sexta-feira, 15 de novembro de 2013

#96

Me Gusta 3 Anos: É Henneberg na pista!

Em entrevista ao Ctrl+Alt+RIO, Andreas Henneberg fala sobre sua primeira visita ao Rio, onde toca neste sábado (16/11), no Fosfobox, em plena festa de 3 anos da Me Gusta. Confere aí!  
 
Principal atração da festa de três anos da Me Gusta, que ocorre neste sábado (16/11), na premiada Fosfobox, o dj e produtor Andreas Henneberg é um dos artistas em maior evidência na atual cena berlinense, onde começou ainda em 1995, época em que, como ele mesmo diz, “não existia nem o google para ajudar”. Embora tenha quase 20 anos de estrada e outros projetos de sucesso no currículo, caso de Cascandy, Hennon e Glitz – formado ao lado de Daniel Nitsch -, o alemão não faz nenhuma questão de assumir o apreciado rótulo de veterano, muito menos o de estrela. Ao contrário, dispensa ambos: “Não me sinto ‘old school’. Sou apenas um técnico nerd tentando me manter atualizado com todas essas novas possibilidades, tanto no que se refere a som quanto a equipamento”, apontou Henneberg em entrevista ao Ctrl+Alt+RIO, na qual também falou sobre os dez anos de sua própria gravadora - a Voltage Musique -, o lançamento do álbum "Mountain" (Ideal Audio), o cenário nacional e, é claro, sua esperada visita ao Rio, lugar que sempre quis conhecer.  Além de Andreas Henneberg, que faz sua única apresentação no país, a festa em questão também contará com o duo Bruce Leroys, formado por Diogo Vaille e Marcelo Abreu, e o residente Pedro Piu. Parabéns, Me Gusta... vida longa ao som de peso!!!
 
Henneberg na imagem promocional do álbum "Mountain".
 


Ctrl+Alt+RIO - Como se sente celebrando dez anos de sua própria gravadora?

A.H. - Sinto-me como se fosse uma festa de aniversário de dez anos da gravadora e só te digo uma coisa: olha, o tempo passa muito rápido!
 
Ctrl+Alt+RIO - Como faz para continuar inspirado, sem se acomodar, e criando por tanto tempo? Há alguma receita?
 
A.H. - Isto pode parecer estranho, mas, geralmente, não me sinto inspirado a tocar música feitas por outros artistas. Eu sempre tento focar nas minhas ideias e experiências que tenho. Só preciso de alguns minutos de ‘jamming’ nos meus sintetizadores e já encontro algo com que trabalhar. Assim, nunca fica chato.

Ctrl+Alt+RIO - Pode nos falar um pouco mais sobre o conceito do álbum “Mountain”? Quais elementos priorizou nesta produção?
 
A.H. - Para ser honesto, não teve conceito. Apenas fui para o estúdio e comecei a criar alguma coisa. E para ser ainda mais honesto, falhei grandemente em ter apostado numa coisa sem conceito. Hehe. Após algumas músicas, percebi que não fazia sentido focar na ideia do álbum e comecei a trabalhar normalmente. Quando tem uma ideia deve ir para o estúdio e fazer a música, não esperar por ideias sentado em um estúdio.

Ctrl+Alt+RIO – O que espera de sua primeira visita ao Brasil e, em especifico, ao Rio de Janeiro?

A.H. - O Rio sempre esteve no meu top 5 de cidades a serem visitadas, desde que comecei a pensar nessa lista. No meu estúdio tenho um enorme mapa com algumas pequenas bandeiras espetadas nas localidades onde já estive e onde ainda vou. Também já ouvi coisas de alguns colegas que já tocaram no Rio e na legendaria festa Me Gusta, no Fosfobox. O que mais posso dizer? I’m f**kin excited hell yeah!!!

Ctrl+Alt+RIO - O que você sabe sobre a cena eletrônica brasileira? Poderia citar alguns nomes?

A.H. - A cena da música eletrônica no Brasil parece ter explodido há poucos anos. Até aqui em Berlim as pessoas costumam dizer isso. Na verdade, muitos artistas alemães estão constantemente tocando no Brasil. Claro que conheço, DJ Anna, Wehbba e Barnem (pioneiro do Drum & Bass) estão nas minhas playlists. E, algum tempo atrás, o sr. Renato Cohen de SP era um dos meus produtores favoritos.

Ctrl+Alt+RIO - O que pode nos adiantar sobre sua apresentação no Fosfobox? Você irá se concentrar em seu novo trabalho ou haverá espaço para músicas de outros projetos, como do Glitz, por exemplo?
 
A.H. - Estou concentrado nas minhas produções mais recentes, desde que o meu álbum foi lançado, com toda promoção e assessoria de imprensa já oganizada. Eu vou trazer pelo menos 15 músicas novas para pegar fogo o Fosfobox. Estou trabalhando com meu colega Daniel Nitsch e o próximo “The Glitz” deve sair no próximo outono (europeu). Nos vemos na pista!!!
 
 

Me Gusta 3 Anos @ Fosfobox.
Rua Siqueira Campos, 143. Copacabana
Entrada: R$ 40 (até 1h)/ R$ 50.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

#95

Klang#2: de Berlim às pistas… cheias!

Em sua segunda edição, a festa contará com Chymera (Irlanda), Laércio “L_cio” Iorio (SP),  Bruno Jakob (SP) e Manie Gang (RJ). Neste sábado (09/11), o La Paz vai abaixo. E você, vai?

Após uma espera de sete meses, desde a sua arrasadora noite de estreia, que levou os djs alemães Lake People (live), Clemens Kombinat e Lux para o alto do Vidigal, a  festa Klang está de volta e, o melhor, com saudades de pista cheia. Apesar do longo hiato,  no qual a produtora Flávia Machado realizou uma minuciosa pesquisa sonora entre Berlim, São Paulo e Rio - é claro -, a segunda edição promete compensar o tempo  perdido com Brendan Gregoriy a.k.a Chymera (Irlanda), Laércio “L_cio” Iorio (SP),  Bruno Jakob (SP) e Manie Gang (RJ), atrações que foram escolhidas a dedo para botar o La Paz abaixo neste sábado (09/11), dia de som gordo e sem barulho.  


Em sua primeira turnê pelo país -  São Paulo, Campinas, Birigui e Rio -, o veterano produtor irlandês, um ex-metaleiro que começou a ouvir música eletrônica somente na universidade, desembarca em terras cariocas cheio de entusiasmo para conhecer as famigeradas maravilhas da cidade. Impressionado com a sonoridade do house e techno dos anos 90, Brendan largou a guitarra, passou a fazer dj sets e, a partir de 2002, já se dedicava exclusivamente a suas próprias produções, as quais o transformaram em uma verdadeira referência. “Fui assistir ele aqui em SP e…. que belo live! Super animado e com uma qualidade ímpar”, apontou Laercio L_cio, outro dos destaques da noite e da atual cena nacional, que ressaltou: “Será uma experiência bem legal, acho que será uma linda noite!” (sem dúvidas).

Brendan Gregoriy a.k.a Chymera (Irlanda)

Dentro de uma linha que transita entre techno, minimal e dubtechno, junto a um estilo único, o produtor Laercio L_cio é dono de uma extensa bagagem musical e de um espirito desbravador, de quem já trabalhou a música eletrônica com uma cara mais orgânica, com espaço para regionalismos e, inclusive, poesias. No entanto, em uma notável evolução, hoje seu som tem cara de pista e daquelas que ninguém quer ir embora - levando em conta seu dj set de 5h30 no Superafter do D-edge. “Estou trabalhando bastante com instrumentos gravados em estúdio (oboé, sax, flauta e voz). Mantenho viva a questão regional, mas não tão evidente quanto antes. Hoje tenho trabalhado bastante com outros artistas (Portable, Patrice Baumel, Nuno dos Santos e Rafael Moraes) e esse é um processo que reflete minhas novas referências sonoras, meus novos contatos e amizades, parcerias”, explicou o produtor paulistano.

Laércio “L_cio” Iorio (SP)

Em relação à sua exibição, como quem não toca no Rio há mais de um ano, L_cio também não faz mistério e fala como quem já sabe o que virá pela frente. “Dessa vez, farei duas entradas; vou apresentar 1h de live com produções inéditas (que serão lançadas ano que vem, algumas delas no meu álbum) e inserção da flauta transversal tocada ao vivo e, depois, fecho a festa com um dj set”, adianta o dj, que completa: o álbum não tem deadline. Estou trabalhando em dois discos novos e, assim que acabar esse processo, meu foco será trabalhar num disco que represente esses poucos anos de produção. Segundo Flávia, idealizadora da noite alemã no Rio, “ouvir a obra musical de L_cio é assistir uma cena”. “Sua música é livre, não projeta, dá impulso”, finalizou a produtora.

Festa Klang, sábado (09/11).
La Paz: Rua do Rezende, 82. Centro.
Entrada: De R$ 30 a R$ 50.

Nome na lista, aqui.


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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

#94

Converse une arte e rock em hashtag

Com entrada
gratuita, cerveja liberada, oficina artística e muito rock, o evento #Getloud até faz propaganda, mas não vende; presenteia. Seja de sneaker ou chinelo, quero ver ficar de fora...  
 
Inspirada no conceito de sua mais recente coleção - a  Rock Craftmanship, que  aposta no velho espírito rebelde e libertário do rock -, a Converse decidiu fazer algo diferente em relação à campanha publicitaria e, para isso, lançou o projeto #Getloud, uma hashtag marcada por entrada gratuita, cerveja liberada, intervenções artísticas e, é claro, muito rock. Após o sucesso da primeira  das três edições previstas, na qual o ilustrador Cézar “Berje” Berger e a banda carioca Treli Feli Repi deram forma a uma agradável noite na Comuna, as inscrições para as próximas devem se esgotar ainda mais rápido, como a que será realizada já no dia 5/11, no Albergue Matriz. Portanto, quem quiser conferir as imagens psicodélicas e técnicas de colagem do artista plástico Lê Almeida,  além do som da banda Deaf Kids, deve se apressar em botar o nome no site do evento. Pronto, seja de sneaker ou chinelo de dedo, você está dentro. Detalhe: o chamado “gran finale”, que contará com uma banda internacional surpresa, está marcado para a semana seguinte, no dia 11/11 - é só fazer o desejo e botar o nome no site!!!

 


Na última edição, antes do agressivo “indie rock lo-fi guitarreiro” do Treli Feli Repi, tivemos oportunidade de saber um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo ilustrador e designer paulista “Berje” (Berjê), que na ocasião coordenava uma oficina de silk screen e apresentava alguns de seus originais no chamado “Silk It Up”. Com ilustrações (nankin, tinta acrílica) que nos remetem ao skate dos anos 80, quando as clássicas caveiras trash de banda ocupavam a lacuna que seria preenchida pela cultura hip hop, o “menino do interior” - como se autodefiniu por vir de Guararema e residir em Santa Isabel, no interior de São Paulo - se diferencia  justamente  por  resgatar essa mistura, entre elementos do skate e do metal, junto a ocultismo, tarô, magia e monstros criados através de sua enorme vontade de desconstruir formas. No final, entre as referências citadas e um estilo próprio, o que predomina  mesmo é o conceito, definido o suficiente para dialogar com elementos além do papel.

 
Cezar "Berje" Berger. Imagem: Raul, I Hate Flash.
“Meu trabalho é muito ligado à arte do metal, e o convite que recebi já  foi feito com base nessa minha característica. É uma oportunidade muito foda. Para um menino do interior, é muito importante poder mostrar sua obra para outras pessoas, lugares e realidades, para quem não teria oportunidade de conhecer”, afirmou o artista, que, em pleno Rio de Janeiro, precisou adotar a cidade de Mogi das Cruzes como referência de sua morada. “Jamais poderia imaginar isso”, brincou o simpático Berje, que ainda nos presentou com um trabalho serigrafado, numerado e preparado especialmente para o evento - o “Centurion". Embora tenha começado profissionalmente somente há quatro anos, sua caminhada não vem de agora e seu trabalho, sem sombra de dúvidas, vai longe. Quem quiser saber mais sobre o trabalho do Berje, basta ficar ligado em sua página do facebook e do flickr. Só trampo monstro, vale conferir.
 

Albergue Matriz
Rua Henrique de Novaes, 71. Botafogo.
Saiba mais: http://www.converseallstar.com.br/getloud/

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

#93

Tame Impala: no Circo é muito melhor

Após uma discreta passagem no último ano, a banda australiana volta ao Rio com o esperado show da turnê do álbum “Lonerism”, que ocorre nesta quinta-feira (17/10) no Circo Voador. Toma!
 
Apesar de terem se apresentado no Rio ainda no último ano, no final de mês junho, no então recém inaugurado Teatro Imperator (Méier), a banda australiana Tame Impala é aguardada com bastante ansiedade pelos fãs cariocas, tanto que os mesmos financiaram esse esperado retorno sem muitas dificuldades através da já famosa “vaquinha” do Queremos. O fato é que agora, nesta segunda vez, Kevin Parker e sua turma - os supostos expoentes de uma vertente mais atualizada do velho rock psicodélico - realizarão um show com base no álbum “Lonerism” (2012) e, o melhor, no caloroso Circo Voador. Se depender do público, que ainda consegue comprar os ingressos na bilheteria, a casa vai ao delírio nesta quinta-feira (17/10) – dia do circo pegar fogo.
 
Se da última vez em terras cariocas já chamavam atenção, mas ainda não eram uma unanimidade entre os moderninhos, os australianos chegam agora com toda confiança e popularidade alcançadas após o lançamento do segundo álbum, ainda mais elogiado que o primeiro Innerspeaker, de 2010. Comparado até mesmo com os Beatles pela crítica especializada, o projeto de rock psicodélico do jovem multi-instrumentista Kevin Parker, quem assume as gravações de estúdio, tocando praticamente todos os instrumentos e compondo todas as músicas sozinho, conseguiu se firmar e convencer com sua proposta musical: “Uma banda de rock com um fluxo constante de psicodelia que enfatiza melodias oníricas”, como eles mesmos costumam defender.
 
Mesmo com um início de trajetória de fazer inveja a qualquer banda com menos de cinco anos de estrada, o Tame Impala - nome relacionado com o animal Impala e com a sensação de cruzar olhares à distância com o mesmo, uma metáfora para troca de experiências com alguém que esteja longe – não cultiva muitas expectativas para seu futuro, tendo em vista que o próprio Parker já chegou a declarar que a ideia de um novo álbum não o excita. “Existe uma certa intolerância ao pensamento de que fazer um álbum é a única forma de criar música, mas, no momento em que vivemos, tudo é possível. Existem tantas pessoas fazendo coisas interessantes através da internet e da tecnologia. Existem tantas maneiras de fazer música e escutá-la”, declarou o mente mirabolante em uma ocasião. Neste aspecto, em novembro, a banda deverá lançar um EP de 4 faixas em conjunto com os Flaming Lips, no qual cada uma tocará dois covers da outra.

Embalado com a realização da grande turnê de "Lonerism", que inclui a América de ponta a ponta, o Tame Impala volta ao Rio muito mais comprometido e entrosado. Além do notável amadurecimento da estrela de Parker (voz e guitarra), que aos 27 anos também encontra tempo para atuar como instrumentista e produtor em vários outros projetos paralelos, a banda australiana de rock psicodélico conta com Dominic Simper (guitarra e teclado/sintetizador), Jay Watson (teclado/sintetizador e vocais de apoio), Julien Barbagallo (bateria e vocais de apoio) e Cam Avery (baixo), que substituiu Nick Allbrook ainda neste ano. Trata-se de um show contraindicado para quem tem medo de viagens sonoras. Abaixo, confira o set lista do show realizado no último dia 1º de Outubro no Terminal 5, em Nova York, e chegue cantando:

Why Wont you Make Up Your Mind?
Solitude is a Bliss
Endors Toi
Apocalypse Dreams
Half Full Glass of Wine
Elephant
Music to Walk Home
Be Above it
Feels Like We Only Go Backwards
Mind Mischief
Lucidity
Desire Be desire
Nothing that Has Happened so Far has Been Anything we could Control

Tame Impala
Datas: Quinta-feira, 17/10
Circo Voador: Rua dos Arcos, S/N. Lapa. 2533-0354
Abertura dos portões: 21h

Ingressos:
R$ 90,00 (meia-entrada para estudantes, menores de 21 anos e idosos)
R$ 90,00 (ingresso promocional válido com 1 kg de alimento ou e-flyer)
R$ 90,00 (cliente Clube do Assinante O Globo)
R$ 180,00 (inteira)

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

#92

Me Gusta: The Drummer na Fosfobox

Mais de dez anos depois, desde os tempos da Bunker, o ícone da cena techno londrina volta ao Rio como referência do som de peso, mas com muitas novidades na cartola. É pra ver de perto!

Prestes a celebrar três anos de pista cheia e dentro de sua reconhecida linha “outside” - fora do line-up convencional -, a festa Me Gusta veio apurando o ouvido do público carioca ao longo de sua trajetória até chegar a esse esperado momento: o de anunciar a vinda de ninguém menos que Henry Cullen, também conhecido como D.A.V.E The Drummer (UK). Mais de dez anos depois desde sua última visita, época da histórica Bunker, a lenda viva do techno britânico volta à cidade maravilhosa trazendo todo peso de seu nome na bagagem, mas também cheio de novidades na cartola - ou seja, para resgatar a memória dos mais vividos e se apresentar aos mais novos. Prazer, The Drummer!!!  O agito em questão - imperdível, por sinal - ocorre nesta sexta-feira, dia 04 de outubro, na famigerada Fosfobox.

 
“A Me Gusta vem trabalhando essa ideia há um longo tempo e foi tudo muito bem programado até chegarmos com o The Drummer. Se apresentássemos ele logo de cara, poderíamos assustar a galera e não era esse nosso propósito. Exploramos um conceito diferente de som, criamos um público mais ligado ao techno e só agora chegamos com o peso. Foi tudo no seu tempo. O pessoal nem acredita, mas já sabíamos desde o início do ano e, por isso, soubemos preparar. Veio Click Box, Eli Iwasa, Danny Daze, Super Flu, Anderson Noise e outros. Agora, a hora chegou”, explica Fernando Deperon, produtor e idealizador da festa, ao ser questionado sobre essa ousada aposta no velho e bom Techno (acid).


Além deste grande ícone da cena internacional, que também costuma passear por linhas mais dançantes, a Me Gusta#TheDrummer ainda trará outra referência do som de peso: o paulistano Alex Souza, ou simplesmente “Alex S.”, idealizador da pioneira SP Groove, rave na qual The Drummer fez história em memoráveis edições ao lado dos irmãos Liberators (Chris, Julian e Aaron). “A ideia do Alex S. surgiu em uma conversa com Eli (Iwasa). Ninguém melhor que ele para receber e fazer uma boa transição de som para o D.A.V.E. Sabe conduzir a pista muito bem e é um especialista no assunto”, aponta Deperon. Trata-se de duas lendas em um reencontro inimaginável. Só conferindo de perto para entender.

Fazendo as honras da casa, o DJ Pedro Piu (Brazilian Waz) completa o line-up da noite, enquanto no andar de cima, no chamado Fosfobar, o som fica por conta da festa Braza, que, para balancear um pouco, segue uma linha mais suave, com muito groove, soul e funk music.


 
Me Gusta D.A.V.E The Drummer (04/10)
Fosfobox - Rua Siqueira Campos, 143. Copacabana.

Valores: R$30,00 – Antecipados
               R$40,00 até 01h
               R$50,00 após 01h


Pontos de vendas:
Boom Pró Arte – R: Voluntários da Pátria 45 - Botafogo
La Cucaracha – R: Teixeira de Melo 31 - Ipanema
Crepe Delícia -R: Mem de Sá,19 Lj 108 Icaraí - Niterói
Raphael Beranger # 7567 3897 - Tijuca, Grajaú, Centro e Barra.

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sábado, 28 de setembro de 2013

news

Festival do Rio: 15 dias de puro cinema
 
 
Em meio a um protesto de manifestantes que ocupavam as escadarias da Câmara de Vereadores, o Festival do Rio deu início a sua 15ª edição na noite da última quinta-feira (26/10) no Cine Odeon amparado em sua já conhecida proposta: transformar a cidade maravilhosa na capital mundial do cinema. Para isso, até o próximo dia 10 de outubro, a maior mostra audiovisual latino-americana apresentará aos cariocas 380 filmes - sendo 147 documentários -, a maioria inédito e muitos outros que nem vão chegar às salas de cinema.

Além das inúmeras mostras, muitas delas competitivas, e da principal Premiére Brasil, que “acompanhou as mudanças do cinema nacional” - como a diretora executiva Ilda Santiago faz questão de ressaltar -, o evento mais aguardado pelos cinéfilos de Redentor também conta com filmes de mais de 60 países, inclusive de diretores famosos o bastante para serem Steven Soderbergh, Woody Allen e Gus van Sant.

Inspirado no belo trabalho de identidade visual realizado pelo artista carioca Marcelo Ment, o Ctrl+Alt+Rio elaborou uma lista com 13 filmes para serem acompanhados nesses 15 dias de programação, embora tenham muitos outros não menos imperdíveis, assim como as disputadas sessões com diretores convidados. Abaixo, confira a sinopse e os horários dos tais circulados em vermelho.
 
***
 
Amazônia – O Planeta Verde

Inteiramente rodado em 3D, a produção franco-brasileira, assinada pelo diretor Thierry Ragobert (O Planeta Branco, 2006), se mostra como uma verdadeira viagem pela floresta amazônica, mas, neste caso, a partir do ponto de vista de um macaco prego – o único sobrevivente (de um acidente de avião). Através dos olhos de Kong, nome do abençoado macaquinho inspirado no Carlitos do Chaplin, o longa que abriu o Festival do Rio (e encerrou o Festival de Veneza) desvenda os mistérios da fauna e da flora da maior floresta tropical do planeta em toda a sua complexidade. Trata-se da maior produção cinematográfica já realizada na Amazônia.

 

Sexta-feira, 27/09. 19h30 - Cine Carioca.
Sábado, 28/09. 16h30 – São Luiz 3.


Behind the Candelabra

Há muito tempo atrás, antes do mito Elvis, existia um pianista chamado Liberace. Ele era uma pessoa excêntrica e com atitudes de extrema extravagância, principalmente na maneira de se vestir (todo cheio de luzes já naquela época). Sendo mundialmente conhecido, Liberace tinha uma base de fãs muito leal e que o acompanhou durante os seus 40 anos de carreira. Em 1977, no entanto, ele se apaixona por um estranho jovem: Scott Thorson, com quem viveu um romance secreto de cinco anos. O filme retrata o cenário mais íntimo desta tempestuosa relação - do primeiro encontro em Vegas até o momento da ruptura (em público). O que podemos esperar desta trama? Atuações excepcionais do ator Michael Douglas (Liberace) e Matt Damon (Scott Thorson) em mais uma afiada direção de Steven Soderbergh, quem, de acordo com alguns sites especializados, poderia estar exibindo seu último filme.

 

Sexta-feira, 04/10. 23h59 – Odeon Petrobras.
Quarta-feira, 09/10. 21h30 – Roxy 3.

Blue Jasmine

Woody Allen troca a cidade de Nova York por San Francisco em sua nova comédia dramática, intitulada Blue Jasmine e centrada na personagem brilhantemente interpretada por Cate Blanchett – o que engrandece e muito o filme, que, apesar de não fugir muito da velha receita de Allen, vem sendo apontado como um dos melhores filmes do cineasta. Jasmine dá início à trama ao ver sua vida destroçada com a separação do marido, o rico empresário Hal (Alec Baldwin). Sem dinheiro, ofício e esperança, a socialite de Manhattan encontra o apoio de sua irmã para tocar sua vida sob efeitos de antidepressivos em San Francisco, onde também causará bastante incômodo com suas frustrações. No entanto, no final, ela consegue se redimir e aceitar os fatos, ou seja, encontrar um pouco de paz consigo mesma e alcançar sua independência.
 

Domingo, 29/09. 21h30 - Cinemark Downtown
Segunda-feira, 30/09. 19h - Cinemark Downtown
Quarta-feira, 02/10. 16h30 e 21h30 - Roxy 3
Sexta-feira, 04/10. 14h e 19h - Leblon 2
Quinta-feira, 10/10. 15h40 e 22h20 – Est. Vivo Gávea 5

 
Gravidade

Protagonizado por Sandra Bullock e George Clooney, o suspense do diretor Alfonso Cuaron, que, inclusive, contou com a ajuda do filho, tinha todos elementos para ser um filme nível Perigo em Alto Mar  no espaço, mas, por ser visualmente fantástico, a trama até que acaba sendo bem digerida e, no final, até surpreende.  Nesta, Bullock vive uma engenheira médica que se prepara para realizar sua primeira viagem espacial, justamente ao lado de Clooney, o veterano astronauta Matt Kowalsky. O filme, que abriu a última edição do Festival de Cannes, agradou a crítica francesa e, por isso, chega ao Rio com ares de destaque.

 
Sábado, 28/09. 23h59 - Odeon Petrobras
Quinta-feira, 03/10. 14h e 19h - São Luiz 3
Segunda, 07/10. 16h30 e 21h30 - Leblon 2
Quinta, 10/10. 21h30 - Cinemark Downtown


The Zero Theorem

Qohen Leth é um gênio da computação que vive em um universo dominado por grandes corporações, assim como o nosso. Sofrendo de uma profundo angústia existencial, ele trabalha sob as ordens de uma figura sombria conhecida como “Gerente”. Neste quadro tão familiar em nossa sociedade, sua missão é resolver o tal Teorema Zero, uma fórmula matemática que finalmente revelará o verdadeiro sentido da vida. Seu trabalho, no entanto, é constantemente interrompido por visitas da sedutora Bainsley e de Bob, o filho adolescente do Gerente. O filme, que já passou pelo Festival de Toronto e pela mostra competitiva do Festival de Veneza, marca a volta do diretor Terry Gillian (“Brazil: O filme” e “12 Macacos”) à ficção científica. Isso mesmo, trata-se de uma ficção científica.

 
Segunda-feira, 30/09. 16h30 e 21h30 – Leblon 2
Terça-feira, 01/10. 14h30 e 21h30 – Estação Botafogo 1
Quinta-feira, 03/10. 14h e 19h – Roxy 3

 
A Garota de Lugar Nenhum

Dirigido e protagonizado por Jean-Claude Brisseau, o filme se destaca por trabalhar narrativas íntimas e corajosas, uma marca registrada do cineasta, que, inclusive, optou por rodar o longa-metragem em sua própria casa. Vencedor do Leopardo de Ouro do Festival de Locarno em 2012, o filme esmiúça a rotina solitária de Michel, a qual é alterada radicalmente quando Dora - uma jovem de 26 anos - chega para viver em seu apartamento. Mesmo inesperada, a relação traz frescor à vida do professor de matemática aposentado, que se redescobre em sensações até então esquecidas. No entanto, seu lar gradualmente se torna cenário de misteriosos acontecimentos.

 

Sábado, 28/09. 14h30 e 21h30 – Estação Rio 1
Terça-feira, 01/10. 16h30 e 21h30 – São Luiz 3.
Quinta-feira, 03/10. 17h20 – Estação Ipanema 1

  
Heli

Após ter causado um grande alvoroço no Festival de Cinema de Cannes, de onde saiu com o prêmio de melhor direção - dado a Amat Escalante (Sangre, 2005. e Os Bastardos, 2008.) -, o filme é capaz de chocar a todos com suas cenas de violência realista, sem filtro mesmo. No entanto, a trama se baseia na aventura amorosa de Estela, uma menina de 12 anos que vive em uma pequena cidade mexicana e se apaixona perdidamente por um jovem cadete da polícia. Ele quer fugir com ela para se casar e, para realizar tal sonho, desvia alguns pacotes de droga. Mas, quem pagará pela mancada será a família de Estela, que passará a enfrentar a violência que devasta a região. Trata-se de um seco retrato da sociedade mexicana contemporânea.

 

Quinta-feira, 03/10. 14h15 e 21h15 – Estação Rio 2
Quinta-feira, 10/10. 17h e 21h30 – Estação Rio 1

 
The Green Inferno
 
A militante Justine se une a um grupo de radicais para uma nobre missão: interromper o desmatamento ilegal em uma selva peruana, atividade que coloca em risco a vida de uma isolada tribo amazônica. Munidos de boas intenções e celulares com câmera, o grupo voa para a América Latina confiantes para realizar a missão proposta, mas, com a queda do avião no meio da selva, a euforia ganha contornos trágicos e luta se restringe apenas a sobrevivência. Agora, eles serão o jantar do povo que pretendiam proteger. O filme em questão é uma sangrenta homenagem do diretor Eli Roth (O Albergue) aos filmes italianos de canibais do final dos anos 1970 e recebeu muitos aplausos no Festival de Toronto.

 

Sexta-feira, 04/10. 23h45 - Estação Rio 2
Domingo, 06/10. 16h30 e 21h30 - Cinepolis Lagoon
Terça-feira, 08/10. 16h30 e 21h30 - Roxy 3
Quinta-feira, 10/10. 13h30 e 20h - Est Vivo Gávea 5
 
Documentários
 
 
Sacro Gra

Espécie de rodoanel de Roma, a Grande Raccordo Anulare é a mais extensa via urbana da capital italiana e o local ideal para o intrigante documentário de Gianfranco Rosi. Isso porque, o filme em questão simplesmente se baseia na vida das pessoas que vivem às margens da estrada e também da sociedade. Entre inúmeras figuras enigmáticas, destacam-se Paolo e a filha Amelia, que foram transferidos do Norte de Itália, aparente sem razão, para um novo conjunto habitacional na região. Outro ponto alto é a aparição de um casal de prostitutas idosas e duas go go dancer, entre outras. Para completar, Santo Gra foi o primeiro documentário da história a ganhar um Leão de Ouro no Festival de Veneza.

 
Terça-feira, 08/10. 19h - Estação Botafogo 1
Quarta-feira, 09/10. 21h40 - Estação Ipanema 1
Quinta-feira, 10/10. 13h30 e 19h40 - São Luiz 3
 

I Love Kuduro
 
Na mesma medida em que a internet conectou o mundo em uma única rede, gêneros musicais oriundo das mais diversas periferias começaram a ser reconhecidos como partes de uma mesma cena global. Assim ocorreu com o funk carioca, moombahton, ghettotech, raggamuffin e, talvez o mais recente deles, o kuduro. Nascido nas periferias de Luanda, em Angola, o gênero destruído na voz de Latino é o foco do novo documentário do português Mario Patrocínio, o mesmo que também retratou o cotidiano dos moradores no Complexo do Alemão. Com beats pesados, graves distorcidos, letras afiadas e uma peculiar sensualidade, este gênero se mostra como uma verdadeira febre em Angola - um movimento cultural -, enquanto o diretor evidência a influência do ritmo através do cotidiano de algumas irreverentes estrelas locais.

 
Segunda-feira, 30/09. 19h15 - Odeon Petrobras
Quarta-feira, 02/10. 14h - Oi Futuro Ipanema
Sexta-feira, 04/10. 19:30 - Cine Carioca
Quinta-feira, 10/10. 17h40 - Estação Rio 2

 
Pussy Riot : A Punk Prayer

Em fevereiro de 2012, três integrantes do grupo de punk rock feminista Pussy Riot participaram de um protesto na catedral de Cristo Salvador, em Moscou, contra a união entre Igreja e Estado perpetrada pelo presidente russo Vladimir Putin. Elas foram presas e acusadas de crime de intolerância religiosa, protagonizando um julgamento que chamou a atenção do mundo todo para a sociedade russa contemporânea. Este documentário revela os bastidores do julgamento com imagens de arquivo inéditas, além de contar com entrevistas com familiares das acusadas e advogados de defesa do caso. A filme sobre oração punk do grupo feminista foi um dos destaques do Festival Sundance 2013.

 

Quinta-feira, 03/10. 14h e 21h15 - Estação Botafogo 1
Sexta-feria, 04/10. 20h - Est Vivo Gávea 5
Quarta-feira, 09/10. 19h15 São Luiz 4

 
Metallica: Through The Never 3D

Após uma apresentação convicente no Rock in Rio, o Metallica volta ao Rio, mas, desta vez, com o filme-concerto Through The Never, dirigido pelo diretor Nimród Antal. Aliás, a trilha sonora do filme serviu de base para o set list do recente show em terras cariocas – é quase o mesmo show, mas com historinhas e em 3D. Com um legado de barulho, excessos e álcool, o Metallica deu sobrevida ao heavy metal, transformando a banda em um dos maiores nomes da indústria fonográfica na década de 90. Neste filme-concerto pós-apocalíptico, o diretor de longas de ação narra a saga de Dane, um roadie da banda que é enviado para o inferno. Paralelamente, o Metallica nos apresenta seu novo espetáculo. Será uma única exibição.

 

Quinta-feira, 03/10. 23h59 - Estação Botafogo
 
Programação completa no site oficial
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

#91

ArtRua: um retorno mais que grandioso

Em sua segunda edição em terras cariocas, a mostra paralela à feira ArtRio volta à Gamboa e, desta vez, com ares de festival. “Só vendo de perto”, como disse o idealizador André Bretas.

Em paralelo à realização da terceira edição da ArtRio, a Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, que abre suas portas ao público nesta quinta-feira (05/09), o ArtRua ocupa a Vila Olímpica da Gamboa para traçar um verdadeiro panorama da arte urbana nacional, segmento cada vez mais distante da marginalidade dos muros e vinculado a um lucrativo mercado. Embora ainda não tenha as ambições da matriz, que no último ano arrecadou R$ 120 milhões e recebeu 74 mil visitantes no Píer Mauá, a mostra paralela chega à sua segunda edição em terras cariocas como um grandioso festival, mas sob os mesmos objetivos: revitalizar a fantasmagórica região portuária e movimentar o amplo negócio do grafite, ou melhor, da arte vinda das ruas – como sugere o título.

Vista de um dos galpões. Ao fundo, o Morro da Providência.
Imagem: Henrique Madeira/Divulgação.
“Uma feira de arte só é uma feira quando possui uma mostra paralela. Em 2009, quando estava na Miami Art Basel, pude presenciar o nascimento de algumas mostras de grande destaque e logo pensei em trazer isso ao Rio”, revelou o “novo marchand” André Bretas, idealizador do evento e quem, desde o primeiro contato com “Brenda” (Valansi), obteve total apoio da mostra oficial “para criar um mercado de arte urbana no Rio”. Através de uma parceria entre o Instituto Rua, também idealizado por Bretas, e a produtora Visionart’z, o evento - até para compensar a última edição, marcada pela pintura de painéis em Wynwood Walls (em Miami) - ocupa agora os dois imensos galpões do antigo armazém ferroviário, além de uma área externa de 7,5 mil metros quadrados. Exagero? Não para comportar um público esperado de 10 mil pessoas.

O artista Marcelo Ment durante a produção de seu painel.
Imagem: Henrique Madeira/Divulgação
A grandiosidade do ArtRua, no entanto, não se refere somente às dimensões, mas também às inovações, como duas noites de festas (de R$ 60 a R$ 80) e o chamado Palco Jardim, que trará atrações musicais como Opala e Shibatonics ao longo de todo os dias. Em meio ao colorido dos painéis, ainda haverá um ciclo de debates sobre o Mercado da Arte (quinta) e a Revitalização Urbana (sexta), os principais motes do evento. A instalação "A casa, a carga e o vento", de Felipe Bardy, que também assina a cenografia “ecológica” do evento, e uma exposição sobre a história do Instituto Rua, montada pelo fotografo Henrique Madeira em um dos vagões esquecidos no armazém, também são destaques desta edição, que ainda terá: uma galeria para facilitar o contato entre compradores e artistas, oficinas para crianças e, é claro , uma “lojinha pós-museu”.

Painel feito pelo artista carioca Gais Ama.
Imagem: Henrique Madeira/Divulgação
Além das atrações dentro do espaço, o chamado Wall Projects, uma espécie de “museu a céu aberto”, ainda espalha diversos painéis pelos arredores da Gamboa e do morro da Providência, situado em frente aos galpões. Neste caso, a ideia é criar roteiros inspirados em cidades como Buenos Aires, onde os passeios turísticos pelos grafites fazem parte da programação cultural da cidade. Já em relação aos artistas presentes, uma verdadeira nata entre nomes de destaque, revelações em ascensão e pratas da casa, o ArtRua se mostra inquestionável, principalmente pela variedade das obras produzidas. Cada um defende seu próprio estilo, mas a genialidade aparece como algo em comum e, mesmo com muitos de fora, o resultado é para lá de surpreendente. Tem até um imenso Cristo Redentor feito em caixas de papelão.

Detalhe de parte do painel do artista: Carlos "ACME" Esquivel
Imagem: Henrique Madeira/Divulgação
“Já fiz várias coisas ligadas à reciclagem em São Paulo e essa era a chance de trazer minha mensagem para cá. Estive aqui na época da Rio+20 com o Pimp My Carroça. Mas, agora, a cidade está fervendo, o clima de  protesto está no ar e eu não poderia ficar apenas no mural e na venda de quadro. Tem muita coisa acontecendo por aí. Aqui, na verdade, eu uso um simbolo do Rio para falar de outros problemas”, apontou Tiago “Mundano”, um dos mais de 50 artistas presentes no evento, sem falar no pessoal do apoio, da manutenção e nos responsáveis pela coordenação. “Rios de corrupção”, diz a frase estampada no peito do cristo “ papo reto” de Mundano.

Intervenção realizada no Morro da Providência.
Imagem: Henrique Madeira/Divulgação.
Ao todo, entre 22 painéis e outras intervenções, o público poderá conferir de perto o trabalho por artistas como Carlos “ACME” Esquivel, “Bruno Big”, “SWK” Panmela “Anarkia” Castro,  João “Lelo”, Wesley “Combone”, Márcio “Bunys”, Carlos “Bobi”, Marcelo “Ment”, Thiago “Tarm”, Tomaz “Toz”, “Gais Ama”, “AKN” (SP), “Flip” (SP), “Sliks” (SP), “Binho” (SP), “Minhau (SP)”, “Chivitz (SP)”, “Nilo Zack” (MG) e “Selon” (GO), entre outros. “Nos surpreendemos muito com os painéis do “Bragga” (RJ) e do “Grupo Acidum”, formado por um casal de Fortaleza. Isso sem falar na participação dos franceses do 123 Klan (Carole Boudart e Sebastien Jacob) e dos australianos do Dabs Mayla (Darren Mate e  Emmelene Victoria).”, completou o idealizador sem esconder a alegria pelo nível das obras presentes no evento. “Só vendo de perto”, finalizou.

Confira a programação completa do ArtRua.

Lembra da primeira edição? (aqui)

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