. “Os consumidores estavam ávidos por produtos que fazem bem à saúde e possuem um conceito mais jovem, por algo diferente das bebidas que estavam sendo encontradas no mercado”, reconhece Leta, que, de empreendedor, também passou a se aventurar como DJ à frente do projeto HighClass Underground ( ao lado do DJ Rodrigo Peirão). Aliás, sob direção de um ex-engravatado e representando o novo modelo de empresa de sucesso, as inovações evidentes nos produtos Do Bem (e não no subproduto dos refrigerantes) também fazem parte do cotidiano da empresa, como o “havaiana day”, que ocorre todas às sextas, e uma espécie de muro de lamentações, onde os funcionários - 30 atualmente - penduram os traumáticos objetos que caracterizavam seus empregos anteriores. É essa filosofia acariocada de companhia que anda matando a sede dos mais exigentes pelo Brasil a fora.


Com 12 fazendas fornecedoras entre o interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul (junto às vinícolas), de onde as frutas já saem processadas, refrigeradas e armazenadas à vácuo, a Do Bem realiza seu envase em Guarulhos, na grande São Paulo, local onde a matéria prima chega de caminhão todas às madrugadas. Na fábrica, para garantir sua pureza e qualidade, o suco é pasteurizado uma única vez e, posteriormente, volta a ser embalado à vácuo na caixa longa vida (vida longa). Neste processo, que não recorre ao uso de conservantes, a bebida possui uma validade de apenas quatro meses e, por isso, pode ser considerada fresca, já que, na indústria tradicional, as bebidas costumam ter uma validade entre 12 e 24 meses. Além das inovações no preparo, na postura e, inclusive, no produto, a empresa - dentro de sua nacionalização, mas sem se afastar da essência carioca - anuncia mais algumas novidades aos consumidores do Rio. Trata-se da venda direta nas areias e em galões, como a do tradicional mate (ou morra). “A ideia surgiu para dar mais opções para um público que busca cada vez mais bebidas saudáveis e puras nas areias do Rio”, declara Leta, que ainda avisa que a venda será feita por vendedores próprios para garantir higiene e qualidade. Das casas de fruta do Rio ao Brasil inteiro, esse é o caminho Do Bem!

Saiba mais sobre a Do Bem

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

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Studio RJ celebra ano com show de Criolo


Com origens firmadas no famoso Baixo Augusta - a Lapa carioca em SP - o Studio RJ seguiu a mesma linha da matriz e, após um ano de praia, já é a maior onda, meu. Tanto é que para celebrar o primeiro aniversário, nesta quarta-feira (31/10), a casa recebe o rapper Criolo (aka artista do momento) para fazer a festa. Além da atração principal e seu “Nó na Orelha”, a noite ainda contará com os DJ´s Nepal, Marcelinho Da Lua, Alê Youssef e Plínio Profeta.

No telhado do “happyhourístico” Astor, o Barril 1800 de outrora, e de frente para o Arpex, o Studio RJ, no mesmo espaço onde também já rolou o Jazzmania, fixou sua proposta com base no bom atendimento e, principalmente, na programação, que te torna íntimo da casa facilmente. Nesta quinta-feira (01/11), por exemplo, rola a festa Halloween I Love Pop, enquanto na sexta (02/11) tem Móveis Coloniais de Acaju e, no sábado (03/11), Letuce – de Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos. É ficar ligado.

Já nesta quarta, a casa ficará pequena para receber Dj Dan Dan (voz), Daniel Ganjaman (teclados), Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico), Guilherme Held (guitarra), Maurício Alves (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta), Sergio Machado (bateria) e Kleber Cavacante Gomes – o Criolo (Doido), do Grajaú e da Rinha dos Mc´s.  Hoje, depois de dar um nó na orelha da rapaziada, Kleber ganhou reconhecimento, foi premiado e tocou com renomados artistas, de Mulatu Astatke a Ney Matogrosso e de Caetano a Chico, mas não deixou de ser Criolo. As músicas estão na boca da galera, e o show é foda. Parabéns Studio RJ!

Studio RJ.
Av. Vieira Souto, 110. Arpoador.
Mais informações: http://studiorj.org/

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

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Plataforma Rio é teatro, circo e dança a R$ 1


Iniciado pela Prefeitura no último ano para colaborar com a difusão internacional das peças produzidas no Rio de Janeiro, o projeto Plataforma chega a sua segunda edição com mais de 20 espetáculos em sua programação e, o melhor, todos a R$ 1. Com cerca de 50 programadores do mundo inteiro na platéia, a mostra, que reúne alguma das melhores produções de teatro, dança e circo da cidade, começa nesta sexta-feira (26/10) e se estende até a próxima quinta (01/11). Para dar início à maratona, a Companhia dos Bodrés apresenta a peça “Instantâneos” no Teatro Ipanema, enquanto a Lona Crescer e Viver, um espaço situado na Praça Onze, recebe o circense “Univvverrsso Gentileza”, inspirado no imaginário do Profeta Gentileza (Gera Gentileza). A Lona também servirá de palco para a apresentação do Circo Strada, que prestará uma homenagem ao próprio circo e suas figuras típicas.

Para dividir melhor suas atrações, escolhidas entre mais de 180 espetáculos inscritos, a mostra será dividida em duas partes: circo e teatro, entre os dias 26 e 29 de outubro, e dança, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, enquanto as peças serão apresentadas no Espaço Cultural Sérgio Porto, Centro Cultural Hélio Oiticica, Teatro Carlos Gomes, Galpão Gamboa, Centro Coreográfico, Espaço SESC e Teatro Imperator, além dos já citados. “O projeto Plataforma Rio foi criado para colaborar na difusão internacional das artes cênicas produzidas na cidade, ao trazer para a cidade curadores de diversas nacionalidades com experiência em festivais e mostras internacionais”, diz Emilio Kalil, Secretario Municipal de Cultura.

A programação destaca as peças “Julia”, de Christiane Jatahy; “Ato de Comunhão”, com Gilberto Gawronski,“Noites Brancas”, de Thierry Trémouroux; “201”, de Dulce Penna de Miranda; “Farnese de Saudade”, de Vandré Silveira; “O Homem Que Amava Caixas”, da Artesanal Cia. de teatro, “Inaptos”, da Cia. de Teatro Anonimo; “Apropriação”, de Bel Garcia, e “Amerika”, de Joelson Gusson.

Já a de dança terá “100 Gestos”, da Cia Dani Lima; “Que as Saídas Sejam Múltiplas / Conarca”, de Alice Ripoll; “Por um Fio”, de Mimulus Cia. de Dança; “As Canções que Você fez pra Mim”, da Focus Cia. de Dança; “O Homem Vermelho”, de Marcelo Braga; “Na Pista”, da Cia. Urbana de Dança; “Tão/Avà, o Homem que Caminha”, da Cia. Sociedade Masculina; “Arquitetura do Samba”, da Arquitetura do Movimento; “Espalha pra Geral”, de Denise Stutz & Felipe Ribeiro;“Aventura entre Pássaros”, do Atelier de Coreografia, e “Camélia”, de Márcia Milhazes Cia. de Dança.

Confira a programação completa aqui.

PLATAFORMA RIO 2012
De 26 de outubro a 1º de novembro
Preço: R$ 1,00 (um real)

Locais:
Espaço Cultural Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163 – Humaitá.
Teatro Ipanema - Rua Prudente Morais, 824 – Ipanema.
Centro Cultural Hélio Oiticica - Rua Luís de Camões, 68 – Centro.
Lona Crescer e Viver – Rua Carmo Neto, 143 – Cidade Nova.
Teatro Carlos Gomes – Praça Tiradentes.
Galpão Gamboa – Rua da Gamboa, 279 - Zona Portuária.
Centro Coreográfico – Rua José Higino, 153 – Tijuca.
Espaço SESC – Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana.
Teatro Imperator – Rua Dias da Cruz, 170 – Méier.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

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Caradura mostra arte urbana no cinema

Herdando toda ousadia e rebeldia das obras espalhadas nas ruas da cidade, a mostra Caradura – que de tão “na cara dura” chega a ser internacional de cinema de arte urbana, a primeira desta temática no país -, começa a exibir seus filmes nesta terça-feira (23/09), na Caixa Cultural - Cinema 2 (Rua Almirante Barroso, nº 25, Centro). Com mais de 30 títulos em sua programação, entre curtas e longas metragens, documentários, ficções, animações e filmes experimentais - todos com entradas a R$ 2 -, o projeto ficará em cartaz até o dia 4 de novembro, com sessões às 14h (sab. e dom.), 16h e 18h. Aos domingos (27/10 e 4/11), o evento ainda promove um debate aberto para aproximar o público das questões que envolvem o cinema e, é claro, as artes urbanas.

Em um panorama histórico e social da produção audiovisual sobre arte urbana da década de 80 até os dias atuais, a Caradura, que conta com curadoria do produtor e realizador chileno Pablo Aravena, diretor do filme “Next: a Primer on Urban Painting”, destaca trabalhos de renomados cineastas, como os franceses Chris Marker e Agnès Varda, e clássicos documentários da cultura urbana, como a produção “Style Wars” (foto), vencedor do prêmio de Melhor Documentário no Festival de Sundance em 1984, e “Bomb it”. 

“É muito importante uma iniciativa como a mostra Caradura, principalmente para fomentar a produção audiovisual sobre a arte urbana brasileira, que é tão reconhecida e admirada fora do país. A programação vai apresentar mais de 30 filmes, dos quais dois longas e quatro curtas são produções brasileiras. A realização de filmes sobre esse tema no Brasil ainda é algo muito novo, mas já acontece”, afirma o cineasta e curador Pablo Aravena.

No entanto, mais “na cara dura” que a própria mostra foi a produtora Arissas Multimídias, de Clarissa Guarilha, Clarissa Pivetta e Lara Frigotto, que aprovou o projeto neste ano no edital de ocupação dos espaços da Caixa Cultural e ainda arrecadou mais R$ 5 mil no Movere (em crowdfunding) para dar vida a esse sonho, ou seja, cobrir os custos dos transportes das cópias, direitos de exibição, traduções e legendas eletrônicas e cachês dos debates, entre outras despesas que não estão no papel. No final, a missão foi cumprida, a semente plantada e, certamente, outras virão, mas essa ninguém poderá ficar de fora. Vamos?!!!

Abaixo, confira a programação até domingo (27).

Terça 23/10
16hs
Proibido Pixar: Nova York, de Trevor Tweeten | 7', 2012, FRANÇA
Style Wars, de Tony Silver | 69', 1984, EUA
18hs
Taba, de Marcos Pimentel | 16', 2010, BRASIL
Megunica, de Lorenzo Fonda |80', 2008, ITALIA

Quarta 24/10
16hs
A sombra irregular dos muros, de André Lavaquial | 15', 2009, BRASIL
Qualidade de Vida, de Benjamin Morgan | 84', 2004, EUA
18hs
Proibido Pixar: Nairobi, de Eva Munyiri | 7', 2012, FRANÇA
Jóias da Coroa, de Ivo Boerdam | 76', 2006, HOLANDA

Quinta 25/10
16hs
Bob Floss, de David Ellis | 5', 2007, EUA
Bombardeando o Sistema, de Adam Bhala Lough | 92', 2002, EUA
18hs
Proibido Pixar: Paris, de Laurie Grosset | 7', 2012, FRANÇA
Gatos Empoleirados, de Chris Marker | 58', 2003, FRANÇA

Sexta 26/10
16hs
Estilo Chileno, de Pablo Aravena | 10’, 2012, CANADÁ
Muros e Murmúrios, de Agnès Varda | 81', 1980, FRANÇA/EUA
18hs
Proibido Pixar: Finlandia, de Timo Wright | 7', 2012, FRANÇA
Peça por Peça, de Nicholas Hill | 79´, 2005, EUA

Sábado 27/10
14hs
Proibido Pixar: Singapura, de The Shadow Director | 7', 2012, FRANÇA
Style Wars, de Tony Silver | 69', 1984, EUA
16hs
Animal, de David Ellis | 10', 2010, EUA
Megunica, de Lorenzo Fonda | 80', 2008, ITALIA
18hs
Ossário, de Alexandre Orion | 4’, 2006, BRASIL
Oscar, de Sergio Morkin | 56', 2004, ARGENTINA

Domingo 28/10
14hs
Estilo Chileno, de Pablo Aravena | 10’, 2012, CANADÁ
Luz, Câmera, Pichação!, de Gustavo Coelho, Marcelo Guerra e Bruno Caetano | 102', 2011, BRASIL
16hs
Okay, de David Ellis | 10', 2008, EUA
Next: histórias do graffiti, de Pablo Aravena | 95', 2005, CANADÁ/FRANÇA
18hs
Usina, de Clarissa Pivetta | 15', 2012, BRASIL
Pixo, de João Wainer e Roberto Oliveira | 61', 2009, BRASIL

DEBATE: Produção Audiovisual sobre Arte Urbana
Participantes:
Pablo Aravena – produtor e realizador chileno radicado em Montreal, diretor do filme “Next”, curador da Caradura.
Clarissa Pivetta – fotógrafa e produtora catarinense radicada no Rio de Janeiro, diretora do filme "Usina" e diretora da Caradura.
Roberto Oliveira – produtor e realizador, diretor do filme “Pixo”, de São Paulo.
Marcelo Guerra – produtor e pesquisador, diretor do filme “Luz, Câmera, Pichação”, do Rio de Janeiro
Bruno Caetano – produtor e editor, diretor do filme “Luz, Câmera, Pichação”, do Rio de Janeiro.
Mediação: Clarissa Guarilha – Produtora e realizadora, do Rio de Janeiro, diretora da Caradura.

Caixa Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2 (21) 3980-3815
Rua Almirante Barroso, 25, Centro (Estação Carioca)

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sábado, 20 de outubro de 2012

#57

Ê sertão: do teatro ao Rei do Baião

Com assinatura de João Falcão, o musical “Gonzagão - A Lenda”, que reestreou no Rio nesta quinta-feira (30/06), leva o sertão aos palcos para celebrar o centenário do Rei do Baião. Visse?

Em paralelo ao barulho em torno do lançamento do filme “Gonzaga – De Pai Pra Filho”, do diretor Breno Silvera - o mesmo de “Dois Filhos de Francisco” -, o musical “Gonzagão a Lenda”, assinado por João Falcão, entrou em cartaz no Sesc Ginástico no ano passado longe de ser uma megaprodução, mas muito perto do que torna o teatro tão mágico. Diferente da trama exibida nas telonas, mais focada na problemática relação dos Gonzagas - a mesma receita de pai e filho usada pelo diretor outrora – e na própria história, a peça se mostra mais descompromissada e, justamente por isso, surpreende com seu conceito de sertão e também de musical. É cabra macho falando fino, muié – uma só – fazendo o fole ronca e até satanás de Lady Gaga, enquanto os clássicos do rei do baião dão tom a um divertido espetáculo. Apesar de não se aprofundar a fundo na dramática e vitoriosa trajetória de vida do personagem em questão e, inclusive, se desculpar por isso em seu programa, trata-se de uma grande homenagem do teatro ao centenário do Rei do Baião e não mais uma. Aos interessados, o espetáculo, que reestreia nesta quinta-feira, seguirá em cartaz até 14/07 no Teatro Carlos Gomes, sendo apresentado de quinta a domingo.


Assim como os atores que interpretaram Gonzaga no cinema, Chambinho do Acordeon e Adélio Lima (aos 70 anos), o Rei do Baião de Gonzagão a Lenda, Marcelo Mimoso, não é um ator de oficio, ao menos, não era até então. Mimoso, que se agiganta em cena e, às vezes, chega a arrepiar pela semelhança vocal alcançada, é taxista e foi “descoberto” por João Falcão (foto abaixo, dir.) ao acaso, cantando e tocando sanfona na Lapa. Além desse precioso achado, que, apesar de possuir visíveis limitações em sua interpretação, consegue corresponder à altura o que lhe foi proposto, os demais atores – Laila Garin, Adren Alves (impecável), Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez (foto abaixo, esq.), Paulo de Melo, Renato Luciano e Ricca de Barros - também chamam a atenção, principalmente pela versatilidade, característica fundamental para uma peça que transforma um suposto drama em uma lúdica comédia. O cenário e o figurino, que evocam um lado meio pós-punk do agreste, reafirmam essa espécie de avesso de sertão, que, por sinal, se encaixa perfeitamente na agilidade das passagens e dos diálogos. É muito divertido.


Alternando pinceladas da rica biografia do Rei do Baião e as aventuras de uma trupe chamada “Barca dos Corações Partidos”, o musical de João Falcão arrancou muitos aplausos em sua estreia, realizada ainda no ano passado (17/10), por não ter medo de se arriscar e buscar algo novo. Na contramão da receita usada pelos musicais baseado em grandes figuras da musica nacional, que costumam seguir a biografia e musicar toda história – como o do Tim Maia, inspirado na obra de Nelson Motta -, o Gonzagão rememora a trajetória deste verdadeiro ícone da cultura nordestina com base em suas músicas, causos e, sobretudo, causa: o próprio sertão. Apesar de não situar completamente aqueles que não conhecem a vida de Luiz Gonzaga, a peça ganha muito ao optar pela leveza, pelo espetáculo e pela fuga dos estereótipos – inclusive na banda, formada por apenas quatro instrumentistas. No final, após grandes interpretações das músicas “A Vida do Viajante” e “Sangrando” (de Gonzaguinha), o espetáculo anuncia seu desfecho com ar de missão cumprida, de homenagem feita e bem feita. Viva o teatro e, se possível, (re)viva Luiz Gonzaga!


Gonzagão A Lenda: Teatro Carlos Gomes
Pça Tiradentes, s/n. Centro. 
Ingressos: De R$ 20 a R$ 60
Até 14/07. Quinta, Sexta e Sábado, às 20h.
Domingo, às 19h.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

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Mostra Encena ensaia peças junto à platéia  

Antes de receber os aplausos da platéia, os atores - para fazer por merecer - ensaiam exaustivamente suas peças para dar vida a suas pesquisas teatrais, uma etapa que costuma ser mais árdua e complexa do que a própria apresentação. Com intenção de aproximar o público do que rola por trás das cortinas e também de estimular a troca de experiências entre as companhias, o projeto Encena chega para esmiuçar o trabalho de alguns grupos de teatro em fase de produção – todos dispostos a colocarem suas montagens em jogo para análise. Trata-se de uma verdadeira mostra de processos de criação em artes cênicas, que realiza sua segunda edição nesta quinta e sexta-feira, das 19h às 23h, no Galpão TAC das Artes. Detalhe: a entrada é gratuita, mas os lugares limitados.

Após o sucesso da primeira edição, que contou com companhias cariocas e mineiras, o Encena, organizado por Luciana Guerra Malta (Gmalta Produções) e Dominique Valansi (Oz Comunicação e Gestão de Pessoas), volta à tona trazendo uma série de ensaios inéditos, mas dentro do mesmo objetivo: dar oportunidade para os grupos pensarem seus trabalhos de maneira coletiva a partir de pequenas apresentações em processo de ensaio. Para envolver de fato o público nesta experiência de criação conjunta, após cada exibição, que dura até 30 minutos, ainda há um debate aberto, momento em que os grupos recebem a reação e os comentários da platéia. Ou seja, a experiência se mostra vantajosa para todos os lados; para os interessados, que participa e conhece um pouco mais sobre a elaboração de uma peça, e para os atores, que ganham espaço para testar e ajustar suas propostas antes mesmo delas entrarem em cena. Encena!

As peças inéditas possuem prioridade na seleção, mas alguns espetáculos já encenados também podem participar, fica a critério da produção. Os grupos teatrais interessados devem mandar um currículo resumido com sinopse e foto do projeto para: guerramalta@gmail.com


Galeria TAC – Av. Mem de Sá, 319. Centro.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

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Vivo Open Air leva tela de 325m ao Jockey 

Imagina assistir um filme em uma tela de 325 metros quadrados. Agora, imagina assistir grandes clássicos, como “Curtindo a Vida Adoidado” e “Scarface”, ou aguardadas estreias, caso de “Marcados Para Morrer” e “As Palavras”, nesta mesma tela e, de quebra, ainda curtir um bom show ou participar de uma animada festa. Pois bem, essa é a receita proposta pelo Vivo Open Air, evento que ocorre desta quarta-feira (17/10) até o dia 4 de novembro no Jockey Club. O espetáculo vai começar e, com certeza, ninguém vai querer ficar de fora da sessão.

Celebrando dez anos de Rio como um presente dado aos cariocas, o Open Air volta à cidade ainda mais impetuoso. A tela, tida como a maior móvel do mundo, ganhou mais 45m2 de área em relação à última edição e passou a ser acompanhada de 28 caixas de som para comportar até 1.800 pessoas. Se a telinha por si só já faz valer a visita, os filmes não ficam nada atrás, ao contrário, vão à frente e ainda são encerrados com shows de destaque. Acabou Chorare, com Moraes e David Moreira (dia 18), Lulu Santos canta Roberto e Erasmo Carlos (25) e Baby (do Brasil) Sucessos (30) são alguns exemplos do vêm por ai.

Os ingressos já estão à venda e, inclusive, possuem desconto aos que comprarem no primeiro lote (de R$ 40 a R$ 20). Posteriormente, as entradas serão vendidas na bilheteria do Jockey (de R$ 60 a R$ 30). Os filmes terão cotas fixas, mas as festas e shows também poderão ser comprados separadamente.  Abaixo, confira a programação complete do Vivo Open Air 2012:

Dia 17
“Curtindo a Vida Adoidado”
Los Sebosos Postizos

Dia 18
“Sem Proteção”
Moraes Moreira e David Moreira – Acabou Chorare

Dia 19
“Relação Explosiva”
Guerapa+ Madureira Disco Club= Grande Baile Black

Dia 20
“Pulp Fiction”
Coordenadas

Dia 21
“Zarafa”
Recreação infatil + roda de choro

Dia 23
“Celeste e Jesse para Sempre”
Nova Lapa Jazz

Dia 24
“Os Caça-fantasma”
Maira Freitas Ft Dudu Nobre

Dia 25
“As Palavras”
Lulu Santos canta Roberto e Erasmo Carlos

Dia 26
“Just Like Women”
Esbornia

Dia 27
“Scarface”
Modinha, a Festa

Dia 28
“Uma historia de amor e Fúria”
Jesuton

Dia 30
“Vou Rifar o Meu Coração”
Hutmold

Dia 31
“De Volta Para o Futuro”
Baby Sucessos

Dia 01
“Marcados Para Morrer”
Trio Preto+1

Dia 02
“Frankenweenie”
Rocka+ Rocka

Dia 03
“O Poderoso Chefão”
Festa Sem Loção

Dia04
“A Deeper Shade of Blue”
Toca Raauuul

Mais informações em http://rio.openairbrasil.com.br

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sábado, 13 de outubro de 2012

#56

Devotos: um bazar aos de “São Rock”

Inspiradas nos Flea Markets - os “mercados de pulga” da capital britânica -, Mariana Iglesias e Chris Magnavita se uniram para dar vida ao bazar que rola nos fins de semana de Santa, só a Teresa.

Inspiradas nos famosos flea markets da capital britânica - os “mercados de pulga”, nome dado aos brechós e feiras de produtos antigos ou usados -, as amigas Mariana Iglesias e Chris Magnavita resolveram juntar suas respectivas experiências e aquisições do tempo de “garimpo” para dar início a um próprio bazar: o Devotos de São Rock, que abre suas portas todos os finais de semanas, das 12h às 20h, em Santa Teresa.  Iniciada ainda em Londres, aproveitando as ofertas de troca de coleção, a ideia tomou forma e virou realidade na volta para casa, ou seja, no calor do Rio de Janeiro, onde o bazar já  se destaca entre os mais descolados. “Durante o último festival Santa Teresa de Portas Abertas, que aconteceu em julho 2012, aproveitamos um espaço na casa da Chris e abrimos as portas para o público com apenas duas araras e algumas peças de arte de amigos do bairro. O sucesso foi tanto que resolvemos dar continuidade e abrir também aos fins de semana”, detalha Mariana.


O que parecia ter começado de maneira despretensiosa surpreendeu e, em poucas semanas, as duas araras se multiplicaram consideravelmente. Hoje, pouco mais de dois meses depois, o Devotos de São Rock Bazar (Rua Dias de Barros, 54, no Curvelo) já conta com um acervo de mais de 500 peças, entre roupas, acessórios, bijuterias e artigos de arte - "tudo de bom gosto", como garante Mari. As peças, que se apresentam em perfeito estado e com um custo bem abaixo do mercado, com etiquetas como Maria Bonita Extra, New Order, Farm, Espaço Fashion, Fórum, Ralph Lauren, Miu Miu, Alexander McQueen e Fause Haten, entre outras tantas. “Todas as novas peças vieram de amigas, conhecidas e clientes que acabaram virando fornecedoras. O sistema do bazar também é de consignação, onde ambas as partes, lojistas e fornecedoras, combinam um preço de venda e depois dividem o valor”, completa a devota, ressaltando que os preços costumam variar entre R$ 30 e R$ 100.


O bazar é aberto ao público somente aos sábados e domingos, no entanto, as visitas também podem ser agendadas durante a semana. Afinal, todo dia pode ser dia de rock (bebê). “O nome Devotos de São Rock, que vem do Rock n’ Roll mesmo – gênero que nunca sai de moda -, faz jus à personalidade das próprias donas, fiéis devotas do Rock e também de uma boa festa”, ironiza Mariana, que aproveitou o período vivido em Londres para se especializar em cabelos e, hoje, também dá seus cortes (Homens R$50/Mulheres R$100). Já Chris está construindo uma hospedaria Cama e Café (Bed & Breakfast) na mesma casa onde ocorre o bazar e, provavelmente, até dezembro já estará inaugurado. Mas, essa não é a única novidade que está por vir. “Lançamento de coleções de artistas independentes e outros eventinhos charmosos também estão nos breves planos do Devotos de São Rock Bazar”, adianta Mari, que avisa que os interessados podem chegar para conferir. A casa está aberta e, de Santa, Teresa não tem nada... vale passar à tarde e, quem sabe, ficar para noite. Esse rock é São.


Devotos de São Rock Bazar
R: Dias de Barros, 54. (Curvelo) Sta Teresa.
Sábado e domingo: das 12h às 20h.


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domingo, 7 de outubro de 2012

news

De Gal a Fela Day, “semana show” reanima 

Após serem expostos a todos os tipos de ataque nesta suja guerra política que antecede as eleições municipais e, por outro lado, vivenciarem uma emocionante mobilização a favor da possibilidade de segundo segundo turno (mesmo com a falta do mesmo), os cariocas terão uma semana inteira para se recuperar desta derrota democrática e colocar seus ânimos no lugar. E não se trata de uma semana qualquer, mas de uma show, literalmente. Isso porque, desta segunda (08) até o próximo domingo (14), a cidade será palco de diversas e diversificadas atrações de destaque, seja internacional, nacional ou prata da casa. Vai ter Gal, Linkin Park, Snow Patrol, Pillow Talk e 3 Temores, entre outros e muito mais. Independente ou não das reclamações relacionadas aos preços dos ingressos, a maioria dos shows anunciados ainda conta com entradas disponíveis. E ai, qual vai ser... fica para a próxima?

Nesta segunda, para começar, tem show de gravação de DVD do disco “Recanto”, o trigésimo e último de Gal Gosta, que repete a dose na terça. No palco da Sala Tereza Rachel, no Theatro Net Rio, a cantora baiana, de 67 anos, traz as músicas de seu novo e eletrônico disco, tido como um dos melhores de 2012, e resgata alguns clássicos de sua consagrada carreira. Neste mesmo dia, no Citybank Hall, quem rouba a cena é a banda americana Linkin Park, que volta ao Brasil com a turnê de seu quinto e recém-lançado álbum de estúdio, "Living Things", que conta com participação do produtor Ruck Rubin (Adele e Metallica). Sempre fiel a sua consagrada mistura de efeitos e vocais, o grupo ainda volta à cidade para mais uma apresentação na quarta.

Já na terça, quem desembarca na cidade é o Snow Patrol, que, em sua terceira passagem pelo país, apresenta o show do álbum "Fallen Empires", lançado em novembro de 2011. Depois de ter rodado o mundo com esta turnê, o grupo - representante da Irlanda do Norte na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, no Hyde Park - chega ao Rio para realizar apenas um único show no já falado Citibank Hall. Além das novas faixas, o repertório da banda também inclui hits como “Open Your Eyes”e “Chasing Cars”, e a apresentação de abertura fica por conta da banda Vanguart. Detalhe: a semana, que nesta altura está apenas começando, ainda contará com um feriado (Nossa Sonhora Aparecida) em plena sexta. Afinal, a criançada merece.

De quarta a sexta, o Studio RJ traz três boas opções. Na primeira noite, o cantor e instrumentista Arnaldo Brandão, que acaba de encerrar a turnê do álbum “Amnésia Programada”, dá início ao projeto “Brandão Convida“, recebendo Fausto Fawcett, Renato Martins (Canastra, Acabou La Tequila) e os poetas Bia Provasi e Tavinho Paes. Na quinta, o musico João Cavalcanti, do grupo Casuarina (filho do cantor Lenine), faz o show de lançamento de seu primeiro trabalho solo. Intitulado “Placebo”, o disco, como não poderia deixar de ser, segue o óbvio caminho da Lapa e do samba, mas também surpreende ao buscar um dialogo com outros estilos. Na sexta, quem aparece é o grupo Cordestinos, fundado pelo musico Nicolas Krassik em 2007. Seguindo a inspiração de Carlos Malta e Pife Muderno, Nicolas reúne rabeca, contrabaixo, violino e percussões para dar voz a um repertório que vai de Luiz Gonzaga a Zé Ketti.

Outra banda internacional que também se apresenta no Rio nesta semana é a Pillow Talk. Em uma inédita turnê pelo Brasil, os americanos se apresentam nesta quinta-feira no Espaço Franklin, no Centro. Além da sonoridade inovadora do trio gringo, outro curioso trio completa a noite. Trata-se do Triple Crown, formado pelos DJs Nepal, Mary Zander e Jonas Rocha, que faz sua estreia logo após o show. Celebrando 100 anos da construção do prédio da Fundição Progresso e 30 anos do movimento cultural que a fundou, a casa recebe na véspera de feriado os jamaicanos da Soldiers Of Jah Army (SOJA), os chamados "guerreiros da estrada", e a turnê dos “3 Temores” na sexta. Em homenagem aos “malandros” Dicró, Moreira da Silva e Bezerra da Silva, o show reúne os rappers Emicida, Projota e Rashid no mesmo palco. No domingo, para fechar essa verdadeira maratona, ainda tem o chamado Fela Day, uma homenagem da Abayomy Afrobeat Orquestra (foto) ao musico Fela Kuti – multiinstrumentista nigeriano, criador do afrobeat. O show, que acontece no Circo Voador, conta com participação de B Negão. As opções são muitas, mas público não vai faltar...

Serviços:
Gal Costa - Theatro Net Rio, às 21h.
R: Siqueira Campos, 143. 2 piso.
Plateia e frisas: R$250 | Balcão: R$180

Linkin Park - Citibank Hall, às 21h30
Av. Ayrton Senna, 3.000. Shopping Via Parque – Barra.
De R$ 150 a R$ 700 – com meia entrada.

Snow Patrol – Citibank Hall, às 21h30
De R$ 90 a R$ 350 – com meia entrada.

Studio RJ – Av. Vieira Souto, 110. Arpoador.
Arnaldo Brandão – De R$ 40 a R$ 20
João Cavalcanti – De R$ 50 a R$ 25
Nicolas Krassik – De R$ 40 a R$ 20

Pillow Talk - Espaço Franklin, às 23h
Av. Passos, 36. Centro.
De R$ 35 a R$ 70

SOJA - Fundição Progresso, às 22h
R: Arcos da Lapa, 24. Lapa.
De R$ 70 (meia) e R$ 140 (inteira)

3 Temores – Fundição Progresso, às 22h
De R$ 30 (meia antecipada) a R$ 75 (inteira)

Fela Day – Circo Voador, às 20h
Arcos da Lapa, s/n.
De R$ 25 (lista amiga) a R$ 30

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

#55

Nove Cinco: no Pulmão e na ativa

Idealizada pela evolução natural dos trabalhos de seus diversificados artistas, a Galeria Nove Cinco se lança na real e na rede para manter sua arte independente. É no “Pulmão”, vale conferir!!!

Com a consolidação da chamada arte urbana (ao menos do termo) e um maior reconhecimento dos trabalhos que até então beiravam a marginalidade, os grafites ganharam as telas, e as galerias passaram a se redescobrir e a se reinventar para dar suporte aos artistas independentes se aventurarem em uma missão um pouco mais complicada: permanecerem independentes, ativos e, o principal, vivendo de suas próprias artes. Sejam em lojas de roupas, livrarias, hostels ou casas noturnas, essas novas galerias, que muitas vezes são modestas, pequenas e sem muitas ambições, tornam-se gigantes dentro de seus propósitos ou, simplesmente, por fazer a arte circular. Diante deste cenário de mudanças, um grupo de “arteiros” de diversas áreas se dispôs a caminhar unido para dar continuidade a esse antigo sonho e também nova realidade, seja ela virtual ou não. Trata-se da Galeria 95, uma agência de arte que desenvolve trabalhos únicos de criação audiovisual e exposições próprias – caso da “Pulmão”, a exibição de lançamento disso tudo. Em cartaz desta quinta-feira (04) até o dia 27 de outubro, no Studio Pilotto, a exposição apresentará trabalhos inéditos de Cadu Confort, Carlos Bobi, Combone, Lucas Luz, Marcelo Zissu, Márcio Bunys, Rique Inglez e Victor Rocmed.


Idealizada pela evolução natural de seus trabalhos - em conjunto -, a Galeria Nove Cinco não vem de agora, vem de outras relações (Riot de Janeiro e Espaço Rabisco) e de uma amizade das antigas. O próprio nome “Galeria 95”, por exemplo, faz uma referência ao endereço da Galeria Hércules (R: Francisco Sá, 95), onde a agência surgiu. Mas, e o time? “Os artistas são os mesmos da Pulmão: o Bobi, Bunys e Combone vieram do graffiti; Rocmed e Luz, da tatuagem; o Cadu veio das profundezas; o Rique fundou a agência comigo, e o Zissu é um maluco cigano que todo mundo já admirava o trampo e um dia parou a bicicleta na galeria. Além disso, somos padrinhos do filho do DJ e produtor Leo Justi, o Heavy Baile”, conta Hugo Inglez, que completa: “Esse time de artistas produz o material audiovisual e bola as estratégias junto com uma pequena equipe administrativa que toca os projetos e jobs. Não temos funções definidas, só objetivos e deadlines claros, e a partir daí cada um entrega o seu melhor. Trabalhamos juntos há um tempinho e criamos um método que funciona pra nós. A Nove Cinco foi mais uma evolução natural do que a idealização de alguém”.  


O fato de reunir oito cabeças e diferentes visões artísticas poderia servir de justificativa para uma suposta falta de consenso, mas não no caso da Nove Cinco, que se diferencia justamente por conta desta "competição saudável e desse sentimento de evolução conjunta”. “Acho que ser autêntico sempre foi a principal fonte de originalidade, a soma particular de gostos e convicções que torna uma personalidade única. Acredito que a mistura de autenticidades cria o diferente. É o que tentamos fazer na Nove Cinco, reunir artistas de diversas escolas e com traços originais para produzir juntos. Você nota a influência de uns nos outros, mas ninguém abandona o seu estilo próprio, enquanto as criações acabam sendo harmônicas e singulares”, afirma Hugo, que ressalta que a própria elaboração da “Pulmão” pode exemplificar muito bem essa relação. “Apesar de ser a primeira, acredito que o visitante pode esperar uma exposição madura, tanto nos trabalhos como em organização. Pode-se esperar uma grande versatilidade também, que considero ser a nossa principal marca”, ressalta o artista.


A “Pulmão”, que a principio representa a inauguração simbólica da Galeria 95, tendo em vista que os trabalhos já foram iniciados há algum tempo, também evidencia outras características particulares nas obras do coletivo. “O Pulmão está na brincadeira que fazemos sobre a rotina dos artistas independentes, que seguram o fôlego para sobreviver e criar nos impulsos de inspiração”, detalha o videomaker. “Os artistas tiveram pouquíssimo tempo para produzir a mostra, se levarmos em consideração o grau de inovação das obras e da linha de trabalho. Nota-se que eles sabem exatamente onde querem chegar, já que tiveram muita maturidade para trabalhar sem margem de erro. As obras em destaque são do time Nove Cinco, mas também convidamos alguns artistas que já colaboram com a gente para participar, como o Nextwo, Heitor Correa e Pedro Jardim. Eu (Hugo Inglez) e o Antonio Farias também vamos participar com fotografias. Vai ser uma celebração coletiva bem legal”, finaliza.

Confira o teaser da “Pulmão” e o vídeo da Nove Cinco

Mais informações sobre a Galeria Nove Cinco

Studio Pilotto: Rua Acre, 47 (6o andar). Centro.
De 04/10 até 20/10, das 17h às 22h. Grátis.
Exceto domingos e feriados.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

news

Me Gusta traz Danny Daze ao Fosfobox

Um dos nomes mais comentados na atual cena eletrônica mundial, o DJ americano Daniel Gomez, mais conhecido como Danny Daze, desembarcou em terras brasileiras para celebrar seu aniversário e os 14 anos de carreria com uma série de apresentações pelas pistas do país, e o Rio de Janeiro, claro, não poderia ficar de fora. Após literalmente quebrar o Warung Beach Club, em Florianópolis, e a festa 5uinto, em Brasília, Daze chega à cidade maravilhosa como a primeira atração internacional da festa Me Gusta, que realiza sua nona edição nesta sexta-feira (28/09) no Fosfobox. O residente Pedro Piu (D-Edge) - com seu projeto Brazilian Wax -, a DJ Sassah (Campinas) e o “mestre dos mestres” Mauricio Lopes completam o line-up do que promete ser uma noite memorável. Antecipe-se e garanta seu ingresso, que a caixa preta ficará pequena.

“É a primeira atração internacional da Me Gusta. O intuito sempre foi e será valorizar os DJs nacionais, mas muitos amigos e frequentadores comentaram sobre o Danny Daze, sabendo que o mesmo iria fazer um tour pelo Brasil. Aí, eu fui atrás do artista para poder atender-los”, aponta o produtor Fernando Deperon, idealizador da festa, ao falar sobre o "pedido" Danny Daze, DJ que começou a tocar aos 13 anos de idade. “Essa evolução representa a união das pessoas que estão por trás do evento, que está crescendo cada vez mais. Devemos isso ao curador e residente do evento Pedro Piu, Ian VJ Brainstorm, Patrick Gomes (foto), Fosfobox e, principalmente, aos nossos exigentes degustadores”, completa o produtor, que celebra seu aniversário nesta noite.

Dono da frase “os verdadeiros DJs não são bronzeados” e do aclamado “Your Everything” - o EP mais vendido de 2011, lançado pela gravadora Hot Creations -, o jovem veterano DJ americano, que vem de Miami, na Flórida, também é tido como um “studio nerd” (nerd de estúdio), com mais de 30 lançamentos em seu nome (Hot Creations, Nervous Records, Slow Roast, Plan Music e muitos outros). Referência dentro do house e do techno, onde começou a ser influenciado pela cena de Detroid, Daze deve apresentar novos trabalhos em breve, como um remix para a dupla Mario & Vidis, outro para Justin Martin (dirtybird) e um EP pela Ellum Audio, gravadora em que ele trabalha ao lado de Maceo Plex (outro hitmaker do momento).

Seguindo a veia latina, explosiva e, acima de tudo, dançante da festa, assim como a sonoridade de sua principal atração, a Me Gusta desta sexta ainda tem espaço para novidades: “impactantes projeções, balinhas (de Cosme e Damião) e um belo café da manha regado a frutas”, como adianta Deperon, que não contém sua alegria em poder anunciar um nome como esses em sua festa. Me Gusta!


Fosfobox
Rua Siqueiro Campos, 143. - Copacabana

Ingressos antecipados:  R$ 35
La Cucaracha – Ipanema. R: Teixeira de Melo, 31H.
Boom Pro Arte – Botafogo. R:Voluntária da Pátria, 45 - 102A
Chilli Beans – Rio Sul. R: Lauro Müller, 116 - 2º piso
Stephanie Chile (Tijuca) - 91540928
Moira (Niteroi) - 81870259

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

news

Festival do Rio: 400 filmes, uma cidade

Adoradores da sétima arte alvoroçados para a chegada de mais uma edição do já famoso Festival do Rio, que teve sua sessão de gala realizada na noite da última quarta-feira (26) no Odeon – com “Gonzaga – De Pai Pra Filho”, de Breno Silveira (“2 Filhos de Francisco”) -, e apresentará 400 filmes em 30 espaços diferentes até o dia 11 de outubro. Trata-se do maior evento de cinema da América Latina, que, 14 anos depois, vive seu auge em termos de diversidade e, é claro, qualidade. Além de uma mostra competitiva com 12 longas e dez documentários, o festival destaca o thriller de horror de Francis Ford Coppola “Twixt”, com Val Kilmer e Bruce Dern no elenco. Spike Lee envia duas produções, um documentário sobre o álbum “Bad”, de Michael Jackson, e seu novo “Red, Hook, Summer”, que aborda a questão do fanatismo religioso. O primeiro filme de Angelina Jolie como diretora, intitulado “In The Land of Blood and Honey”, a nova produção de Oliver Stone, “Savages”, e o elogiado “Moonrise Kingdom”, de Was Anderssen, são outros títulos que se destacam na programação. Boas sessões amigos cinéfilos...

Com um investimento de R$ 10 milhões nos últimos quatro anos da patrocinadora oficial – a Rio Filmes -, o Festival do Rio nesta edição de 2012 também não ficará restrito às salas de cinema, já que a ideia é exibir filmes arenas, praças e, até mesmo, na praia de Copacabana – onde será apresentada a versão restaurada de "The Pleasure Garden" (1925), de Alfred Hitchcock, no dia 4 de outubro. Ao ar livre, esta única exibição terá acompanhamento da orquestra OSB Jovem. Já na Zona Norte, o CineCarioca Méier, no antigo Imperator e atual Centro Cultural João Nogueira, é uma das grandes apostas da organização para atrair mais público e superar os 250 mil da última edição. Entre os diversos temas espalhados entre as mostras, o cyber-ativismo entra em pauta com produções como os documentários: “We Are Legion: The Story of the Hacktivists”, um filme de Brian Knappenberger sobre a história do Anonymous, e “Wikileaks: Segredos & Mentiras de Patrick Forbes”, que aborda as ações do controverso site de Julian Assange.

Outro tema que marca presença na programação 2012 é a música, representada por filmes como “Shut Up and Play the Hits”, de Dylan Southern e Will Lovelace, que acompanha a banda LCD Soundsystem em seu último show no Madison Square Garden em 2011. “Neil Young Journeys”, de Jonathan Demme, seguiu a mais recente turnê do musico canadense, enquanto “Marley”, assinado por Kevin Macdonald e já lançado com grande sucesso nos Estados Unidos, resgata a trajetória do rei do reggae. Com sete produções, a música brasileira também está presente. Na Première Brasil, por exemplo, dois documentários musicais estão na competição: “Jards”, de Eryk Rocha (filho de Glauber), uma cinebiografia de Jards Macalé, e “Rio Anos 70”, de Maurício Branco e Patrícia Faloppa, que traz imagens antológicas da época da discoteca no Rio. Fora de competição, aparecem Siba – No Balés da Tormenta”, de Caio Jobim e Pablo Francischelli, Pernambucanos”, de Nilton Pereira de Melo, Partideiros”, de Luis Guimarães de Castro, “MPB de Câmara, Canção Brasileira”, de Walter Lima Jr., e Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D’Allincourt. É conferir a programação e sair na busca...

Mais informações e programação completa, Festival do Rio.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

#54

Livro-poster Canção: na transgressão

Para lançar a primeira edição do projeto, a artista e idealizadora Coral Michelin inaugura nesta terça, na Homegrown, uma mostra com 11 páginas originais do livro. Vai... virar festa, depois na Ya-ya High-fi!

Para celebrar o sucesso da realização e o lançamento da primeira edição do Livro-poster Canção, um projeto que reúne 21 “artistas muitophodas” da arte urbana, ilustração, design e artes visuais, a idealizadora e atuante Coral Michelin toma a loja-galeria Homegrown (Rua Maria Quitéria, 98) com uma exposição que destaca 11 páginas originais desta publicação, ou seja, 11 telas inéditas de 35 x 50 cm. A inauguração da mostra ocorre nesta terça-feira, das 18h às 22h, e a comemoração continua no Studio RJ (Av. Viera Souto, 110), onde ocorre a festa  Ya-ya High-fi, com o DJ residente Marcelinho da Lua e os convidados Marcus Menezes (Digital Dubs) e Sistah. É só chegar!!!


Que o livro-pôster reúne 20 trabalhos inéditos, tudo bem. Mas, onde entra o “Canção” nesta história? Na verdade, a música já estava lá e, inclusive, serviu de inspiração para pautar a criação dos artistas, que também tinham a “transgressão” como tema. “Convidei 20 artistas que fizeram as ilustrações que compõem o livro. São todas ilustrações inéditas, feitas por uma dupla formada entre esses 21 artistas (contando comigo). Cada artista fez dois pôsteres, com exceção da Tatiana Castro e do Pedro Jardim, que fizeram um cada um. Eu fiz a curadoria de artistas, dei a temática do livro e fiz a escolha das músicas, com sugestões super bem-vindas dos artistas que participaram mais ativamente”, detalha Coral (na foto abaixo).


Além da transgressão, da interação das duplas e das músicas de Elis Regina, David Bowie, Chico Science, Krafwerk, Sex Pistols e Miles Davis, entre outros, todos os artistas convidados possuem o Rio em comum, sendo eles cariocas ou não. “A maioria é carioca, mas nem tanto. Nós temos o Rio em comum. Eu sou gaúcha, Amaral é de São Paulo, Tuomas é finlandês, Stêvz é mineiro, etc. O fato de sermos de vários lugares enriquece a mistura e os olhares para o que é criado”, afirma a ilustradora, design e idealizadora do projeto, que contou com a colaboração de 200 “investidores” e conseguiu arrecadar mais de R$ 25 mil no crowdfunding (catarse) para fechar sua primeira edição, que, por sua vez, saiu com 550 exemplares e ficará restrita aos colaboradores (venda de apenas 10). Aos demais interessados, o jeito é conferir a exposição e esperar, já que outros virão. “O projeto terá continuações, mas em um formato diferente (não formato físico do livro, o formato do projeto em si), e sem periodicidade definida - a princípio uma vez por ano”, completa a Coral Michelin.



Os artistas da primeira edição do Livro-poster Canção: Ana Escorse, André Amaral, Bruno Big Carneiro, Carlos Bobi, Cláudio Gil, Coral Michelin, Estêvão Vieira, Gabriela Irigoyen, João Lelo, João Sánchez, Márcio Bunys, Mariana Mansur, Maurício Planel, Pedro Jardim, Pedro Themoteo, Rafo Castro, Tatiana Castro, Tuomas Saikkonen, Victor Rocmed, Vivian França e Wesley Combone.

Para mais informações: livroposter.blogspot.com.br

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

news

Festas diferentes num funk só: Uh! Baile é ...

Fruto de uma união entre o Apavoramento Sound System, de John Woo, e o núcleo Eu Amo Baile Funk, de Matheus Aragão, a festa “Uh! Baile é Nosso IV” chega a sua quarta edição ainda mais ousada dentro de sua proposta: reunir diferentes festas e vertentes musicais em uma bagunça só... funk nas caixas! Depois de levantar o Circo em outras ocasiões, esse verdadeiro “festival de festas”, que ocorre nesta sexta-feira (21/09), ocupará todas as dependências do Clube Boqueirão, situado no Aterro do Flamengo. É festa na pista, no salão e, inclusive, na varanda, enquanto os sets dos djs vão do Hip Hop, House e Breakbeat americano ao Reggae e Dancehall jamaicano, passando pelo Calipso do Caribe e pelo Kuduro africano – tudo isso com a identidade do verdadeiro baile funk carioca. É Nosso!!!

Na maior pista do clube, a festa fica por conta da Shake Your Quadra, também fruto da parceria entre Apavoramento e Eu Amo Baile Funk, que convida o lendário paredão da equipe Pipos, O Encontro das Massas para apresentar Dadu & Lulinha (Eletrobase DJs), Mc Sabrina, Wobble DJs (Dubstep), Apavoramento A/V & Mc´s e Brazilian Wax + Ber Mc (Cartel). Como convidada, a conhecida festa Bootie Rio, produzida por Fabiano Moreira, toma o salão de festas com seus mashups e seus animados crew de Djs e Vjs, destacando a presença de Fernando Schlaepfer, Billy the Kid, André Pipipi, Luiz G-Vô e Folkatrua VJs. Já na varanda, de cara para lua e na pista Caramba, o som fica entre o moombathon e o calipso (não o do Chimbinha), com Nuvem DJs, Rádio Legalize, Bluntzilla e Matias Maxx (Fiesta Cucaracha!). É som que não acaba mais.

Reunindo inúmeras atrações e vertentes, como comprova esse mais que completo line-up da vez, a festa Uh! Baile é Nosso, verdadeiro sinônimo de “bagunça de responsa”, faz a cabeça dos cariocas com uma receita simples, mas de sucesso garantido – como explica o DJ John Woo, do Apavoramento: "Nossa intenção é resgatar as festas em clubes e tocar um som com a cara do Rio, como é o funk. Queremos mostrar a repercussão do ritmo mundo afora e como ele pode ser potencializado por influências estrangeiras, adventos tecnológicos e pelas mídias digitais". A boa? Na boa, dessa ninguém vai querer ficar de fora. 

Clube de Regatas Boqueirão (21) 2220-8480
Rua Jardel Jércolis, 50 - Aterro do Flamengo

Ingressos:R$ 40 (Na Porta)
R$ 25 (Antecipado)
BooM - Voluntários da Pátria, 45 - Botafogo)
Zona Sul: 7450-2502 e Centro: 7887-0801

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